Apostila-Contabilidade-nocoes-basicas
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exclusão de $ 6.000,00 na parte A do LALUR correspondente a resultados 
positivos em participações societárias avaliadas pela equival6encia patrimonial 
 
 
012. No início do exercício, A Cia. Investidora adquiriu 30% do Patrimônio Líquido da Cia. Investida, que era 
representado unicamente pela Conta Capital, no valor de $ 300 milhões. Sabendo-se que: 
 
 a. a aquisição foi realizada por $ 90 milhões 
 b. que a Cia. Investida é coligada da Investidora e este investimento é considerado relevante e influente 
 c. que o Lucro Líquido do período da Investida foi de $ 100 milhões 
 
 Pede-se indicar por quanto estará avaliado o investimento no Balanço Patrimonial da Cia. Investidora, no 
final do período (em $): 
 a. 150 milhões 
 b. 120 milhões 
 c. 90 milhões 
 d. 60 milhões 
 e. n.d.a. 
 
 
! 
 
 
013. Na Demonstração do Resultado do Exercício da Cia. Investidora da questão anterior, aparecerá, como 
Resultado de Equivalência Patrimonial, uma receita de (considerados os dados da questão anterior): 
 
 a. $ 30 milhões 
 b. $ 60 milhões 
 c. $ 100 milhões 
 d. $ 200 milhões 
 e. $ n.d.a. 
 
014. Se, após os lançamentos contábeis de ajustes do Investimento na Cia, Investidora, a Cia. Investida distri-
buir $ 50 milhões de dividendos, a Investidora fará o seguinte lançamento contábil: 
 
 a. Débito: Caixa 
 Crédito: Dividendos $ 15.000.000,00 
 
 b. Débito: Caixa 
 Crédito: Receita $ 15.000.000,00 
 
 c. Débito: Caixa 
 Crédito: Investimento $ 15.000.000,00 
 
 d. Débito: Caixa 
 Crédito: Lucro $ 15.000.000,00 
 e. n.d.a. 
 
015. Considerando-se os dados da pergunta no 12, se a investidora tivesse pago $ 100 milhões pelas ações 
da Investida, o lançamento contábil seria (supondo-se pagamento à vista em dinheiro): 
 
 a. Débito: Caixa 
 Crédito: Investimentos 100.000.000,00 
 
 b. Débito: Caixa 10.000.000,00 
 Débito: Investimentos 90.000.000,00 
 Crédito: Ágio na aquisição de investimentos 100.000.000,00 
 
 c. Débito: Ágio na aquisição de investimentos 90.000.000,00 
 Débito: Investimentos 10.000.000,00 
 Crédito: Caixa 100.000.000,00 
 
 d. Débito: Investimentos 90.000.000,00 
 Débito: Ágio na aquisição de investimentos 10.000.000,00 
 Crédito: Caixa 100.000.000,00 
 e. n.d.a. 
 
 
 
 
 
 
 
16.1 INTRODUÇÃO 
 
 De acordo com o Artigo 176 da Lei no 6.404/76, ao final de cada exercício social, a empresa levantará os 
seguintes demonstrativos: 
 
! 
 
 
OBS.: 
 a. A Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA) poderá ser incluída na 
Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL), quando esta última de-
monstração for elaborada e publicada pela empresa. A instrução CVM nº 59/86, tor-
nou obrigatória a DMPL para as Companhias Abertas (S/A de Capital Aberto); 
 
 b. A Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos (DOAR) é obrigatória para 
todas as Companhias Abertas (S/A de Capital Aberto) e para as Companhias Fecha-
das (S/A de Capital Fechado) com Patrimônio Líquido superior à quantia de 138.400 
UFIR na data do balanço. 
 
 
 \u2013 Balanço Patrimonial (BP); 
 \u2013 Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA); 
 \u2013 Demonstração do Resultado do Exercício (DRE); 
 \u2013 Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos (DOAR). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
16.2 BALANÇO PATRIMONIAL (BP) 
 
 O Balanço Patrimonial constitui a representação gráfica da situação patrimonial de uma empresa, em 
determinado momento. Representa, portanto, uma situação estática, e não uma situação dinâmica. 
 
 É a demonstração que tem por objetivo expressar os elementos financeiros e patrimoniais de uma em-
presa, através da apresentação ordenada de suas aplicações de recursos (ATIVO) e das origens desses recur-
sos (PASSIVO). 
 
16.3 DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DO EXERCÍCIO (DRE) 
 
 Essa demonstração tem por objetivo fornecer o Lucro Líquido do Exercício e os elementos que o compu-
seram. 
 
 Segundo o art. 187 da Lei no 6.404/76, essa demonstração discriminará, de forma comparativa: 
 
 a. A receita bruta das vendas e serviços, as deduções das vendas, os abatimentos e os impostos inci-
dentes sobre vendas; 
 
 b. A receita líquida das vendas e serviços, o custo das mercadorias e serviços vendidos e o lucro bruto; 
 
 c. as despesas com vendas, as despesas financeiras deduzidas das receitas financeiras, as despesas 
gerais e administrativas e outras despesas operacionais; 
 d. As outras receitas operacionais; 
 
 e. O lucro ou prejuízo operacional, as receitas e despesas não operacionais e o saldo (devedor ou cre-
dor) da Correção Monetária do Balanço; 
 
 f. O resultado do exercício antes da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido* e da Provisão para o 
Imposto de Renda**; 
 
 g. As participações de debenturistas, de empregados, de administradores, de partes beneficiárias, e de 
fundos de assistência ou previdência aos empregados***; 
 
 h. O lucro líquido ou prejuízo contábil do exercício e o seu montante por ação do capital social. 
 
! 
 
 
 Deve ser obedecido, ainda, o regime de competência dos exercícios, para as receitas e despesas, que 
serão reconhecidas quando auferidas ou incorridas, independentemente do efetivo recebimento ou pagamento. 
 
 
16.3.1 Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL) 
 
 A CSLL foi instituída pela Lei no 7689/88 com o objetivo de financiar a seguridade social. 
 
16.3.1.1 Base de Cálculo 
 
 A base de cálculo da CSLL é o valor do Resultado do Exercício, antes da CSLL e da Provisão para o 
Imposto de Renda, ajustada pelas adições e exclusões disciplinadas na legislação de regência. Assim: 
 Resultado do Exercício antes da CSLL e da PIR. 
 
 (+) ADIÇÕES 
 
 \u2013 Provisões não dedutíveis; 
 \u2013 Reserva de Reavaliação Baixada e não computada no Resultado do Exercício; 
 \u2013 Resultado Negativo na Equivalência Patrimonial; 
 \u2013 Encargos de Depreciação, Amortização, Exaustão e Baixa de Bens - Diferença de correção monetária 
IPC/BTNF; 
 \u2013 Parcela recebida nos Lucros de Contratos de Construção por Empreitada ou fornecimento, celebra-
dos com PJ de Direito Público; 
 \u2013 Outras adições. 
 
 (-) EXCLUSÕES 
 
 \u2013 Reversão dos Saldos das Provisões não Dedutíveis; 
 \u2013 Lucros ou Dividendos de Investimentos avaliados pelo custo de aquisição; 
 \u2013 Resultado Positivo na Equivalência Patrimonial; 
 \u2013 Parcela não recebida dos Lucros de Contratos de Construção por Empreitadas ou Fornecimento, ce-
lebrados com PJ de Direito Público 
 \u2013 Outras exclusões 
 
 (=) SUBTOTAL 
 
 (-) Base de Cálculo Negativa da Contribuição Social do Período-base anterior, corrigida monetariamente 
até 31/12/95 (Limite 30% do Subtotal) 
 
 (=) Base de Cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) 
16.3.1.2 Alíquotas 
 
 Até 31/12/95 as alíquotas eram: 
 
 a. 10% para as empresas em geral; 
 b. 30% para as instituições financeiras e assemelhadas. 
 
 A partir de 01/01/96: 
 
 a. 8% para as empresas em geral; 
 b. 18% para as instituições financeiras e assemelhadas. 
 
 
16.3.1.3 Fórmula 
 
! 
 
 
 Para os exercícios encerrados até 31/12/96, a CSLL é calculada por dentro, ou seja, ela é dedutível em 
sua própria base de cálculo, o que determina a seguinte fórmula para o cálculo. 
 
 
 
 
 
 
16.3.1.4 A CSSL 
 
 A partir de 01/01/97, é calculada de acordo com os artigos 28 a 30 da Lei no 9.430/96, multiplicando-se 
sua base de cálculo pela alíquota. 
 
16.3.1.5 Contabilização 
 
 CSLL 
 CSLL a Recolher 
 
 Exemplo: 
 
 O resultado da Cia ABC do mês de novembro/96 foi de $ 330.000,00, antes de deduzidos os valores 
correspondentes à própria CSLL e a PIR. Considerando ainda que esse resultado encontra-se devidamente 
ajustado segundo a legislação de regência e a alíquota a ser aplicada seja de 8%, determine o montante de 
CSLL do período.