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GENES ESTRUTURAIS DE EUCARIONTES E PROCESSAMENTO DO mRNA 
A) CONCEITO 
 A definição clássica \u201cgene é todo o segmento de DNA que contém informação para a síntese de uma 
cadeia polipeptídica\u201d , na última década, foi ampliada para incluir as regiões do DNA que originam diferentes tipos 
de RNA. Nesse caso, considera-se como gene todas as regiões do DNA que são transcritas e também fazem parte 
dos genes as regiões regulatórias para o processo de transcrição. 
B) ORGANIZAÇÃO DOS GENES QUE CODIFICAM POLIPEPTÍDEOS EM EUCARIONTES*(* genes estruturais) 
Regiões não- transcritas e transcritas 
 Em eucariontes, os genes que contêm informação para a síntese de proteínas podem ser divididos em 
duas partes: transcrita e não-transcrita. 
 A parte não-transcrita constitui as regiões regulatórias do gene que estão localizadas antes e depois da 
parte transcrita. As denominações usadas para identificar essas regiões são bem variadas. A seqüência de 
nucleotídeos que está localizada antes do ponto em que se inicia a transcrição pode ser chamada de região 
flanqueadora 5\u2019. Seguindo essa denominação, a seqüência de nucleotídeos que aparece depois da parte onde a 
transcrição termina é a região flanqueadora 3\u2019. 
 A região não-transcrita 5\u2019 (\u201cantes da parte transcrita\u201d) contém várias seqüências específicas que são sinais 
importantes para determinar como o processo de transcrição irá ocorrer, por exemplo: onde é o início da transcrição, 
quando e o quanto o gene será transcrito. Por isso, essas seqüências são chamadas de região promotora do gene. 
 A região regulatória do gene que fica na posição 3\u2019 (\u201cdepois do local em que a transcrição termina\u201d) está 
relacionada com o a finalização do processo de transcrição. 
Regiões codificantes e não-codificantes; genes interrompidos 
 A região do gene que é transcrita pode ser separada em codificante (contem informação para a estrutura 
primária de um polipeptídio) e não-codificante (seqüências que não serão traduzidas). 
 As regiões não-codificantes que possuem função processo de tradução se localizam no início e no fim da 
parte que é transcrita (corresponderão às extremidades do mRNA). Essas regiões são importantes para que o 
processo de tradução possa acontecer de modo correto. As seqüências que iniciam a fita de mRNA servem para 
posicionar corretamente os ribossomos para o início da tradução. 
 Existem também seqüências de nucleotídeos não-codificantes na parte interna da fita de mRNA recém-
transcrito. Essas seqüências não-codificantes (denominadas íntrons) aparecem intercaladas entre as regiões do 
gene que codificam a cadeia polipeptídica. Os íntrons receberam esse nome porque, embora sejam regiões 
transcritas (fazem parte do transcrito primário), jamais sairão do núcleo. 
 As regiões do gene que correspondem às seqüências de nucleotídeos que são mantidas no mRNA 
maduro são chamadas de éxons. Nos éxons está a informação da seqüência de aminoácidos que o polipeptídio 
deverá ter; essa é a parte codificante do gene, corresponde á informação que sairá do núcleo e será traduzida no 
citoplasma. 
 A grande maioria dos genes de eucariontes está dividida em éxons e íntrons. Como a informação para a 
síntese da cadeia polipeptídica aparece sob a forma de fragmentos codificantes (éxons) separados por regiões não 
codificantes (íntrons), os genes eucariontes são chamados de interrompidos. 
 Por estarem situados entre as regiões codificantes, os íntrons também são chamados de seqüências 
intervenientes ou intercalantes. Nos vertebrados, a maioria dos genes possui muitos íntrons e a parte codificante 
(éxons), em geral, é menor do que a parte não-codificante. Alguns exemplos de genes eucariontes são 
apresentados na Tabela 1. 
 Tabela 1. Características de alguns genes humanos. 
Gene Tamanho (kb)* Número de éxons Número de íntrons % de íntrons N0 de aminoácidos 
Beta-globina 1,6 3 2 62 146 
CFTR1 250 27 26 97,6 1480 
Distrofina2 2300 77 76 99,4 3700 
* 1 kb = mil pares de bases (pb) de DNA 
1 Gene para proteína reguladora da condutância transmembrana da fibrose cística 
2 Gene para a proteína relacionada com as distrofias musculares de Duchenne e Becker 
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 C) PROCESSAMENTO DO mRNA 
 Comparações entre RNAs mensageiros (mRNA) extraídos do núcleo e mRNAs presentes no citoplasma 
revelaram que havia uma diferença muito grande no tamanho dessas moléculas e que a redução acontecia ainda no 
núcleo, quando partes do mRNA (os íntrons) eram removidas. 
 A excisão dos íntrons e reunião dos éxons para formar a fita de mRNA que será traduzida no citoplasma é 
um processo extremamente preciso, do corte dos íntrons e da reunião dos segmentos que correspondem aos éxons 
dependerá a seqüência de aminoácidos que constituirá o polipeptídio. 
 A redução do tamanho é apenas uma das modificações que ocorre no transcrito primário (nome que o 
mRNA recebe logo que é produzido) para que ele se torne uma molécula de mRNA maduro \u201cexportável\u201d e 
traduzível. 
 Antes de sair do núcleo, a molécula de mRNA recebe uma base modificada, denominada CAP, na 
extremidade 5\u2019 (\u201cinício da fita de RNA\u201d) e uma cauda formada por várias adeninas (centenas) na região 3\u2019 (adição da 
cauda poliA no fim do mRNA). A adição desses dois elementos têm por finalidade proteger o mRNA contra 
degradação no citoplasma. 
 D) PROCESSAMENTO ALTERNATIVO DO mRNA 
 Alguns genes produzem mRNAs primários que podem sofrer mais de um tipo de excisão de introns. 
Essas variações (denominadas de ¨splicing alternativo¨) podem ser encontradas em células de diferentes tecidos e o 
resultado final é que, de acordo a diferenciação, uma célula pode remover ou não um intron. Assim, um mesmo 
gene que se expresse em vários tecidos pode ser responsável por mais de uma cadeia polipeptídica - todas 
semelhantes pois se originam a partir do mesmo mRNA primário processado de modo diferente em cada tecido. 
 
 
 
www.premierbiosoft.com/.../gene-splicing.html www.scfbio-iitd.res.in/tutorial/splicing.html 
 
Sugestões de leitura*: 
REGULACION DE LA EXPRESION GENETICA - Universidad Nacional del Nordeste , Facultad de Medicina , 
Cátedra de Bioquímica; med.unne.edu.ar/catedras/bioquimica/expresion.htm 
Sobre estradas romanas, parques de comboios e inspectores: descobertas recentes na investigação do RNA - 
http://www.scienceinschool.org/2007/issue6/rna/portuguese/ 
* As sugestões de leitura são textos opcionais, interessantes, descobertos casualmente durante a pesquisa de material para as aulas. 
NÃO CONSTITUEM LEITURA OBRIGATÓRIA. APENAS INDICAM OUTRAS OPÇÕES DE INFORMAÇÃO. 
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	Sobre estradas romanas, parques de comboios e inspectores: descobertas recentes na investigação do RNA - http://www.scienceinschool.org/2007/issue6/rna/portuguese/