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CAPÍTULO 16 - FACILIDADES DE COMUNICAÇÃO

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CAPÍTULO XVI - FACILIDADES DE COMUNICAÇÃO
1. INTRODUÇÃO
	Neste capítulo trataremos o que chamamos facilidades de comunicação. Estas facilidades são os meios disponíveis para que possamos efetuar a comunicação de dados.
	No Brasil, a exploração dos serviços de comunicação de dados, assim como a operação e/ou gestão dos meios que lhe servem de suporte, são atribuições da EMBRATEL. A implementação de Redes Privadas é permitida, mas as mesmas devem, em princípio, utilizar-se dos meios do Sistema Nacional de Telecomunicações.
	Passaremos agora a considerar a utilização dos diversos meios de comunicação disponíveis.
2. REDE TELEFÔNICA
	A Rede Telefônica apresenta uma grande flexibilidade de conexão e uma grande extensividade. Virtualmente, podemos, a partir de um ponto da Rede (telefone), acessar outro ponto em qualquer parte do país, e até em outros países. Estas características de flexibilidade e extensividade são fortes atrativos para que utilizemos esta Rede também para comunicação de dados. Entretanto, nem tudo são flores. Como sabemos, a Rede Telefônica foi concebida para a comunicação de voz (que é um sinal analógico), o que implica em algumas limitações para a transmissão de dados. Estas limitações podem ser suavizadas através das formas que já analisamos em capítulos anteriores.
	A Rede Telefônica pode ser utilizada de duas maneiras básicas:
	- DE FORMA DISCADA: Nesta maneira um terminal, literalmente, disca para outro, e estabelece uma conexão ponto-a-ponto temporária. Após o término da transmissão o circuito é desfeito. Este tipo de conexão é bastante 	utilizado em sistemas de transferência eletrônica de fundos (TEF);
	- DE FORMA DEDICADA: Quando temos um fluxo de dados razoável entre os terminais, passa a ser interessante a utilização de uma linha dedicada à comunicação entre eles. A utilização de linha dedicada permite ainda uma melhor performance do sistema, uma vez que o equipamento comutador da central telefônica (que é uma grande fonte de ruído) pode ser by-passada e, ainda, pelo fato de podermos introduzir elementos à linha de forma a melhorar suas características (condicionamento da linha).
2.1. REDE TELEFÔNICA COMUTADA
	A utilização da Rede Telefônica Comutada nos traz grande flexibilidade, mas também alguns problemas.
	Como a Rede Telefônica é uma Rede a dois fios temos, normalmente, um único canal de comunicação (as baixas velocidades é possível, através de multiplexagem em freqüência, derivarmos dois canais).
	As características do sistema limitam a taxa de transmissão. No Brasil, esta limitação está na ordem de 1.200 bps (podemos citar que, em alguns casos, utilizando-se modems especiais, com equalizadores adaptativos, consegue-se taxas mais altas). Ainda, vale lembrar que, como a qualidade da conexão varia muito de uma ligação para outra, as vezes torna-se praticamente impossível efetuar uma comunicação a uma determinada taxa, que vinha sendo utilizada. Por isso, os modems modernos possuem uma facilidade que chamamos “fall back” automático. Ou seja, se o modem não conseguir se comunicar a uma dada velocidade, ele automaticamente reduz esta velocidade.
	A conexão entre os terminais pode ser estabelecida de forma manual ou automática. No modo manual os operadores cuidam de realizar a conexão, que inicialmente será utilizada para troca de informações entre os operadores, e a seguir chaveam seus equipamentos para transmissão de dados (a figura 16.1 ilustra esta idéia). No modo automático toda a conexão é feita sem a intervenção dos operadores. Para tal, é necessário que os terminais sejam auto-dial e/ou auto-answer.
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Figura 16.1
	O custo da transmissão dos dados é o custo da chamada telefônica. Assim, em lugares onde há uma tarifação diferenciada em função do horário (como é o caso do Brasil) pode ser vantajoso utilizarmos um sistema automático, com alguma capacidade de armazenamento, e efetuarmos a transmissão de mensagens não urgentes no período noturno.
2.2. LINHAS PRIVADAS (LPCD)
	Quando dedicamos uma linha telefônica à comunicação de dados, passamos a chamá-la de LPCD (Linha Privativa para Comunicação de Dados). Uma LPCD pode ser definida como sendo uma linha telefônica, que não passa pelos equipamentos de comutação das centrais, com características elétricas e de operação adequadas à transmissão de dados.
	Os sistemas que se utilizam de LPCDs podem ser concebidos das mais variadas formas. Podemos ter uma operação a dois ou a quatro fios (lembre-se que só conseguimos obter dois canais de comunicação a dois fios se operarmos a baixas velocidades). Ainda, podemos ter operação ponto-a-ponto ou multiponto (utilizando-se line splitter, como mostrado na figura 16.2).
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Figura 16.2
Existem, basicamente, 3 tipos de LPCD:
	- LPCD TIPO N (NORMAL): Esta LPCD destina-se a transmissão analógica de dados, e pode ser uma linha 	urbana ou interurbana. Suas características são definidas pela TELEBRÁS, e estão mostradas na tabela 16.1.
PARÂMETROS�
VALORES LIMITES�
�
ATENUAÇÃO A 800 Hz (TOTAL)�
30 dB�
�
RELAÇÃO SINAL/RUÍDO�
MAIOR OU IGUAL A 24 dB 
(REFERIDO A UM SINAL TRANSMITIDO A 800 Hz)�
�
CONTAGEM DE RUÍDO IMPULSIVO�
18 EM 15 MINUTOS�
�
TABELA 16.1 - Algumas características da LPCD tipo N
	- LPCD TIPO C (CONDICIONADA): Esta LPCD também se destina a transmissão analógica de dados a nível urbano ou interurbano, mas possuem características elétricas mais apropriadas para a transmissão de dados que a anterior. Tais características estão resumidas na tabela 16.2.
PARÂMETROS�
VALORES LIMITES�
�
ATENUAÇÃO A 800 Hz (TOTAL)�
15 dB�
�
RELAÇÃO SINAL/RUÍDO�
MAIOR OU IGUAL A 40 dB 
(REFERIDO A UM SINAL TRANSMITIDO A 800 Hz)�
�
CONTAGEM DE RUÍDO IMPULSIVO�
18 EM 15 MINUTOS�
�
TABELA 16.2 - Algumas características da LPCD tipo C
	- LPCD TIPO B: Esta LPCD se destina a transmissão de dados em Banda Básica. O meio de transmissão, neste caso, consiste de um par de fios sem pupinização. O fato de utilizarmos transmissão em banda básica nos limita a 	distância máxima entre terminais. Tal limitação depende da velocidade utilizada, e é mostrada a seguir, para um 	cabo telefônico com condutores de 0,40 mm de diâmetro.
VELOC. (BITS/S)�
600�
1200�
2400�
4800�
9600�
19200�
�
ALCANCE (KM)�
 30�
 22�
 16�
 11�
 8�
5,5�
�
		Devida a esta dependência, designamos a LPCD tipo B considerando a velocidade utilizada. Por exemplo (LPCD tipo B 1200, LPCD tipo B 4800, etc).
3. REDE TRANSDATA
	O Serviço Transdata tem como finalidade básica possibilitar a transferência de dados de um ponto a outro, ou outros, em âmbito interurbano, por meio de circuitos especificamente projetados para comunicação de dados, circuitos estes que estão permanentemente conectados. Uma característica importante dos circuitos de comunicação de dados que constituem a Rede TRANSDATA é a total transparência aos códigos e protocolos apresentadas pelos mesmos.
	Neste serviço, o fornecimento, a instalação e a manutenção do circuito de comunicação de dados são de responsabilidade da EMBRATEL, entendendo-se como circuito o conjunto de equipamentos e meios necessários à interligação dos terminais de dados do usuário final. A figura l6.3 nos mostra a configuração geral de um circuito de comunicação de dados.
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Figura 16.3
	
	
OUTRAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A REDE TRANSDATA
- Âmbito interurbano.
- Diversos centros de transmissão (Cts) e centros remotos (Crs) espalhados pelo Brasil.
- A princípio o usuário deve estar em uma das localidades que possuem CT ou CR, acessos distantes são estudados caso a caso.
- A rede utiliza uma estrutura baseada em multiplexagem por divisão no tempo (TDM). Os Cts e Crs são interligados por circuitos de 64 KBPS.
- A rede é síncrona, sendo o relógio mestre fornecido pelo centro do Rio de Janeiro.
- O circuito de acesso do usuário a um dos centros (Cts ou Crs) deve ser preferencialmente