Análise Tradicional de Demonstrações Financeiras
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Análise Tradicional de Demonstrações Financeiras


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de falência.
Composição do endividamento
Esse quociente revela qual a proporção existente entre as obrigações de curto prazo e as obrigações totais, isto é, quanto a empresa terá de pagar a curto prazo para cada real do total das obrigações existentes, ou seja, demonstra a concentração do endividamento a curto prazo.
Se multiplicarmos este quociente por 100, obteremos a resposta em porcentagem, ou seja, quanto a empresa terá de pagar a curto prazo para cada R$ 100 do total das obrigações existentes.
	 
	 
	 
	Passivo Circulante 
	CE =
	
	 
	Passivo Circulante + Exigível a Longo Prazo 
	 
	 
	
	
	 
	 
	Interpretação: quanto menor este quociente, melhor
	 
	 
A interpretação deste quociente deverá ser direcionada a verificar a necessidade de a empresa ter ou não de gerar recursos a curto prazo para saldar os seus compromissos.
Pontos importantes a considerar
Quanto menor for o valor a pagar a curto prazo em relação às obrigações totais, maior tempo terá a empresa para obter recursos financeiros visando saldar todos os seus compromissos.
Para gerar recursos a curto prazo visando cobrir os compromissos do Passivo Circulante, a empresa poderá realizar várias operações, como levantar empréstimos para pagamento a longo prazo, oferecer descontos especiais para promover vendas, incentivar seus clientes a pagar as duplicatas antes dos vencimento, concedendo-lhes vantagens etc. Essas operações, entretanto, nem sempre oferecem resultados satisfatórios, pois dependem de fatores externos que fogem do controle da empresa, como a existência de disponibilidades nos estabelecimentos bancários para oferecer empréstimos a longo prazo, a situação financeira dos clientes etc.
Gerar recursos financeiros a curto prazo nem sempre constitui tarefa de fácil realização por parte da administração da empresa.
Os recursos financeiros para cobrir os compromissos de logo prazo poderão surgir em função do desenvolvimento normal das atividades da empresa, sem a necessidade de recorrer a operações que geram recursos imediatos. Nem sempre essas operações são benéficas para a saúde financeira da empresa.
Quanto menor for este quociente, maiores serão os prazos que a empresa terá para saldar seus compromissos; em conseqüência, melhor será sua situação financeira atual.
Endividamento Geral
Esse quociente revela qual a proporção existente entre as obrigações totais (recursos financeiros) em relação ao ativo total, estabelecendo a participação do capital total de terceiros na empresa, em relação ao total investido nela, isto é, demonstra o total do endividamento da empresa.
	 
	 
	 
	Passivo Circulante + Exigível a Longo Prazo 
	EG =
	
	 
	Ativo Total
	 
	 
	
	
	 
	 
	Interpretação: quanto menor este quociente, melhor
	 
	 
	
	ou
	
	
	 
	 
	 
	DD + IF + ONC + ELP
	EFSAT =
	
	 
	Ativo Total
	 
	 
	
	
	 
	 
	Interpretação: quanto menor este quociente, melhor
	 
	 
Legenda: 
DD		- Duplicatas Descontadas
IF		- Instituições Financeiras (empréstimos e outros)
ONC		- Outros não cíclicos, como: dividendos, Impostos de Renda e outros.
ELP		- Exigível a Longo Prazo
Imobilização do Capital Próprio (Patrimônio Líquido)
O quociente revela qual parcela do Patrimônio Líquido foi utilizada para financiar a compra do Ativo Permanente, isto é, quanto a empresa imobilizou no Ativo Permanente (Imobilizado, Intangível, etc) para cada real de Patrimônio Líquido.
Se multiplicarmos este quociente por 100, obteremos a resposta em porcentagem, ou seja, quanto por cento do Patrimônio Líquido foi aplicado no Ativo Permanente (Imobilizado, Intangível e Diferido).
	 
	 
	 
	Ativo Permanente
	ICP =
	
	 
	Patrimônio Líquido
	 
	 
	
	
	 
	 
	Interpretação: quanto menor este quociente, melhor
	 
	 
A Imobilização do Capital Próprio ( ICP ), também é conhecido como Imobilização do Patrimônio Líquido ( IPL )
A interpretação deste quociente deverá ser direcionada a verificar a existência ou não de Capital Circulante Próprio.
Pontos importantes a considerar:
Capital Circulante Próprio \u2013 é a denominação que se dá ao excesso do Patrimônio Líquido sobre o Ativo Permanente. Ele pode ser apurado pela fórmula:
	 
	 
	CCP =
	Patrimônio Líquido - Ativo Permanente
	 
	 
O Capital Circulante Próprio é a parte do Capital Próprio investida no Ativo Circulante.
Outro aspecto evidenciado por este quociente é a existência ou não da dependência de Capitais de Terceiros para financiar o Ativo Circulante. Se todo Patrimônio Líquido for utilizado para financiar o Ativo Permanente, não existindo Capital Circulante Próprio, significará que todo o Ativo Circulante mais o Realizável a Longo Prazo foram financiados somente com recursos de terceiros. Em princípio, esse fato não indica situação favorável.
Quando este quociente indicar que todo Ativo Circulante mais o Realizável a Longo Prazo foram financiados com Capitais de Terceiros, será interessante analisar outros quocientes, como aqueles que relacionam as obrigações de curto prazo com as obrigações totais, para verificar se a empresa precisa se desdobrar para conseguir recursos financeiros visando cobrir compromissos de curto prazo.
Sempre que este quociente for inferior a um ou menor que 100%, indicará que a entidade não imobilizou todo o seu Patrimônio Líquido, existindo, então, o Capital Circulante Próprio. Quanto maior for a parcela do Patrimônio Líquido aplicada no Ativo Permanente menor será participação dos Capitais Próprios para financiar o Ativo Circulante e maior será a dependência da entidade em relação aos Capitais de Terceiros.
Quando este quociente indicar que parte do Capital Próprio foi investida no Ativo Circulante, estará revelando que a empresa possui liberdade financeira para movimentar o seu negócio. Ela pode efetuar operações de compras e de vendas livremente, sem a necessidade de recorrer a terceiros para a obtenção de recursos financeiros ou até mesmo para reivindicar melhores prazos para pagamentos das compras.
É perfeitamente aceitável que as empresas invistam uma maior parte do Capital Próprio no Ativo Permanente e uma menor no Ativo Circulante. Isto é normal porque é mais difícil conseguir recursos financeiros para financiar o Ativo Permanente. Além disso, não é aconselhável utilizar Capitais de Terceiros de curto prazo para financiar o Ativo Permanente, pois o retorno do investimento no Ativo Permanente se dá, em geral, a longo prazo.
Quando houver necessidade de utilizar recursos de terceiros para financiar o Ativo Permanente, como ocorre nas ocasiões de ampliação da empresa, esses recursos devem ser captados para serem pagos em longo prazo, de modo que possam ser remunerados com os lucros obtidos com a própria movimentação dessas imobilizações. Remunerar Capitais de Terceiros investidos no Ativo Permanente com recursos gerados por outras fontes que não os lucros colocará a entidade em situação de insolvência, obrigando-a a trabalhar mais rapidamente para gerar recursos a curto prazo. Por outro lado, é mais fácil conseguir financiamento para obtenção de recursos a fim de investir no Ativo Circulante. Geralmente esses recursos decorrem da atividade normal da empresa, como contas a pagar a fornecedores, a empregados, ao governo etc.
Se este quociente for superior a um ou a 100%, indicará que a entidade aplicou, no Ativo Permanente, todo o Capital Próprio e ainda uma parcela de Capitais de Terceiros. Neste caso, para saber se a empresa investiu, no Ativo Permanente, recursos de Terceiros tomados a curto ou a longo prazo, será necessário analisar o Quociente de Imobilização dos Recursos Não-Correntes.
Há outro aspecto que precisa ser considerado na interpretação deste quociente: em determinados ramos de atividade, é comum imobilizar mais que o Patrimônio Líquido. É o que ocorre com as empresas transportadoras, principalmente nos períodos de expansão. Neste caso, porém, como parte do Ativo Permanente e todo Ativo Circulante mais o Realizável a Longo Prazo foram financiados com Capitais de Terceiros, podemos dizer que a