Psicologia comunitária – Wikipédia  a enciclopédia livre
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como: Polícia Médica; Higiene; Medicina
Social; Saúde Pública; Medicina Preventiva; Saúde Comunitária; Medicina Familiar; Promoção da Saúde;
Saúde Coletiva. Esses movimentos ocorridos entre a segunda metade do século XVII e os nossos dias,
segundo esse autor podem ser caracterizados como vetores ideológicos, sociais, de ação política e produção
de conhecimento. O movimento ideológico da medicina e saúde comunitária é originário dos Estados Unidos na
década de 60, como resposta às tensões sociais geradas pelos movimentos dos direitos civis e contra a
segregação racial, compondo posteriormente certas políticas de combate a pobreza dos governos Kennedy e
Johnson. Ainda segundo esse autor tratava-se da operacionalização do discurso da Medicina preventiva
acrescentando conceitos estratégicos como participação da comunidade e regionalização, extensão dos
cuidados (da atenção primária à saúde) às populações das periferias urbanas e rurais
Na maioria dos movimentos acima enunciados identifica-se uma tendência e modo particular de ação da
psiquiatria e proposições de intervenção no social através da classificação de inteligência e concepções da
psicopatologia e proposições de tratamento em saúde mental. Nessa perspectiva observe-se a importância que
Caplan ao pronunciamento oficial do Presidente Kennedy ao congresso americano em 1963 sobre a
prevenção tratamento e reabilitação dos enfermos e retardados mentais enquanto problemas de
responsabilidade comunitária.
Segundo Donnangelo e Pereira a medicina comunitária é parte de extensão da prática médica e os
determinantes desta extensão na sociedade de classes, constituem o referencial mais amplo para compreensão
dessa forma particular assumida pela prática médica onde a pobreza é objeto da intervenção em saúde e se
passou a requerer o uso do trabalho auxiliar de outras categorias profissionais. Inclusive em Cuba houve a
criação do técnico de nível médio em psicologia. 
A psicologia comunitária da década de 80 que tem como marco o I Seminario Internacional de Psicología en la
Comunidad realizado em Havana, 1981 e a análise das transformações do tratamento psicológico e
psiquiátrico advindos das revoluções socialistas em especial os serviços de saúde mental cubanos 
No Encontro Mineiro de Psicologia Comunitária de 1988, descrito por Lane houve uma ênfase dada às
técnicas de dinâmica de grupo e conhecimento da realidade para auto-reflexão e ação conjunta organizada
exemplificando com o trabalho realizado por Elizabeth Bomfim e Marília N. da Mata na favela de Vila Acaba
Mundo em Belo Horizonte (MG) onde sintetizou o trabalho de seu grupo com a afirmação da existência de uma
relação estreita entre saúde e condições de vida, cabendo ao psicólogo atuar no sentido de que as condições
de vida e modo de vida precisam ser dominados para que haja autonomia de sujeito para exercer sua saúde.
Paim analisando os enfoques da medicina comunitária também refere-se à proposição mineira do
entendimento de que a população deve compreender a sua capacidade de pressão para obter benefícios
coletivos.
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Psicologia Comunitária Aplicada a Saúde
O modelo biomédico,tanto como o modelo \u201cbiopsicossocial\u201d compartilham dos pressupostos do grande
paradigma da atualidade de \u201ccientificidade\u201d. O conceito distorcido de saúde e o caráter impositivo e
normatizador da visão cientifica têm resultado numa progressiva medicalização da vida cotidiana. Embora os
denominados comportamentos ou ambientes de risco sejam uma realidade, em conseqüência dessa visão
prepotente dos profissionais de serem \u201cdonos da verdade\u201d, o método intervencionista tem sido geralmente a o
diferencial no que os \u201ctécnicos científicos\u201d acreditam ser \u201cpráticas saudáveis\u201d. Realmente, o modelo se
apresenta de forma totalmente funcional às necessidades do sistema sócio-econômico atual. Isso acontece não
apenas no que se refere aos interesses econômicos que vêem no modelo uma das melhores fontes de lucro no
mercado de consumo de medicamentos (Barros, 1995 apud:...; Velásquez, 1986 apud:...), mas também no
campo das idéias, já que este reforça a visão individual e parcelada dos fatos sociais. É assim que, decorrente
desse acentuado individualismo e antropocentrismo do sistema, condiciona-se uma visão fora do contexto dos
comportamentos humanos, focalizando a responsabilidade das doenças e sofrimentos nos indivíduos, tanto em
seus estilos de vida considerados como inadequados quanto nos denominados aspectos \u201cmórbidos\u201d da
personalidade O pensamento individual vai também dificultar substancialmente as possibilidades de trabalho
em equipe, ficando a relevância do trabalho interdisciplinar na saúde,normalmente restrita ao discurso ou ao
papel. Em resumo, médicos, enfermeiras, assistentes sociais, psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas deveriam
ter oportunidade de compartilhar, desde os primórdios acadêmicos, "um espaço permanente de encontro
baseado numa concepção sistêmica ecológica" da vida humana. Este espaço teria como objetivo a geração
de uma nova estrutura comum para lidar com o processo saúde-doença numa perspectiva interdisciplinar.
Veja também
Comunidade
Psicologia social
Psicologia cultural-histórica
Medicina comunitária
Psiquiatria comunitária
Ideologia
Revolução
Lutas e revoluções no Brasil
Guerra de Canudos
Crime organizado
Etnicidade
Identidade cultural
Quilombolas
Movimento social
Movimento Negro
Hegemonia
Mudança social
Questão social
Serviço social
SUAS
Referencias
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