Apostila-Contabilidade-nocoes-basicas
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da companhia. 
 
 3. As normas estabelecidas para o dividendo mínimo obrigatório dizem respeito apenas às ações ordinárias; não 
prejudicam, portanto, o direito dos acionistas preferenciais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Exercício: 
 
Calcule, de acordo com os dados abaixo, o dividendo mínimo obrigatório a ser pago no período, sabendo que o 
estatuto é omisso quanto a sua distribuição. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
16.4.2 
 Atualização Monetária de Dividendos 
 
Contas $ 
Lucro Líquido do período-base 900.000 
Prejuízo Acumulado 100.000 
Valor das Reservas de Lucros (Legal, p/ Contingências e de Lucros a Realizar) consti-
tuídas no período 
 
350.000 
Valor de Reversão das Reservas de Lucros(p/ Contingências e de Lucros a Realizar) 250.000 
 
Lucro Líquido do período-base 900.000 
(-) Prejuízo Acumulado 100.000 
(-) Reservas de Lucros constituídas 350.000 
(+) Reversão das R. de Lucros 250.000 
(=) Lucro Líquido Ajustado 700.000 
 
Lucros ou Prejuízos Acumulados 
a Dividendos a Pagar (50% de 700.000,00) 350.000 
 
! 
 
 A pessoa jurídica que distribuir, no período, lucros ou dividendos declarados no período anterior, pelo seu 
valor atualizado monetariamente até a data do pagamento ou do crédito, poderá deduzir o valor correspondente 
como Variação Monetária Passiva. 
 
 Contabilização: 
 
 1. pela atualização monetária 
 
 Variação Monetária Passiva 
 a Dividendos a Pagar 
 
 2. pelo pagamento 
 
 Dividendos a Pagar 
 a Disponível (Caixa ou Bancos) 
 
 A companhia que receber os lucros ou dividendos mencionados anteriormente deverá registrar a sua 
correção monetária: 
 
 a. como variação monetária ativa se a participação societária for avaliada pelo método da equivalência 
patrimonial. 
 
 Contabilização: 
 
 1. pela atualização monetária 
 Dividendos a Receber 
 a Variação Monetária Ativa 
 
 
 
 
 2. pelo recebimento 
 
 Disponível 
 a Dividendos a Receber 
 
 b. como receita de lucros ou dividendos nos demais casos. 
 
 1. pela atualização monetária 
 
 Dividendos a Receber 
 a Receita de Lucros ou Dividendos 
 
 2. pelo recebimento 
 
 Disponível 
 a Dividendos a Receber 
 
 
16.5 DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO (DMPL) 
 
 A lei no 6.404/76 exige a apresentação da Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados, que 
consiste em mostrar a movimentação desta conta, durante o exercício. Todavia, essa peça contábil pode ser 
substituída pela Demonstração das Mutações Patrimoniais que não apenas mostra a movimentação ocorrida na 
 
! 
 
conta Lucros ou Prejuízos Acumulados mas, também, as movimentações nas demais contas integrantes do 
grupo do Patrimônio Líquido: Capital e Reservas. 
 
 As principais operações registráveis em contas do Patrimônio Líquido são: 
 
CONTA A CRÉDITO A DÉBITO 
Capital Aumentos por integralização em: Retirada de Capital: 
 Dinheiro ou bens 
 Capitalização de reservas e lucros 
 Incorporação de créditos 
 
Reservas Constituição de Reservas Capitalização de Reservas 
 de capital de capital 
 de lucros de lucros 
 de reavaliação de bens 
 
 de reavaliação de bens 
 
Lucros ou Prejuízos 
Acumulados 
Lucro Líquido do exercício 
Ajustes Credores de Exercícios Anteriores 
Correção Monetária do Saldo Credor 
 
Prejuízo do Exercício 
Ajustes Devedores de 
Exercícios Anteriores 
Correção Monetária do Saldo Devedor 
Constituição de Reservas de Lucros 
Capitalização de Lucros 
Distribuição de Lucros 
Compra das Próprias Ações 
 
Exercício: 
 
 De acordo com as movimentações efetuadas nas contas do Patrimônio Líquido a seguir especificadas, 
elabore a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido. 
 
Conta Histórico Débito Crédito Saldo D/C 
Capital Saldo Inicial 1.200 C 
Elevação do Capital: 
Subsc. em dinheiro 80 
Incorp. em bens 20 1.300 C 
Incorp. de Reservas 
 de Reservas de Capital 430 
 de Reservas de Lucros 20 
 de reservas de Reavaliação 400 2.150 C 
Incorp. de Lucros 150 2.300 C 
Incorp. De Créditos 200 2.500 C 
Reservas 
de 
Capital 
Saldo Inicial 600 C 
Capitalizado 430 170 C 
Correção Monetária do Balanço 900 1.070 C 
Reservas 
De 
Lucros 
Saldo Inicial 100 C 
Capitalizado 20 80 C 
Correção Monetária do Balanço 50 130 C 
Reserva Constituída 60 190 C 
Reservas 
De 
Reavaliação 
Saldo Inicial 100 C 
Capitalizado 400 1000 C 
Correção Monetária do Balanço 150 250 C 
 
! 
 
 
Lucros 
ou 
Prejuízos 
Acumulados 
Saldo Inicial 
Capitalizado 
Ajustes de Exercícios Anteriores 
Correção Monetária do Balanço 
Lucro Líquido do Exercício 
Constituição de Res. de Luc. 
Distribuição de Lucros/Dividendos 
 
150 
40 
 
 
60 
150 
 
 
70 
250 
700 
600 
450 
480 
730 
1.430 
1.370 
1.220 
C 
C 
C 
C 
C 
C 
C 
 
 
 
 
16.6 DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS (DOAR) 
 
16.6.1 Introdução 
 
 A DOAR demonstra o resultado da movimentação de fundos/recursos, ou seja, as operações que provo-
cam variações no CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO, entendendo-se como tal, a diferença entre o ATIVO 
CIRCULANTE e o PASSIVO CIRCULANTE, (CCL = AC - PC). 
 
 A DOAR difere da Demonstração de Resultado de Exercício, porque esta última demonstra o resultado 
econômico do exercício, constituído das receitas auferidas e das despesas incorridas, independentemente do 
efetivo recebimento ou pagamento. 
 
16.6.2 Objetivo 
 
 Explicar a variação do Capital Circulante Líquido ocorrida de um ano para outro, tentando ajudar-nos a 
compreender como e porque a Posição Financeira mudou de um exercício para outro. 
 
16.6.3 Obrigatoriedade de Elaboração 
 
 A Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos (DOAR) é obrigatória para todas as Companhias 
Abertas (S/A de Capital Aberto) e para as Companhias Fechadas (S/A de Capital Fechado) com Patrimônio 
Líquido superior à quantia de 138.400 UFIR na data do balanço. 
 
16.6.4 Importância da DOAR 
 
 \u2013 fornece dados não constantes das outras demonstrações contábeis; 
 \u2013 relaciona-se com o Balanço Patrimonial e com a Demonstração de Resultados do Exercício; 
 \u2013 fornece as modificações na posição financeira da empresa, pelo fluxo de recursos; 
 \u2013 constata os recursos gerados pelas operações sociais; 
 \u2013 verifica como foram aplicados os recursos obtidos com os novos empréstimos a Longo Prazo; 
 \u2013 constata SE, e COMO, a empresa está MANTENDO, REDUZINDO ou AUMENTANDO o seu 
CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO 
 \u2013 verifica a compatibilidade entre os dividendos propostos e a posição financeira da empresa. 
 
16.6.5 Alguns Conceitos Relacionados à DOAR 
 
 a. Capital Circulante Líquido (CCL) ou Capital de Giro Líquido (CGL), é igual a diferença entre o Ativo 
Circulante e o Passivo Circulante (AC - PC); 
 
 b. Capital Circulante ou Capital de Giro, é igual ao valor do Ativo Circulante (AC); 
 
 c. Capital em Circulação ou Capital em Giro, é o valor total do ativo, ou seja, representa a soma dos 
capitais próprios com os capitais de terceiros. 
 
 
! 
 
16.6.6 Descrição das Origens 
 
 Constituem ORIGENS DE RECURSOS as seguintes operações: 
 
 \u2013 O LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO; 
 \u2013 as Despesas que não representam desembolso financeiro, tais como: 
 \u2013 depreciação, amortização e exaustão 
 \u2013 saldo devedor da Correção Monetária do Balanço 
 \u2013 ajuste negativo na Equivalência Patrimonial dos Investimentos 
 \u2013 etc. 
 \u2013 obtenção de empréstimos e financiamentos de Longo Prazo; 
 \u2013 aumento do Capital Social mediante integralização ou realização em dinheiro; 
 \u2013 contribuições para Reservas de Capital 
 \u2013 alienação de valores