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O Estado Social Brasileiro e o Direito do Trabalho: Um 
Marco Histórico em Demasia 
 
Clésio de Deus Passos 
 
 
RESUMO 
 
O objeto principal desse artigo é demonstrar de forma clara e concisa, a evolução do Direito 
Trabalhista no Brasil e no mundo, bem como sua evolução após o período da escravatura no país. 
Demostrar também o modelo atual do Estado Social Brasileiro frente à outras nações e sua 
ineficácia em virtude de alguns direitos irrevogáveis na Constituição Federal, bem como clarificar 
o modelo de direitos trabalhistas no Brasil e sua aplicação que ao longo dos anos tem servido de 
impedimento para empresas e em alguns aspectos o crescimento do Brasil. Os direitos trabalhistas 
surgiram como um meio de evitar à arbitrariedade de empresas quanto à estabilidade, garantia de 
emprego, proteção do trabalhador, entre outros. O modelo de Estado Social tem servido nos dias 
atuais como pretexto para o crescimento do país, tendo em vista que manter um funcionário torna-
se caro para as empresas e isso prova uma ineficácia de falta de incentivo e políticas públicas para 
facilitar o emprego e renda do trabalhador. Observa-se com clareza que em grande parte maioria 
das empresas que abrem, fecham antes dos dois anos, tendo como fatores impostos e encargos com 
direitos trabalhistas. No atual modelo paralelo entre direitos trabalhistas e direitos sociais, o 
Estado deixou de centrar principalmente na educação do cidadão e preponderou em um Estado 
Social e com diversos direitos que relata uma visão procrastinadora e uma morosidade intelectual 
que o Estado deve prover tudo, ao invés de apenas proporcionar políticas públicas eficazes. 
 
Palavras-chave: Direito Trabalhista, Estado Social, Direitos Sociais, Escravidão no Brasil, 
Evolução do Direito Trabalhista 
 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
O presente artigo tem por objetivo claro e conciso uma visão norteadora da decadência do 
Estado Social e as leis trabalhistas em excesso no Brasil. Possibilitando uma interpretação clara, 
inicio-o, explicando o significado da palavra trabalho, que define como um conjunto de atividades 
que o homem ou grupo exerce atividade profissional. Em essência, exaspera essa interpretação 
terminológica ‘’ profissional’’ que na época sombria da escravidão, não se usava esse termo, os 
trabalhadores exerciam trabalho escravo e desumano e não tinham remuneração. Tal período marca 
uma história triste do Brasil e fruto da desumanidade e barbárie social. 
O direito trabalhista surgiu decorrente das relações do trabalho e sobretudo passou a ganhar 
alguma visão aclamadora com o advento histórico da abolição da escravatura em 1888. Diante de 
tal contexto, a Lei Áurea inicia um marco revolucionário nas relações trabalhista no Brasil. 
Considerando o evento da abolição da escravatura de 1888 até o ano de 1930, no Brasil 
trabalhadores de diversos setor e principalmente do setor agrícola, começa à fazer pequenos 
protesto e reivindicações com influência Europeia que veio para o Brasil. Embora, pequenas e em 
2 
 
 
 
grande parte desconexa, começa um novo estilo na relação de patrão e empregado. Procede-se 
então, de 1930 até os dias atuais o surgimento do Direito do Trabalho e que segue em mudanças 
constantes com a rígida intervenção do Estado na relação do trabalho. 
No entanto, em consequência disso, entra em foco o modelo de Estado Social e 
intervencionista, na qual surge fatores como previdência, FGTS, auxílios, seguro desemprego, 
dentre outros direitos trabalhistas e previdenciários. Diante de tal fenômeno o Estado se tornou uma 
espécie de (bem-estar social), ao invés de ensinar o cidadão a contribuir e adquirir esse bem-estar 
social. Tal aferição do Estado para esse fim, se dá por meio de políticas públicas de incentivo tais 
como qualificação pessoal, educação primária, profissional, técnica e qualidade de vida, bem como 
ações que melhorem a abertura e continuidade de trabalho das empresas. 
Os direitos trabalhistas apesar de um marco histórico e revolucionário pós-escravidão tem 
causado barreiras de crescimento ao Brasil, tendo em virtude alta carga tributária das empresas e 
direitos trabalhistas que o patrão deve arcar em benefício do funcionário. Vale ressaltar que no 
Brasil empresas de pequeno porte não sobrevivem, mesmo com o modelo de empresa MEI 
(Microempreendedor Individual), essas empresas fecham antes dos dois anos. 
Em diversos países no mundo não existem essa marola gigantesca de direito trabalhistas e 
nem uma justiça especifica somente para causas trabalhista, como existem no Brasil. Outro fator 
importante a mencionar e que de alguma forma contribui para o atraso da economia. 
Em suma, outro ponto a ser mencionado são os feriados, que de alguma forma foram criados 
para beneficiar trabalhadores, existem os feriados nacionais, estaduais e municipais, na qual à 
legislação garante remuneração de 100% para o dia trabalhado e folga remunerada. Presume-se, 
portanto, uma visão crítica e interpretacionista de que o patrão e o Estado devem garantir um bem-
estar social com a força do trabalho imposta pelo Estado com diversos direitos, ao invés de 
contribuir o Estado para que o trabalhador tenha melhores salários, poder de crédito maior e uma 
vida bem mais digna do ponto de vista Constitucional Brasileiro. Em suma, o presente artigo busca 
demonstrar que os direitos trabalhistas e o atual modelo de Estado intervencionista e social, tem 
seus grandes problemas ao país, com isso, demostra um atraso em relação a outros países que adota 
um modelo de ‘’ensinar a pescar’’ se assim posso dizer, do que dar o peixe pronto e cozido’’. 
O bem-estar social é algo que deve ser compartilhado e buscado tanto pelo trabalhador, bem 
como o Estado proporcionar meios para que isto funcionem. E não um modelo que tem como 
caráter punir e atrapalhar o crescimento da empresa. Pois direitos sociais como educação, moradia, 
segurança e saneamento é dever do Estado. A empresa seja de pequeno ou grande porte não é 
responsável e detentora de possibilitar tais direitos sem à participação do Estado. Entretanto, criou-
se um modelo estatal, de que com os direitos trabalhista em exagero possibilita um bem-estar social 
que é papel do Estado. 
3 
 
 
 
 
2. O DIREITO TRABALHISTA NO MUNDO 
 
 
 Apresento, aqui, alguns modelos de Direitos Trabalhista em alguns países do mundo, e 
início com o modelo dos Estados Unidos da América. Em 1938, foi editada as leis trabalhista no 
mandato do Presidente Roosevelt, seus principais pontos estabelecidos foram um salário mínimo, 
horas extras quando ultrapassam às 40 horas de jornada semanais e regulamentações em relação a 
funções, locais e etc. 
 Na França as leis trabalhistas têm algumas diferenças com a que temos no Brasil. De acordo 
com a lei n.º 98-461, de 13 de junho de 1998, lei Aubry, às horas semanais de trabalho é de 35 
horas, sendo 7 horas por dia em 5 dias na semana. O tempo para férias remunerada (congé payé) é 
contado por mês, onde o trabalhador adquire 2,5 dias em cada mês, podendo obter no máximo 30 
por ano. A legislação francesa é detalhista, nela contém vários fatores como alíquotas para 
contribuição da previdência, seguro saúde, seguro idade e seguro desemprego. 
 Na pequena ilha do Japão, alguns direitos são mais variáveis. O salário mínimo por 
exemplo é baseado no custo de vida de cada região e existem dois tipos de salários por província, 
um se refere a todos trabalhadores e empregadores, e o específico destinado as pessoas de um ramo 
da indústria ou comércio. A jornada de trabalho é parecida com a do Brasil, e segundo a Lei de 
normas trabalhistas no Art. 32° prevê à jornada diária de 8 horas, e de 40 horas semanais. Para 
evitar problemas e abuso de empresas, a Lei estabeleceu uma tabela de porcentagem para horas 
extras (zangyo), que acresce 25% nas horas que ultrapassem às 8 horas diárias, bem como 50% ou 
maispara as horas que ultrapassarem às 60 horas/mês e assim por diante. As férias remuneradas 
(yukyu) são adquiridas à partir de 6 meses de trabalhos contínuos e podendo aumentar a cada dia, 
conforme cumprem 20 dias úteis de trabalho por mês. 
 Traçando um paralelo entre as Leis trabalhistas do Japão e a do Brasil, pode-se observar, 
que nos demais países às leis são mais flexíveis, visando as melhores condições para empregado e 
empregador, pois se o Estado paternalista e interfere muito nessa relação, pode provocar um 
desiquilíbrio, causando prejuízos para ambas as partes, mas principalmente para o trabalhador. Com 
o avanço da sociedade e globalização o mercado global fica cada vez mais competitivo, onde as 
empresas por muitas vezes preferem investir em países onde o ambiente para negócios é mais 
favorável, ou seja, com menos impostos, encargos trabalhistas, regulamentações em excesso e etc. 
 Seguindo a lógica da criação do Estado, ele deve interferir ou regulamentar quando o 
cidadão ou a sociedade, assim o reivindicar, pois precisa de regulamentação do Estado para que 
algo funcione perfeitamente bem, de maneira menos burocrática, mas que forneça proteção jurídica 
4 
 
 
 
para o cidadão e trabalhado e não apenas criar direitos com um fim de conseguir votos ou reeleição 
como acontece no Brasil. Mas o que vemos é uma regulamentação e uma gigante máquina 
burocrática que mais atrapalha o crescimento do país, do que e avançar em desenvolvimento e renda 
do trabalhador. 
 
2.1 EVOLUÇÃO DO DIREITO TRABALHISTA NO BRASIL E SEUS EXESSOS 
 
 Após períodos sombrios como a escravatura e a ditadura militar, o Brasil teve grandes 
avanços democráticos. Apesar da escravatura ser uma forma de trabalho, mas que não havia 
qualquer direito por partes dos escravos e muito menos o essencial; a remuneração do trabalho e a 
dignidade humana, os patrões ou (donos de escravos) tinha o escravo como forma de objeto para 
ganhos de seus senhores e patrões. Em 1824 a Constituição do Império assegurou uma extensa 
liberdade de trabalho, mas ainda existia a escravidão. (CORREIA, p.14,2018). 
 
 Em 1888 com o edite da Lei Áurea colocou fim a escravidão no Brasil. Anos depois surge 
um novo marco na história do Brasil com nova Constituição de 1891, que passou à garantir o livre 
exercício da profissão, isso diante da falta de mão de obra qualificada após o fim da escravidão. 
Diante do contexto, em 1934 surge um novo marco histórico no Brasil, com à promulgação da 
Constituição, que nesse mesmo ano ditou direitos elencados na Constituição do país, tornando-se a 
primeira à ditar direitos trabalhistas. (CORREIA, p. 15, 2018) 
 
 Anos depois, surgem à importantíssima Consolidação das Leis Trabalhista-CLT em 1943, à 
lei 5.452, que ditou regas entre patrões e empregadores quanto a direitos e deveres de ambos os 
lados, conseguinte, em 1967 a nova Constituição, apesar de tímida não trouxe avanços signicativos, 
mas trouxe pequenos avanços, como por exemplo, o direito de greve e imposto sindical. Outrossim, 
somente com a Constituição Federal de 1988, elevou em um marco histórico e significativo, 
atribuindo como marco significativo da existência humana à dignidade da pessoa humana, bem 
como os princípios que regem direitos e garantias. E com isso demasiando-se em excessos os 
direitos trabalhistas em grande escala no Brasil. 
 
Delgado Neves ( 2017 ): 
 
‘’princípio da dignidade da pessoa humana; princípio da centralidade da 
pessoa humana na vida socioeconôrnica e na ordem jurídica; princípio da 
valorização do trabalho e do emprego; princípio da inviolabilidade do direito 
à vida; princípio do bem-estar individual e social; princípio da justiça social; 
princípio da submissão da propriedade à sua função socioambiental; princípio 
da não discriminação; princípio da igualdade em sentido material; princípio 
da segurança; princípio da proporcionalidade e razoabilidade; princípio da 
vedação do retrocesso social.’’ (NEVES, p.31, 2017) 
 
Adam Smith,2007: 
 
‘’A riqueza das nações discute três princípios básicos (...). O progresso 
econômico depende deste trio de prerrogativas individuais: a busca do 
interesse próprio, a divisão do trabalho e a liberdade de comércio. ’’ 
(SMITH, p.10,2007) 
5 
 
 
 
 
 
 
 
 Ao fazer uma análise e demostrado alguns direitos no país, é notório destacar o excesso de 
direitos que o Brasil possui. O filósofo e economista Adam Smith (1723-1790) afirma em suas 
palavras, que para uma economia crescer um dos principais requisitos é a liberdade do comércio na 
qual ele disse: ‘’A riqueza das nações discute três princípios básicos (...). O progresso econômico 
depende deste trio de prerrogativas individuais: a busca do interesse próprio, a divisão do trabalho e 
a liberdade de comércio. ’’ (SMITH, p.10,2007). 
 
Diante desse contexto, essa liberdade exaurida por Adam Smith, denota claramente, que a 
intervenção do Estado em sua grande maioria atrapalha o crescimento do país. Ademais, direito 
como o FGTS, apesar de se glorificado e plausível pelo funcionário, tem atrapalhado por exemplo, 
melhoria na renda do trabalhador, ou seja, ao invés do Estado acarretar o empregador de tantos 
direitos ao empregado, a melhor opção seria melhorar seu poder de renda e de crédito. Além de 8% 
que o patrão deposita, o empregador ainda tem o custo da multa de 40% em cima do valor 
depositado do FGTS. É importante, também ressaltar, que muitos direitos e entre eles o FGTS foi 
criado e mantido para barganhar votos e simpatia popular. 
 
 Pesquisa realizada em 2018, pelo Serviço de Apoio às Pequenas e Microempresas 
SEBRAE, demostram que cerca de 25% das empresas, não chegam aos 2 anos e fecham. Apesar de 
muitos aferir somente a falta de planejamento, existem outros fatores relevantes tais como, alta 
carga tributária e excessos de direitos trabalhistas que o Brasil possui. Outra crítica feita por alguns 
políticos e entre eles o atual Presidente da República Jair Messias Bolsonaro, é a gigantesca Justiça 
do Trabalho, algo que não tem no resto do mundo. 
 
 Visando clarificar o assunto, uma empresa com 10 funcionários, com renda de 1 salário 
mínimo, o empregador paga todo mês em deposito 836,00 de FGTS. Em caso de demissão o 
empregador ainda deve arcar com a multa de 40% sobre o valor depositado todos meses. Diante de 
impostos e direitos trabalhistas, empresas pequenas, que são a maioria no Brasil fecham as portas 
cedo. É notório também mencionar que diante de tantos excessos o Brasil pode chegar à um colapso 
de falta de emprego, pois empresas não sobrevivem a tantos impostos e direitos trabalhistas. 
 
Outro direito a ser mencionado é o 13° salário, que muitas empresas questionam devido ao fato de 
no mês de dezembro, ser obrigatório pagar a todo funcionário. É bem plausível que uma empresa de 
porte grande e bilionária, tais como Carrefour, Extra, Comper, entre outras, o pagamento do 13° 
salário não afeta o lucro e nem o crescimento da empresa. No entanto, isso não ocorre com 
empresas pequenas, que são a maioria no país. Uma empresa com 10 funcionários deverá pagar 
todo ano além do salário, o 13° garantido em lei. E isso também é um dos fatores que impossibilita 
à contratação e crescimento das empresas e do Brasil. Ao invés de assina carteira, empregadores 
pequenos contratam parentes próximos para aliviar a carga tributária e direitos trabalhistas. 
 
 Em virtude do assunto, como mencionado acima, é digno de mencionar o auxílio reclusão. 
Chamado por radicalistas de ‘’auxilio bandido’’ é um benefício do INSS que o empregado contribui 
para o mesmo e se por algum motivo for preso, a família do preso o receberá. Em suma, há uma 
incômoda situação quando envolve um assassinato, onde à família do assassino que tem o 
encarcerado, pelo fato de contribuir ao INSS vai receberauxilio, e a família da vítima que teve o 
seu ente querido morto, não receberá nada e nem amparo do Estado. Afinal à Constituição, preza 
pelo bem mais tutelado e protegido que é o direito ‘’Vida’’. É plausível pensar na moralidade 
social, pois à sociedade, espera que o Estado, faça justiça por um bem violado de alguém e apesar 
6 
 
 
 
de garantir tal direito à Constituição Federal, a família da vítima espera ser amparada e protegida 
pelo Estado. 
 
 Diante do contexto, à dignidade humana como afirma Delgado, elevou à proteção ao 
trabalhador e garantiu direitos que não podem ser mudados por lei complementar. As chamadas 
(cláusulas pétreas) que só podem ser mudadas por uma nova constituinte. Em suma, (DELGADO, 
NEVES, p. 41, 2017) afirma o seguinte: ‘’ Direito do Trabalho também realiza um importante papel 
de política pública de distribuição de renda no mundo da economia e da sociedade capitalista, 
diminuindo, em alguma medida, as tendências concentradoras de renda e de poder que são 
características do capitalismo’’. Em virtude disso é notório que o Direito Trabalhista tem seus 
pontos negativos e positivos na qual veremos à frente. Ademais não muito distante a lei 13.467 de 
2017 conhecida como Reforma Trabalhista que alterou algumas regras da CLT e alterou toda à 
estrutura do judiciário na área trabalhista. Com a reforma trabalhista, passou a ter possibilidade de 
trabalho intermitente, acordo entre patrão e empregador (Ressalvados as determinadas em lei), 
fracionamento de férias, fim da contribuição sindical obrigatória, reajuste nas horas de trabalhos as 
chamadas 12x36 horas, entre outras reformas. (CORRÊA. p.30, 2018) 
 
 
3. CONCLUSÃO 
 
 O trabalho realizado, teve como objetivo inicial demostrar o quão bondoso é o Estado Social 
Brasileiro. Não é fácil fazer uma análise sobre esse tema, uma vez que o ser humano é limitado, e 
em muitos casos ao presente e o meio em que vive e isso limita o pensar futurístico. Tal 
interpretação gera críticas em massa de trabalhadores e é plausível pensar, qual seria melhor; ter 
emprego sem os excessos de direitos ou não ter emprego? Diante do contexto, é difícil nortear tal 
assunto, tendo em vista, que o Brasil passou nas últimas décadas amargado na escravidão e ditadura 
militar. 
 
 Não raro, toma-se conhecimento, que o excesso de direitos trabalhistas tem sido um dos 
grandes vilões que atrapalham o crescimento e contratações pelas empresas. É importante, também 
mencionar, que o artigo elenca o modelo bondoso do Estado Social, que ao invés de ensinar e 
qualificar o trabalhador para melhores rendimentos, aparelha à sociedade em um modelo de Estado 
‘’mãe’’ que dar, ao invés de ensinar o trabalhador a conquistar se manter pelo suor do seu trabalho e 
realizar conquistas, espera um auxílio do Estado. Claramente, que o Estado deve investir em 
políticas públicas e educação, mas o objetivo principal do artigo é nortear que seria mais plausível o 
caminho da educação. Diversos países desenvolvidos no mundo, não existem esse alto grau de 
direitos trabalhistas e quase todos em sua maioria, à educação é prioridade para o crescimento da 
sociedade e do país. 
 
 Bem certo é, que quando foi criado diversos direitos trabalhistas e social no período do 
Governo de Getúlio Vargas, se justificasse tal protecionismo jurídico do Estado Social Brasileiro. 
7 
 
 
 
Em suma, verdade é, que diversos direitos têm prejudicado o crescimento das empresas e o 
crescimento do Brasil, tendo em vista que empresas que geram empregos e ajudam o crescimento 
do país. Outrossim, na sua maioria o Brasil é dotado de empreendedores por necessidade e aquelas 
pequenas empresas que existem na maioria das cidades do Brasil. Onde muitos são 
Microempreendedor Individual-MEI e quando ultrapassa o teto máximo permitido, tem que mudar 
para à modalidade LTDA, e daí começa o alto índice de gastos com impostos e parcialmente 
direitos trabalhistas multiplicam, comparado ao empreendedor MEI. 
 
 Diante do assunto, o artigo em questão visa um esclarecimento, até onde os Direitos 
Trabalhistas devem interferi no empreendedorismo. Outrossim, fato é, que diversos empresários 
trabalham na ilegalidade, evitando assim a alta carga tributária e pagamento de direitos trabalhistas 
com funcionários. Alguns chegam a montar ilegalmente comércio em casa, como por exemplo os 
salões de beleza e pequenos comércios de alimentos. 
 
 Mesmo que fique compreensíveis alguns fatores acerca de Direitos Trabalhistas, como o 
FGTS e 13° salário, em que se olha o empregado com a parte mais fraca e de um histórico de 
ditadura e escravatura no Brasil, não se pode sufocar empresas e o desenvolvimento do país. 
Contudo, ao término desse trabalho, fica compreensível que Direitos Trabalhistas devem aludir em 
um Estado Democrático de Direito, mas com moderação e para evitar arbitrariedade por parte das 
empresas que descumpre a lei. Por isso, pode-se concluir que nenhum país do mundo se abstêm dos 
Direitos dos trabalhadores, mas há aqueles que presam pelo fator social que as empresas 
desenvolvem no seu país, ou seja, o fato de empregar alguém é um fator social de empregabilidade 
e liberdade comercial e isso ajuda a desenvolver, e gera empregabilidade. 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
CORREIA, Henrique, Resumo de Direito do Trabalho, São Paulo, Editora Jus Podvm, 2018. 
 
DELGADO, Gabriela Neves. Direitos Humanos dos Trabalhadores: perspectiva de análise a partir 
dos princípios internacionais do Direito do Trabalho e do Direito Previdenciário,4.ed. Ltr, São 
Paulo, 2017. 
 
8 
 
 
 
DELGADO, Mauricio Godinho; DELGADO, Gabriela Neves. Constituição da República e Direitos 
Fundamentais- dignidade da pessoa humana, justiça social e direito do trabalho. 4. ed. São Paulo: 
LTr: 2017. 
 
DELGADO, Gabriela Neves, DELGADO, Mauricio Godinho: A Reforma Trabalhista no Brasil, ed. 
Ltr, São Paulo: 2017. 
 
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28/05/2020. 
 
https.cartaforense.com.br/conteudo/reforma-trabalhista-na-frança Acesso às 18:23 de 15/05/2020. 
 
http://www.cartaforense.com.br/conteudo/colunas/direitos-trabalhistas-e-previdenciarios-nafranca-
e-no-brasil/13638 Acesso às 18:05 de 05/06/2020. 
 
https://exame.abril.com.br/carreira/quais-as-regras-para-usar-o-ponto-e-virgula-em-um-texto 
Acesso às 20:52 de 03/06/2020 
 
http://www.guiatrabalhista.com.br/tematicas/13parcelado.htm Acesso às 23:16 de 30/05/2020 
 
https://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/quais-sao-as-diferencas-entre-as-leistrabalhistas-
nos-estados-unidos-e-brasil. Acesso às 17:55 de 04/05/2020 
 
https://www.japaoemfoco.com/12-curiosidades-sobre-direitos-trabalhistas-no-japao Acesso às 
14:46 de 17/05/2020 
 
https://oglobo.globo.com/brasil/associacao-da-magistratura-critica-proposta-de-bolsonaro-deacabar-
com-justica-trabalhista-23346560 Acesso às 00:59 de 30/05/2020. 
 
RODRIGUEZ, Plá Américo, Princípios de Direito do Trabalho, 3° edição atualizada, São Paulo, 
Editora Ltr, 2000. 
 
SMITH, Adam, A riqueza das Nações, editora: Zahar, Rio de Janeiro, 2007.