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Relações públicas – Wikipédia  a enciclopédia livre

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muito tempo a ler e a
ver ou ouvir programas de notícias mas não se interessam por publicidade, destroem os direct mail de que são
alvo e têm assistentes que lhes filtram as chamadas. A publicidade apresentada desta forma pode ser mais
efectiva para este tipo de pessoas. Além disso, os profissionais de RP, sensíveis à opinião pública, podem
aconselhar clientes e empresas sobre as implicações das actividades corporativas. Os especialistas de RP
podem apresentar a empresa como bom cidadão através da gestão cuidada da reputação e da imagem.
Podem planear o tratamento das crises, minimizando os efeitos negativos. Oferecem também mensagens mais
flexíveis em comparação com a publicidade e as promoções de vendas devido ao facto de as leis respeitantes
às press releases serem menos restritivas. As RP adicionam credibilidade porque as audiências alvo
consideram que as notícias tendem a ser mais objectivas que as restantes comunicações de marketing (que são
desenvolvidas, apresentadas e pagas por um sponsor). As RP são mais baratas que as restantes ferramentas.
AS RP podem ter um grande impacto no conhecimento que o público tem da empresa / produto, a um custo
mais reduzido que com a publicidade. A empresa não paga pelo espaço ou pelo tempo nos media. Em
contrapartida, paga ao seu staff para desenvolver e fazer circular informação e gerir eventos. Se uma empresa
desenvolve uma história interessante, esta pode ser "coberta" por vários media diferentes, tendo o mesmo efeito
que com a publicidade, a um custo mais baixo. E terá mais credibilidade que a publicidade.
Fraquezas das Relações Públicas
As ações de Relações Públicas são geralmente muito eficazes para levar um tema para a mídia, mas pela
natureza da própria imprensa, a decisão final do que será publicado é do veículo de comunicação. O RP ou
assessor de imprensa tem como objetivo pautar assuntos na mídia, ou seja, despertar interesse para cobertura,
mas não tem controle sobre a publicação. Seus resultados devem ser avaliados em médio e longo prazos e
nunca em curtos períodos.
Públicos das Relações Públicas
Os públicos podem ser Internos e Externos
Internos: são as pessoas com quem a organização comunica regularmente na rotina do
trabalho, tais como empregados, investidores, fornecedores, negociantes e clientes
regulares.
Dentro dos públicos internos, os mais importantes são os funcionários. As
comunicações internas podem ser descendentes, ascendentes e laterais. Nas
comunicações descendentes, os gestores mantêm os funcionários informados sobre
os programas e políticas da empresa. Os seus veículos são os jornais da empresa, os
posters, filmes, cartazes e eventos. As comunicações ascendentes são menos
desenvolvidas e os seus veículos são o feedback, as caixas de sugestões, os
inquéritos, as reuniões de grupos e as jornadas de portas abertas. As comunicações
laterais estão normalmente estruturadas nos departamentos, em pares as equipes
comunicam entre si.
Externos: são as pessoas com quem a empresa comunica mas de uma forma não regular
nem próxima, tais como os vizinhos na comunidade local, entidades governamentais, grupos
de interesses, os media e a comunidade financeira.
Nas relações externas a principal preocupação são os media pois estes têm uma
grande influência na opinião pública. A informação é disseminada através dos media
como notícia ou história. Os consumidores também são uma grande fatia deste
público. Chega-se a eles directamente através da publicidade e das vendas e
indirectamente através da publicity. Outro público importante é o governo.
Frequentemente, os interesses governamentais sobrepõem-se aos consumidores,
particularmente aos grupos activistas. São necessários programas especiais para
desenvolver relações positivas com os grupos activistas se a empresa está a trabalhar
em áreas sensíveis que afectam a saúde pública, a segurança ou o ambiente. A
comunidade financeira - investidores, accionistas e a imprensa financeira - são outro
público importante.
Os públicos podem ser primários, secundários e marginais: Diferenciam-se pelo maior ou
menor grau de importância que possuem para a organização.
Os públicos podem ser apoiantes, opositores e indiferentes: Os apoiantes são os que
revelam uma atitude positiva face à organização, devendo exercer-se junto destes um esforço
constante que vise reforçar as suas crenças; os opositores são aqueles cuja atitude é contrária à
organização e portanto junto dos quais a comunicação a utilizar deve ser suficientemente
persuasiva para mudar a sua opinião sobre a organização; finalmente os indiferentes são aqueles
que reagem com indiferença em relação à organização devendo constituir um alvo importante a
conquistar.
Em Portugal
A Associação de Relações Públicas de Portugal é o organismo responsável por representar a profissão em
Portugal.
No Brasil
O primeiro Departamento de Relações Públicas, com essa denominação, criado no Brasil surgiu em 30 de
janeiro de 1914. Pertencia à "Light" (The Light and Power Co. Ltda.), companhia canadense estabelecida no
Brasil e concessionária da iluminação pública e do transporte coletivo da cidade de São Paulo (SP). A direção
desse Departamento de Relações Públicas foi entregue ao engenheiro Eduardo Pinheiro Lobo. A Lei nº 7.197,
de 14 junho de 1984, concedeu-lhe o título de pioneiro das Relações Públicas no Brasil, e estabeleceu o
aniversário de seu nascimento, dia 2 de dezembro, como o Dia Nacional das Relações Públicas.
Em 21 de julho de 1954, na sede do Instituto de Organização Racional do trabalho (IDORT), também em São
Paulo, foi fundada a Associação Brasileira de Relações Públicas (ABRP), por 27 estudiosos e praticantes de
Relações Públicas. Sua primeira diretoria foi a seguinte: presidente, Hugo Barbieri; vice-presidente, Ubirajara
Martins; secretário geral, Mey Nunes de Souza; primeiro-secretário, Álvaro Roberto Mendes Gonçalves;
primeiro tesoureiro, Jonas Snyder; segundo tesoureiro, Nelson Ramos Nóbrega; conselho consultivo: Murilo
Mendes, Anibal Bonfim e Ignácio Penteado da Silva Telles.
O primeiro curso universitário foi criado em 16 de junho de 1966, na Escola de Comunicação e Cultura da
Universidade de São Paulo, que, em 1969, passou a se chamar Escola de Comunicação e Artes (ECA-USP).
A partir de 11 de dezembro de 1967, a profissão passou a ser regulamentada no país pela Lei nº 5377
(regulamentada pelo Decreto nº 63.283, de 26 de setembro de 1968). Novos trabalhos foram sendo
desenvolvidos para organizar a efetivação da legislação. Foi estabelecido então o Sistema CONFERP,
formado pelo Conselho Federal e pelos Conselhos Regionais de Relações Públicas. Sua criação ocorreu em 11
de setembro de 1969, pelo Decreto-Lei nº 860, e sua regulamentação aconteceu em 4 de maio de 1971, pelo
Decreto nº 68.582/71. Definiu-se, desta forma, que somente podem exercer a profissão no Brasil os indivíduos
formados em curso superior de Relações Públicas (ou equivalente no exterior, com o diploma devidamente
reconhecido no Brasil) e que estejam registrados em seu respectivo Conselho Regional.
Em 1972, o CONFERP (Conselho Federal de Relações Públicas) aprovou o Código de Ética, regulando o
comportamento a ser obedecido pelos que exercem a profissão, enfatizando o respeito aos princípios da
“Declaração Universal dos Direitos do Homem” e o compromisso com a verdade e com a manutenção do
diálogo e da livre circulação de informações.
Reconhecimento da Profissão no Brasil
Desde a regulamentação da profissão no Brasil, em 1967, muitas atividades foram realizadas por diversas
instituições, entre entidades representativas de classe, universidades, grupos autônomos e profissionais da área
de RP no sentido do reconhecimento do seu papel e de sua potencialidade em diversos setores da sociedade.
Sendo uma profissão relativamente recente no país, uma das primeiras iniciativas nesse sentido foi a campanha
"Relações Públicas. O profissional no lugar certo", do ano de 1982. Ela foi divulgada pela ABRP-DF
(Associação Brasileira de Relações Públicas