A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
119 pág.
Direito do Trabalho - Resumo completo

Pré-visualização | Página 19 de 41

suspensão.
Se por certo tempo ele trabalha mas o salário é devido se consubstancia a interrupção.
	Quando estudamos poder disciplinar do empregador,o empregador pode punir o empregado através de advertências,suspensão d 30 dias ou justa causa.Na suspensão,o sujeito trabalha, e não tem salário devido. As férias são um caso típico de interrupção.
	Acontece que alguns livros a distinção de interrupção e suspensão é feita de outra maneira,que é a forma que mais aparece,logo a tese majoritária.Há quem diga que para ser suspensão, é quando o empregado não trabalha, o salário não é devido e o empregado não conta como tempo de serviço, para eles na contraposição disso, o contrato é interrompido quando a pessoa não trabalha e recebe salário ou mesmo quando não trabalha, não recebe salário, mas o tempo conta como de serviço. A interrupção é um conceito mais amplo na doutrina. Para alguns autores, o que contou como tempo de serviço seria exemplo de interrupção. Na doutrina não é pacífico a distinção entre interrupção e suspensão.
	Esses conceitos variam de livro para outro.
Outro ponto importante para começar o bate papo é que a lei indica casos de suspensão e de interrupção,em alguns casos a lei prevê.Ferias é exemplo de interrupção.Suspensão disciplinar é suspensão.
	Fora os casos em que a lei enumera,não dá para descartar o papel que cumpre a autonomia das vontades.Por exemplo, um caso em que as partes tem todo interesse do mundo naquele emprego,mas esse emprego viria melhor se for suspenso por 6 meses,eles assinam o contrato agora,mas fica combinado que o contrato será suspenso por 6 meses devido ao curso que o empregado quer realizar.
Pode ser que estipule por clausula contratual a suspensão do contrato,não esta trabalhando e em troca não paga o salário.
	Mas vai que o empregador gosta de você e quer pagar o salário,no tempo do curso,nesse caso seria interrupção.
	Essa previsão contratual tem que ser benéfico para o empregado,tem interesse de estudar no exterior e quer o contrato suspenso.A PUC volta e meia faz isso,suspende o contrato,mas o empregador por hora não paga o salário.
Fora as situações em que a lei enumera, a autonomia das vontades,pode criar situações outras como esse exemplo.Vai fazer o curso lá fora,e parar de pagar salários.
	Mas a autonomia das vontades tem outro papel a cumprir.Quando e lei diz que as férias são remuneradas diz expressamente.Uma clausula contratual pode transformar em suspensão quando a lei diz que é interrupção?Nunca,pois uma clausula não pode afastar a lei e impedir o pagamento de salário.Não pode uma clausula impedir que se pague o salário quando a lei manda.Não pode transformar em suspensão quando a lei chama de interrupção.
Ex:Quando o empregado adoece nos primeiros 15 dias,o empregador paga salário,a previdência paga o auxilio doença.Mas alguns empregadores dizem que mesmo após o 16º dia,pagará o salário, geralmente pagaa diferença enquanto o sujeito recebia e quanto o INSS paga.Desse modo transforma a suspensão em interrupção.
	A autonomia das vontades pode transformar a suspensão em interrupção,como no exemplo acima,o que é impossível é o contrario. 
	Nossa lei não prevê que o empregado pode se licenciar para fazer curso,desse modo a vontade das partes pode agir,não tendo prejuízo para o empregado,pode nesse caso interromper ou suspender.
	Em casos que a lei diz que é de suspensão,posso transformar em interrupção,a lei não manda pagar salário, mas contratualmente pode pagar,pois é mais benéfico.
O oposto é impossível,férias sempre são remuneradas,a vontade das partes não pode converter em interrupção em suspensão.
	O que a lei chamar de interrupção jamais virará suspensão por clausula contratual. Quando a lei diz que é um caso de interrupção, a lei obriga a mandar salario. Mas o que a lei chama de suspensão, as partes poderão converter em interrupção. A lei 7783 de 1989, o artigo sétimo prevê que quando se adere a greve seu contrato fica suspenso, porque há uma logica de suportabilidade recíproca. 
Casos interrupção e suspensão:
Casos de Suspensão:
I - 	Suspensão disciplinar: 
	Vimos quando estudamos o poder diretivo do empregador,vimos o artigo 474 em que o empregador pode suspender o empregado em até 30 dias.
Se a falta é leve pode advertir,se a falta é grave dispensa por justa causa,se a falta é média, mas não chega a ser grave nem leve,a suspensão é de 1 a 30 dias,não trabalha e fica sem salário,ai que esta o aspecto punitivo no ficar sem salário.
Se o empregador quer punir,não receberá salário.É um caso de poder punitivo.É um caso de suspensão de cunho punitivo.
II- Suspensão do contrato do dirigente sindical - 
Artigo 543 da CLT,§ 2º
	Vai que um certo empregado é candidato e acaba eleito dirigente sindical,ele agora representa a categoria porque eleito por seus colegas,todo sindicato tem uma diretoria,os membros da diretoria são eleitos.Vai que o sujeito é dirigente sindical,tem uma licença não remunerada,se esta de licença é porque não está obrigado a trabalhar,se é não remunerada não recebe pelo trabalho,então tem o contrato suspenso.Assim como o dirigente sindical não é obrigado a trabalhar, o empregador também não é obrigado a remunerá-lo. Essa suspensão dura até o tempo final de seu mandato. 
	Ele recebe o salário de dirigente sindical,mas não recebe o salário de seu empregador. Trabalha no sindicato como dirigente sindical e recebe,e não trabalha e não recebe de seu patrão. Esse sujeito eleito ele cumpre uma função sindical e por leié afastado da obrigação de trabalhar.Mas a vontade das partes pode transformar em interrupção,pode transformar essa suspensão em interrupção inclusive é ressaltado no artigo 543. A tendência é que o contrato fique suspenso. Quem tem o contrato puramente suspenso é apenas para aquele que é o titular e dirigente sindical. 
	Muitos sindicatos dizem que os dirigentes não podem receber salário do empregador para que haja uma separação clara entre o empregado e o empregador.
Suspensão do contrato do empregado eleito dirigente sindicato,por ser membro da diretoria do sindicato,fica desobrigado do trabalho,e desobrigado de receber salário,salvo se por clausula contratual eles acordam de ao invés de suspender interromper o contrato. Muitos estatutos de sindicato impedem essa transformação de suspensão em interrupção,para separar as coisas.
	O conselho fiscal é formado por candidatos eleitos,não estão ali atuando chefiando o sindicato,ai sim o trabalho é bem menor,mas o conselho fiscal tem as suas reuniões,os membros do conselho fiscal,não tem o contrato suspenso,muda a diretoria,muda tudo. Quem é membro do conselho fiscal poderá continuar seguramente trabalhando mesmo que ainda tenha seu contrato suspenso, pois seu trabalho é estável.
	O membro do conselho fiscal pode acontecer da reunião ser no horário do trabalho,se é uma falta justificada o empregador paga salário,é um caso de interrupção e não suspensão. É uma das faltas justificadas do trabalho. Quando se esta falando em dirigente sindical se esta falando em pessoas eleitas para integrar a diretoria do sindicato. Se o sujeito é eleito membro do conselho fiscal,ele continua trabalhando,mas se por acaso alguma reunião bater no horário, essa é uma falta justificada ao trabalho e como tal,ele tem o contrato interrompido e o empregador paga por aquele dia. O membro do conselho fiscal não tem o seu contrato suspenso, mas nos dias em que houver reuniões do conselho fiscal e que seus horários sejam compatíveis, não há justificativa, há punição. 
III - 	Greve artigo 9º da CF e a lei 7783 de 1989.
	A greve suspende os contratos de trabalho.A lógica da greve na lógica privadapesa para o empregador, pois fica sem trabalhador e o pesa para o empregado porque não recebe.A greve é uma insuportabilidade recíproca,não chegaram ao denominador comum,e chega uma hora que tem deflagração da greve,tem o papel de expor que o conflito existe e mostrar que ele existe,para o empregado também pesa, pois ficará sem trabalho.
Pesa porque eles terão que discutir