Análise das Demonst Financeiras - APOSTILA  introdução
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Análise das Demonst Financeiras - APOSTILA introdução


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estabelecendo-se, pois, o necessário elo de ligação entre a Ciência da Contabilidade e seus ordenamentos aplicados. Evidentemente, o preceito em análise, conhecido por consistência, não constitui princípio da Contabilidade, mas regra técnico-comportamental. Tanto isso é verdade que procedimentos aplicados, mesmo fixados como norma, podem ser alterados em função das necessidades dos usuários ou mesmo da qualidade dos resultados da sua aplicação, enquanto que os princípios que os fundamentam permanecem inalterados.
Fonte
CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. Das informações geradas pela Contabilidade. Disponível em: <http://www.ccje.ufes.br/dcc/contabilidade.html>. Acesso em: 12 abr. 2005.
Dos usuários da Contabilidade
Os usuários tanto podem ser internos como externos e, mais ainda, com interesses diversificados, razão pela qual as informações geradas pela Entidade devem ser amplas e fidedignas e, pelo menos, suficientes para a avaliação da sua situação patrimonial e das mutações sofridas pelo seu patrimônio, permitindo a realização de inferências sobre o seu futuro.
	Os usuários internos incluem os administradores de todos os níveis, que usualmente se valem de informações mais aprofundadas e específicas acerca da Entidade, notadamente aquelas relativas ao seu ciclo operacional. Já os usuários externos concentram suas atenções, de forma geral, em aspectos mais genéricos, expressos nas demonstrações contábeis.
Em países com um ativo mercado de capitais, assume importância ímpar a existência de informações corretas, suficientes e inteligíveis sobre o patrimônio das Entidades e suas mutações, com vista à adequada avaliação de riscos e oportunidades por parte dos investidores, sempre interessados na segurança dos seus investimentos e em retornos compensadores em relação às demais aplicações. A qualidade dessas informações deve ser assegurada pelo sistema de normas alicerçado nos Princípios Fundamentais, o que torna a Contabilidade um verdadeiro catalisador do mercado de ações.
O tema é vital e, por conseqüência, deve-se manter vigilância sobre o grau em que os objetivos gerais da Contabilidade aplicada a uma atividade particularizada estão sendo alcançados. O entendimento das informações pelos próprios usuários pode levá-los a conclusão da necessidade de valer-se dos trabalhos de profissionais da Contabilidade.
Fonte
CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. A contabilidade como conhecimento. Disponível em: <http://www.ccje.ufes.br/dcc/contabilidade.html>. Acesso em: 02 mai. 2005.
A análise de balanço é fundamental para quem pretende relacionar-se com empresas
Cada usuário esta interessado em algum aspecto particular da empresa, até para a procura de um bom emprego deveria sempre começar por uma boa análise de balanço, pois seria extremamente desastroso para um gerente financeiro assumir as finanças de uma organização que está preste a falir.
Fornecedores
O fornecedor de mercadoria precisa conhecer a capacidade de pagamento de seus clientes, ou seja, sua liquidez.
Geralmente os fornecedores observam alguma coisa além, visto que os balanços são publicados uma vez por ano e sua análise deve ter a validade até a publicação do próximo balanço, portanto também devem ser verificadas outras situações, do tipo, rentabilidade de endividamento. 
Caso seja uma concessão de crédito a análise deverá ser feita mais ou menos detalhada de acordo com o montante a ser fornecido.
A profundidade da análise do fornecedor depende da importância do cliente. Pode ser utilizado o método da curva ABC para identificar qual merece maior atenção.
Em algumas situações, o fornecedor analisa profundamente os clientes é o caso que acontece com as fábricas de carros em relação aos seus revendedores. O poder de barganha dos revendedores frente as fábricas é muito pequeno, sendo assim para a montadora é muito fácil adquirir dados a respeito dos revendedores e até impondo os padrões e métodos contábeis a serem utilizados.
Qual a melhor empresa para o fornecedor?
	Balanços
	
	Empresa 1
	
	Empresa 2
	ATIVO
	 
	
	 
	Disponível
	500.000
	
	500.000
	Dupl.a Rec.
	2.500.000
	
	3.500.000
	estoques 
	2.000.000
	
	1.500.000
	Ativo Circulante
	5.000.000
	
	5.500.000
	Ativo Pernamente
	4.000.000
	
	6.300.000
	
	 
	
	 
	TOTAL
	9.000.000
	
	11.800.000
	
	 
	
	 
	PASSIVO
	 
	
	 
	Circulante
	2.000.000
	
	5.000.000
	Exg.a longo Prazo
	1.000.000
	
	3.800.000
	Patrim.Líquido
	6.000.000
	
	3.000.000
	
	 
	
	 
	TOTAL
	9.000.000
	 
	11.800.000
	
	
	
	
	Demonstrações de Resultado
	
	Empresa 1
	
	Empresa 2
	Vendas
	7.000.000
	
	20.000.000
	( - ) CMV
	4.400.000
	
	15.400.000
	Lucro Bruto
	2.600.000
	
	4.600.000
	( - ) despe operacionais
	2.000.000
	
	3.000.000
	Lucro Operacional
	600.000
	 
	1.600.000
Através de uma análise simples podemos visualizar com maior segurança qual a empresa é mais interessante para um fornecedor.
Qual a empresa tem maior liquidez?
Apenas dividindo o ativo circulante pelo passivo circulante chega-se a conclusão que a empresa 1 tem melhor liquidez que a empresa 2, ou seja, para cada R$ 1,00 de Passivo Circulante possui R$ 2,50 de Ativo Circulante. Sendo assim Provavelmente a empresa 1 consiga pagar suas dívidas.
Qual a empresa mais endividada?
A empresa 1 apresenta também um endividamento menor, essa situação apura-se com a seguinte formula: Capital de terceiro/Patrim. Liq. X 100.
Para cada R$1,00 de PL existe somente R$ 0,50 de capital de terceiros, é provável que a situação de boa liquidez se mantenha por algum tempo ou pelo menos, até o próximo balanço.
A segunda empresa já não apresenta uma situação tão interessante, pois o índice de liquidez corrente apresenta R$ 1,10 para cada R$ 1,00 de obrigações de curto prazo. Ela também se apresenta mais endividada que a empresa 1.
Pode ser que com esse índice a empresa consiga pagar suas dívidas, porém, sua situação é bem menos cômoda que a empresa 1. 
Clientes (compradores)
Raramente o comprador analisa a situação do fornecedor. 
Em geral a análise ocorre por parte dos compradores quando dependem de fornecedores que não possuam o mesmo porte deles ou que possam de alguma forma oferecer riscos.
Outra possibilidade é quando existem poucos fornecedores no mercado e a relação entre comprador e fornecedor é muito forte, e antes de se apoiar em um ou dois fornecedores o comprador deveria fazer uma análise, quais os fornecedores melhor lhe atenderiam.
Quando também a empresa pretende expandir e dependerá muito de seus fornecedores é importante também considerar a capacidade de expansão dos seus fornecedores:
Para um comprador é muito mais temerário escolher uma empresa como a 2 do que como a empresa 1, devido ao fato da empresa 2 já possuir um investimento bastante elevado em relação a sua capacidade de investir e aos recursos de longo prazo que possui. A empresa 2, além disso, está consideravelmente endividada e sua liquidez não lhe dá muita folga; por isso, é perigoso confiar em novos investimentos por parte da empresa 2.
Bancos Comercias (ou Carteira Comercial do Banco Múltiplo)
Como os bancos comerciais concedem crédito a curto prazo, devem, além de observar a situação atual do cliente, procurar conhecer ou obter alguma informação sobre a situação futura de seu cliente. Dessa forma, poderá o banco escolher os melhores clientes de hoje e os melhores de amanhã. Estaria, assim, o banco comercial atento aos objetivos de curto e longo prazo.
Um banco que cultiva os melhores clientes de amanhã provavelmente terá alguma vantagem sobre seus concorrentes no futuro.
Os bancos concedem crédito a curto prazo, ou seja, o empréstimo deve ser pago dentro de dois ou três meses. Em virtude, porém, da renovação dos créditos que concede e da permanência ou manutenção dos contatos ou do relacionamento com os clientes, há algo de longo prazo no relacionamento banco-cliente.
Por isso, a análise do banco comercial, embora dê maior ênfase a aspectos de curto prazo, não relega os pontos de longo prazo, como a rentabilidade e a capacitação do cliente.
Além disso,