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CAPÍTULO 16 - FACILIDADES DE COMUNICAÇÃO

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digital (Banda Base). Não havendo possibilidade utiliza-se modulação analógica.
- Os circuitos de comunicação podem ser ponto-a-ponto. Uma estação terminal falando diretamente com outra (perceba que podemos ter mais de um equipamento terminal em uma estação terminal). Ou multiponto, onde temos mais de duas estações terminais envolvidas.
	A EMBRATEL oferece, aos usuários da Rede Transdata, 6 classes de serviços, que são:
- 300 bps assíncrono, duplex ou half-duplex, a 2 fios.
- 1200 bps assíncrono, duplex a 4 fios ou half-duplex a 2 fios.
- 1200 bps síncrono, duplex ou semi-duplex a 4 fios.
- 2400 bps síncrono, duplex ou semi-duplex a 4 fios.
- 4800 bps síncrono, duplex ou semi-duplex a 4 fios.
- 9600 bps síncrono, duplex ou semi-duplex a 4 fios.
	No que diz respeito à performance da Rede, a EMBRATEL garante uma taxa de erro de transmissão melhor que 5x10-5, e uma disponibilidade superior a 99%, durante às 24 horas do dia.
	Finalmente, vale citar que a estrutura tarifária da Rede é fundamentada essencialmente na velocidade de transmissão e na distância.
4. REDE DE COMUTAÇÃO DE PACOTES
	Antes de começarmos a analisar uma Rede de Comutação de Pacotes vamos falar um pouco sobre Redes de Comutação de Mensagens.
	A figura 16.4 nos mostra uma situação onde temos 3 terminais que desejam se comunicar com outros terminais situados em uma localidade distante.
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Figura 16.4 - Compartilhamento do meio de transmissão.
	Para a transmissão da mensagem o terminal a envia a um centro de comutação, que a armazena em algum tipo de memória de massa. Este, por sua vez, com base no endereço de destino da mensagem e, em alguns casos, considerando também o estado da Rede (rotas mais congestionadas, enlaces fora de operação, etc), escolhe uma rota de saída e, quando a mesma estiver disponível, envia a mensagem para o próximo centro de comutação. Este procedimento se repete até que a mensagem atinja seu destino.
	O procedimento de armazenagem dos dados no centro de comutação é conhecido como store-and-forward (armazena e envia). Pela característica de armazenagem e também pelo fato de termos recursos compartilhados, é de se esperar que ocorra a formação de filas, com conseqüente introdução de atraso no tempo necessário para transmitir a mensagem. Em compensação, a utilização do meio de transmissão é otimizada, pois, este é totalmente compartilhado entre as mensagens dos usuários, ou seja, durante o tempo em que uma mensagem de usuário não necessita do meio de transmissão, este pode ser dedicado a uma outra mensagem, o que não é o caso da comutação de circuitos, onde um circuito é dedicado do início ao fim da ligação, independente do tráfego instantâneo entre os dois usuários. Exemplos de comutação de circuitos são a comutação telefônica e telex.
	O problema com esta técnica é que o atraso introduzido é fortemente dependente do tamanho das mensagens, assumindo valores que a tornam incompatível com aplicações tais como consulta a Bancos de Dados, aplicações bancárias ON-LINE, sistemas TEF, etc, que se caracterizam por mensagens curtas e tempos de resposta pequenos.
	A inconveniência do atraso pode ser solucionada de duas formas dando prioridade às mensagens curtas, fazendo com que estas sofram atrasos menores que as mensagens longas (uma vez que o usuário destas está mais predisposto a esperar mais, pela própria característica da mensagem); ou impedindo o tráfego de mensagens longas, que são as responsáveis pelos atraso maiores. Se adotamos esta segunda solução temos uma Rede de Comutação de Pacotes.
	Assim, podemos definir uma REDE DE COMUTAÇÃO DE PACOTES como sendo uma Rede onde as mensagens são divididas em “pacotes” menores ou iguais a um tamanho máximo fixo, sendo que esses pacotes são conduzidos pela Rede como se fossem mensagens individuais. A figura 16.5 ilustra a idéia da comutação de pacotes.
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Figura16.5 - Multiplexação de mensagens 	
	Nas redes de comutação de pacotes, o armazenamento em memória de massa foi abandonado, pois o acesso a essas memórias é muito lento, sendo incompatível com os requisitos de tempo deste tipo de rede. Os pacotes são, aqui, mantidos em memória principal (memórias eletrônicas, chips de memória) até o momento de serem transmitidos.
	Uma rede de comutação de pacotes típica é constituída de três tipos de centros: concentradores, comutadores e centros de supervisão e controle. A finalidade básica dos centros concentradores é concentrar o tráfego que chega às suas portas de acesso em um ou mais canais internos da rede e distribuir o tráfego que chega por esses canais internos pelas portas de acesso. Os centros comutadores formam o miolo da rede, e são responsáveis por decidir a rota a ser utilizada. Cada concentrador está associado a um centro de comutação. O centro de supervisão e controle, como o próprio nome diz, é responsável pelo controle da rede.
4.1. TÉCNICAS DE COMUTAÇÃO DE PACOTES
	Existem duas formas básicas de manusearmos o fluxo de pacotes através da Rede. Uma dessas técnicas é chamada de DATAGRAMA e a outra de CIRCUITO VIRTUAL.
- DATAGRAMA: Um datagrama é um pacote de dados que contém o endereço do terminal de destino. A rede de comutação de pacotes trata cada datagrama como um elemento individual.
	Em muitas redes temos a utilização de técnicas de roteamento adaptativas, que levam a uma excelente performance. Nestas redes podemos ter datagramas de uma mesma mensagem trafegando simultaneamente através de caminhos diferentes, o que pode fazer com que os pacotes cheguem ao destino em uma ordem diferente daquela que eles foram transmitidos.
	O rearranjamento dos pacotes na ordem de transmissão pode ser feita pela rede ou pelo terminal. Se a rede é a responsável por este reordenamento, os nós da rede tornam-se mais complexos (neste caso dizemos que a rede está prestando um serviço de circuito virtual). Caso contrário, os terminais aumentam em complexidade.
	Para melhor entender a técnica de datagrama podemos fazer uma analogia com um sistema postal. Imagine que você desejasse transmitir uma mensagem de um ponto a outro de uma cidade e utiliza-se o serviço de vários mensageiros. A mensagem seria dividida em várias cartas (cada uma contendo toda a informação necessária para alcançar seu destino) e cada carta seria entregue a um mensageiro. Dependendo do caminho seguido por cada mensageiro, a mensagem pode chegar ao seu destino em uma ordem diferente da original.
	A figura 16.6 ilustra a idéia da transmissão de uma mensagem utilizando a técnica de datagrama para uma comunicação, entre A e B, composta de 4 pacotes.
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Figura 16.6 - Ilustração de datagrama 
- CIRCUITO VIRTUAL: Um circuito virtual é uma conexão ponto-a-ponto lógica entre o terminal emissor e o terminal destinatário.
	Na técnica de circuito virtual quando uma chamada é iniciada, existe uma troca de mensagens entre os dois pontos da rede de forma a estabelecer uma conexão. Após isto, os dados são transmitidos de um ponto a outro, sempre seguindo a mesma rota. Desta forma, a rede que utiliza a técnica de circuito virtual fornece os pacotes ao seu destino na mesma ordem em que foram emitidos. Na técnica de circuito virtual os pacotes não precisam transportar o endereço do destino, uma vez que a especificação do mesmo já foi feita na fase de formação do circuito virtual.
	Após a mensagem ser transmitida o circuito virtual é imediatamente desfeito. Vale chamar a atenção para o fato de que os recursos não ficam dedicado aos dois terminais, enquanto eles se comunicam, pois, se isto ocorresse deixaríamos de ter uma Rede de Comunicação de Pacote.
	A figura 16.7 ilustra a idéia de circuito virtual. Nesta figura admitiremos que o nó A deseja transmitir uma mensagem ao nó B.
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Figura 16.7 - Ilustração de circuito virtual
	Inicialmente, o nó A escolhe uma rota, dentre as muitas possíveis (por exemplo A-E-F-B) e transfere para os nós seguintes (E,F e B) instruções,