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Direito do Trabalho - Resumo completo

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outros parâmetros para solucionar os conflitos.
	Dia não trabalhado é dia não pago,e para o trabalhador é prejudicial devido a ausência de produtividade.Uma hora renegociam com base em outro parâmetro, vale para um lado e para outro. A CLT não fala da greve, pois foi assinada por Getúlio quando vigorava a constituição de 1937,que dizia que a greve era um recurso anti social,então a greve não é tratada como licita pela CLT.A constituição de 1937 tem muito a ver com idéias fascistas,o próprio ministro que escreveu a CLT critica essa visão de comparação da constituição de 1937 e da CLT.
	Qual a diferença nos anos 30 de um fascista e um marxista?Tinha a ver com a luta de classes,o marxista dizia que a luta de classes se evidencia na sociedade,capital e trabalho estão em posições antagônicas,a luta de classes é um produto eterno do sistema capitalista. Para o fascista luta de classes porque tem agitação,pois capital e trabalho vão gerar progresso,já que tem interesse comum na produção nacional,quem garantiria o interesse comum é o estado.
	Por isso a constituição dizia que a greve era anti social,pois os trabalhadores resolviam por meios próprios essa greve,enquanto quem deveria resolver era o estado,que garantia esse interesse comum.
	Quando vem a constituição de 1988 ela não trata a greve como anti social e sim como um direito econômico,pois bem tanto é assim que hoje no Brasil vigora a lei 7783 de 1989,que é a lei de greve na iniciativa privada,a greve suspende o contrato de trabalho dos que aderem o movimento.Para o empresário é ruim pois terá prejuízo devido a parada da empresa,para o trabalhador pois não recebe.
	O papel da greve nessa natureza é ser um fenômeno temporário,se lembrarmos da aula sobre fontes formais,podemos lembrar da greve de trabalhadores contra um empregador é porque veio um acordo coletivo entre o empregador e o sindicato que implementava a greve. Pode ser uma greve mais ampla,a solução pode vir por convenção coletiva que é o pacto do sindicato de empregados com o sindicato de empregadores.
	Às vezes as partes não chegam a consenso, mas escolhem um árbitro,uma pessoa que tem a confiança dos dois lados,vai dizer que parte cada um tem de procedente no pleito que faz. Artigo 114 O que podem as partes buscar em conflito coletivo é a justiça do trabalho,a decisão do dissídio chama-se sentença normativa,a greve acaba ou por acordo coletivo,ou por convenção coletiva, por laudo arbitral ou sentença normativa que vem depois do dissídio coletivo.
	Quando a greve acaba se discute se os dois serão pagos ou não,a lei trata como suspensão,mas nada impede que no fim dela,ela seja tratada como interrupção.O que nasceu como suspensão,virou um caso de interrupção,muito frequentemente o pagamento é parcial. A greve começa como situação de suspensão,mas pode virar interrupção. Como uma greve acaba no Brasil? Há quatro formas de fim: acordo coletivo, convenção coletiva, laudo arbitral OU sentença normativa (decisão do Ministério do Trabalho). Apenas no ato final, apenas no seu desfecho saberemos se a greve acabou por interrupção ou suspensão. A greve é um caso de suspensão do contrato de trabalho.Não há um prazo final de retorno, esse só será quando a greve chegar ao fim.
	Direito de trabalho e previdenciário são muito ligados as tentativas de se buscar justiça no século XIX, o Estado de bem estar social,é de marcante atividade trabalhista.Do direito do trabalho e previdenciário nascem na mesma época,a proteção do trabalhador é a proteção na atividade,a proteção previdenciária é a proteção na inatividade.
	São injustiças detectadas no século XIX que levaram ao nascimento das próprias leis trabalhistas ou previdenciárias.Por mais que sejam dois ramos que tem o mesmo nascimento,a trajetória não foi igual,pois o direito do trabalho protege o empregado,mas o chamado direito do trabalho no Brasil e em vários outras partes do mundo é muito mais o direito do emprego,o direito do trabalho nasce e protege quem trabalha com subordinação.
	O direito previdenciário nasceu para proteger o trabalhador,mas ele hoje ampara trabalhadores em geral,incluindo executivos e de alto grau.Vamos ver casos em que sai de cena a proteção trabalhista e entra em cena a proteção previdenciária.
IV -	Auxílio doença:
	Se o empregado esta doente,essa é uma falta justificada no serviço,se ele falta um,dois,três,cinco dias durante os primeiros 15 dias,o que o empregador deve pagar ainda é o salário.Se nos 15 primeiros dias ele esta doente,o empregador esta obrigado ainda a pagar salário.Se a incapacidade foi até o 15º dia,o contrato foi interrompido. E se a incapacidade implica o 16º dia?Não há mais a obrigação de pagar salário,se a pessoa não se recuperou,segue sem trabalhador,mas o empregador para de pagar salário,o contrato está suspenso nesse caso.E a pessoa passa a receber do INSS o chamado auxilio doença que é substitutivo do salário em caso de doença. Por hora não se esta falando em acidente do trabalho
	O problema de saúde não tem relação com o trabalho,bateu de carro voltando para caso a noite,adquiriu uma doença,quebrou a perna,não é afastamento por doença ou acidente sofrido no trabalho.Essa doença incapacita o trabalho em motivos de saúde. Se durar 15 dias,o contrato é interrompido,mas se continuar doente depois do 16º dia,o contrato é suspenso,recebe auxilio doença pago pelo INSS.
Artigo 201 da ConstituiçãoCaráter contributivo O empregador retém uma parte do meu salário e passa para o INSS,o contribuinte é o empregado mas o responsável por isso sou eu empregador.Lei Contribuições previdências 8212/91
Auxilio doença e outros benefícios 8213/91
	Se a pessoa tem doença crônica,são varias interrupções ate que chegue a tratamento mais longo. Meu empregado adoeceu,concedo férias. Não pode.Não se pode usar as férias como auxilio doença,ele tem que estar em condições de saúde pára usufruir das férias.Se a pessoa estadoente não pode conceder férias,pois desvia a finalidade das férias.
Atestado MédicoNossa lei trabalhista não trata disso,a se a pessoa dura até 15 dias,o empregador seria obrigado a pagar salário,ele fica liberto se a doença emplaca no 16º dia. O TST acabou sumulando isso, pois era uma lacuna da leisumula 282 Se o empregador tem serviço medico próprio, ou conveniado é esse médico que vai abonar ou não as faltas(férias),se ele não tem,vai ter que aceitar o atestado de qualquer outro médico,empregador pode restringir a questão médica,é melhor que seja um médico da empresa, em que o empregado confia. Se o empregador não cuidou disso,deve presumir que o atestado é verdadeiro.
	Sujeito chega ao instituto nacional do serviço social,quando constata que esta incapaz do trabalho e constata que a recuperação dele é provável.Quando o INSS constata que a recuperação é provável,o caso não é de invalidez.Se não for provável a recuperação,a aposentadoria é por invalidez.Enquanto a recuperação for provável,vai continuar recebendo auxilio doença,pois as vezes mesmo recuperável,é necessário o auxilio doença que suspende o contrato por prazo indeterminado. Às vezes o INSS pericia a pessoa e segue sendo provável a recuperação.
	No 16º dia,a recuperação sendo improvável aposenta por invalidez.No 16º dia,se for recuperável,ainda dá para usar o auxilio doença,quem paga é o INSS do 16º dia e paga por prazo indeterminável É bom ter pericia que faz o médico do INSS,pois quando o sujeito chega lá,o medico pergunta que trabalho você faz,pois a pericia do medico é referente à profissão,pode não estar apto para sua profissão, mas estar apto para outras.Exemplo:Fratura na perna como advogado pode trabalhar,como construtor civil não pode.Essa pericia faz uma relação entre trabalho feito e o problema de saúde que ela porta,porque uma questão de saúde que não afeta um trabalho pode afetar outros. Às vezes uma doença impede um trabalho, mas não impede outros,sempre que possível a sua volta ao trabalho auxílio previdenciário é uma alternativa útil, mas sempre que possível deve voltar ao trabalho.Uma doença pode incapacitar