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DJi - Dano (s) - Estragos - Danificação - Damnum Injuria Datum

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fato lesivd'. (Maria Helena Diniz. Código Civil. 3. ed. São Paulo: Saraiva,
1997). O dano estético, por sua vez, é conceituado como "toda alteração
morfológica do indivíduo que/ além do aleijão, abrange as deformidades
ou deformações, marcas e defeitos, ainda que mínimos, e que impliquem
sob qualquer aspecto um afeiamento da vitima, consistindo numa simples
lesão desgostaste ou num permanente motivo de exposição do ridículo ou
de complexo de inferioridade/ exercendo ou não influencia sobre sua
capacidade laborativa". Para Maria Helena Diniz, a lesão estética, em
regra, constitui, um dano moral que poderá ou não constituir um prejuízo
patrimonial. Nesta linha de raciocínio, o dano moral sempre abrangerá o
estético ou morfológico, quando o prejuízo for extrapatrimomial, pois este
último, na doutrina de Maria Helena Diniz, é espécie do primeiro.
Um caso que demonstra tal assertiva é o da manequim que necessita de
Animais em
Propriedade Alheia
Lesão
Lesão Corporal
Negligência
Pena de Morte
Perdas e Danos
Perdas e Danos em
Execução de
Obrigação de Fazer e
Não Fazer
Perigo Iminente
Prejuízo (s)
Receptação
Repatação de Dano
Reparação do Dano
Causado pelo Delito
Responsabilidade
Civil
Responsabilidade
Das Partes por Dano
Processual
Ressarcimento de
Dano
Roubo
Roubo e Extorsão
Segurança e
Medicina do
Trabalho
Seguro de Dano
Transgressão Militar
Usurpação
Vítima
seu belo rosto e corpo para poder ter o seu sustento. Em uma
determinada cirurgia plástica, vem essa modelo a sofrer lesões que
causam deformidades permanentes em sua morfologia (corpo e rosto),
impedindo-a de trabalhar, por falta de ofertas de emprego. Nesta
hipótese, vislumbra-se com clareza dois tipos de prejuízos, um de ordem
extrapatrimonial (com danos à moral), e outro de ordem patrimonial (com
danos à estética).
Portanto, em casos em que ocorre dano moral, é necessário que se
investigue se não há implícito o dano estético. Como no caso em que
ocorreu um incêndio no Show da Xuxa, que vitimou algumas pessoas que
dependiam do seu aspecto físico para trabalhar no meio televisivo.
Animadoras de palco que dependem da imagem para sobreviver,
seguranças entre outros. Esses trabalhadores devem exigir uma
indenização de acordo com o prejuízo causado. 3. Diferença entre
Dano Moral e Dano Estético
Partindo-se da idéia que o dano deformante à integridade física não é
igual a qualquer outro tipo de dano moral, constituindo a mais grave e
mais violenta das lesões à pessoa, pois além de gerar sofrimento pela
transformação física, gera um outro dano moral, que é o dano moral à
imagem social, pode-se pensar na possibilidade de cumular estes tipos de
dano.
Quando o dano estético compromete a aparência, também fica
comprometida a imagem social da pessoa lesada ou o modo pelo qual os
outros vêem, fazendo-a se sentir bem ou não.
Com base neste raciocínio, há quem admita a possibilidade de cumulação
do dano estético com o dano moral e até mesmo com o dano patrimonial
ou material.
O dano estético estaria compreendido no dano psíquico ou moral,
possibilitando, em regra, a cumulação da indenização do dano estético
com a indenização por dano moral, representado pelo sofrimento, pela
vergonha, pela angústia ou sensação de inferioridade da vitima, atingida
em seus mais íntimos sentimentos e afetada em sua imagem social.
Indenizando o dano estético cumulado com o dano moral, da forma mais
ampla possível, pode parecer um bis in idem, ou seja, uma repetição para
o mesmo dano. No entanto, pode-se entender que o dano moral se
refere ao constrangimento sofrido pela vítima, cada vez que a mesma se
encontra com outras pessoas e sente vergonha se sua estética deformada.
Enquanto, o dano estético seria aquele que responderia pela reparação
que se deu pelo entristecimento da vítima, devido ao seu enfeiamento.
As indenizações concorrentes são dadas a titulo diferente, ou seja, uma
pelo dano estético, como grave deformação física, e a outra pelas
tristezas e sofrimentos interiores que acompanharão sua vítima para
sempre. Muitos julgados servem-se da analogia com Súmula 37, do STJ,
mostrando que também é possível a solução no âmbito dos danos morais.
Outras vezes, negam tal cumulação declarando que o dano estético é
dano moral e que por aquele já está absorvido.
Com o reconhecimento definitivo o dano moral pela Constituição Federal
de 1988, durante algum tempo, predominava o entendimento de que a
indenização desse dano, por ser mais ampla, já abrangia o dano estético.
No entanto, mesmo estando o dano estético compreendido no gênero
dano moral, a doutrina e a jurisprudência evoluíram para definir
indenizações distintas quando esses danos forem possíveis de apuração
em separado, com causas inconfundíveis. O dano estético está vinculado
ao sofrimento pela deformação com seqüelas permanentes, facilmente
percebidas, enquanto o dano moral está ligado ao sofrimento e todas as
demais provocadas pelo acidente.
O acidente do trabalho que acarrete alguma deformidade morfológica
permanente gera o dano moral cumulado com o dano estético, ou apenas
o primeiro, quando não ficar qualquer seqüela. Em outras palavras, o
acidentado que sofreu qualquer deformação deve receber uma
indenização por danos morais agravada, cujo o agravante (o dano moral
estético) deve ser calculado separado.
"Dano Moral- Cumulação com o Dano Estético - é possível a cumulação
de dano moral com o estético quando as respectivas indenizações
decorram de pressupostos próprios de cada um deles, ou seja, concede-
se a primeira verba em virtude do deferimento e da angustia porque
passou a vitima no momento do fato e ao longo do tratamento e a
Segunda com reparação da deformidade resultante do evento danoso".
A admissão da cumulação do dano moral e do dano estético tem por
base o Art. 5º, da Constituição Federal. A referida norma constitucional
admite reparação para três tipos de danos: o material, o mora e o dano à
imagem. Não só é possível, mas principalmente justa, a cumulação do
dano estético com o dano moral por serem dois tipos diferentes de danos
morais à pessoa, ou seja, atingem bens jurídicos diferentes. O dano
estético (dano físico) ofende um dos direitos da personal idade, o direito
à integridade física. Não precisa ser provado. O sofrimento e a dor
integram esse tipo de dano. O dano moral é o dano à imagem social, à
nova dificuldade na vida de relação, o complexo de inferioridade na
convivência humana.
4. Reparação dos Danos Físicos, Estéticos, Materiais e Morais e
Indenizações
Extrai-se do ensinamento transcrito que a reparabilidade do dano
causado está diretamente condicionada à ilicitude do ato comissivo ou
omissivo do agente. E para que se configure o ato ilícito: o fato lesivo
voluntário, causado pelo agente, por ação ou omissão voluntária,
negligência ou imprudência; ocorrência de um dano patrimonial ou moral;
nexo de causalidade entre o dano e o comportamento do agente. A
Constituição Federal prevê o direito à indenização por danos morais de
forma ampla, não o restringindo a determinado ramo do direito. Assim,
não obstante a reparação em exame esteja calçada no princípio da
responsabilidade civil, não há porque limitar ações dessa natureza à
competência do juízo cível, quando em todas as áreas do direito podem
ocorrer lesões aos bens patrimoniais ou extrapatrimoniais da pessoa que
autorizam o pedido da respectiva indenização.
De acordo com Teresinha Lorena Pohlmann Saad, em sua obra
Responsabilidade Civil da Empresa, Acidentes de Trabalho, que diz:
"Com a promulgação da Constituição federal de 1988, o ressarcimento
dos danos decorrentes dos acidentes trabalhistas pode situar-se em dois
campos comuns da responsabilidade civil: na obrigação de reparar,
independente de qualquer idéia de culpa, quando o fundamento da
reparação é o risco, caso em que a reparação é objetiva e amparada por
seguro social; e na responsabilidade civil de direito comum, quando
houver dolo ou culpa do empregador, hipótese em que será subjetiva