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Direito do Trabalho - Resumo completo

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atesta a gravidez por atestado, é um dado objetivo. Agora, a adoção tem que analisar documentos e nem todo empregador está habilitado para isso, a mãe em função do procedimento de adoção tem 120 dias, mas o que muda é que ai ter requerer o benefício e o INSS vai ter que pagar, mesmo sendo lento é a única saída. A diferença é instrumental – mãe em função do parto o empregador desconta de contribuição que deve para previdência, mas a mãe que adota recebe diretamente do INSS. Nos 120 dias, ela recolhe para o FGTS ou não? Nenhum livro trata disso. O professor fala que na mesma linha a contribuição ao fundo seria devida. Na lei da empresa cidadã, a licença passa para 180 dias para a mãe em função de adoção também, o que reforça essa ideia que tem contribuição.
Artigo 472 da CLTque trata de outros dois casos que também são de suspensão,ele cita 2 casos,mas ele foi parcialmente revogada em um.
Ele trata de serviço militar e encargo publico civil.
Ele trata pois é o afastamento do emprego para atender atividade de interesse da sociedade.
Caput do 472 Se eu estou afastado por serviço militar ou cumprindo encargo público civil,tenho que ter o meu interesse privilegiado naquele emprego pois corresponde a profissões de interesse da sociedade pois vou beneficiar a sociedade,a lei faz uma troca,você vai para uma tarefa de interesse da sociedade,e quem tem esse diploma,tem o emprego reservado,o serviço militar segue essa lógica,o encargo publico civil também. Exemplo de encargo público civil:Sujeito é nomeado ministro de estado, secretário de estado,eleito vereador,senador,em variadas situações,me afasto para atividades que são de interesse da sociedade.
	Quando a pessoa prestar interesses sociais ela não deve prejudicar interesses pessoais. O contrato ao prestar serviço militar não é anulado, ele fica suspenso. 
	Mas vamos ver o 472,parágrafo 1ºtem a preocupação que é como a pessoa volta.o 472 quando escrito era para valer igualmente entre cargo publico civil e serviço militar.Em 1964 veio a lei 4375,criou uma peculiaridade para serviço militar.
Parágrafo 1ºA lógica é se o sujeito vai realizar encargo publico civil,uma hora acaba,foi exonerado do cargo de ministro de estado.Me afasto do emprego pois fui eleito,trabalho não recebo do empregador que não recolhe fundo de garantia para mim,quando acaba o encargo tenho 30 dias para dizer que quero voltar.Se não falo nada,o contrato acaba.
	A lacuna que há no artigo 472,parágrafo 1º,havendo lacuna vamos trabalhar com a idéia de razoabilidade.Aceitei nomeação como ministro de estado,o empregador deve aceitar meu contrato suspenso,não trabalho,não recebo,nem recolho contribuição.Mas quando acaba tenho 30 dias para voltar,mas a data que me apresento a lei não diz,então devo trabalhar com razoabilidade.
	Empregado sai,contrato suspenso,quando acaba tem 30 para comunicar que vai voltar e quanto voltar o empregador fixa a data de reapresentação com base na razoabilidade, para se estruturar.
	Era assim com o serviço militar também,mas o artigo 60 da lei 4375/64,veremos que quando foi incorporado,comunica a repartição militar se tem interesse em voltar ao emprego antigo assim que assume sua função militar,ele diz que pretende voltar ou não,se quer voltar,ele tem 30 dias para se apresentar,assim que terminar seu serviço militar. O empregado tem que comunicar a situação atrás.Tão logo ele começa a ter serviço militar,e comunicou que pretende voltar ele tem 30 dias para se reapresentar. No encargo publico civil tenho 30 dias para dizer se volto ou não ao fim.
	Em serviço militar,comunico a repartição dizendo quero voltar e ela comunicará ao meu empregador e acabado o serviço terei 30 dias para me re-apresentar.São 30 dias a partir do fim.Esse caso é para o professor de suspensão,pois não trabalha,não recebe salário. Artigos 60 e 61 da mesma lei. 
	Mas tempo de serviço é tempo de serviço aguardando ordens do empregador,o parágrafo único do artigo 4º,considera que em serviço militar ele esta em tempo de serviço.Em razão desse artigo 4º,que o artigo 15,parágrafo 5º da lei 8036 de 90,lei sobre fundo,ele diz que empregado afastado por acidente de trabalho ou fazendo serviço militar,permanece o empregador obrigado a recolher os 8% do FGTS. Nesse assunto acidente de trabalho e serviço militar tem o mesmo tratamento. 
	No encargo publico civil,o encargo é suspenso e no que exonerou tenho 30 dias para dizer se quero voltar ou não.O rito é suspenso o contrato,ao fim da clausula vou dizer se quero voltar ou não.Quando não trabalho e não recebo salário contribuição para o fundo não tem.No encargo civil publico,não recolhe FGTS.
	Já no serviço militar,no que eu sou incorporado,comunico se quero voltar ao meu empregou ou não,se comuniquei que quero voltar,a repartição comunicará a meu empregador,e acabado o serviço,tenho 30 dias para me apresentar e ao longo do serviço militar o empregado recolhe para mim o FGTS.Quem recolhe é o empregador dele e não exercito marinha e aeronáutica.
O serviço militar para o professor é de suspensão,mas na outra tese é de interrupção,pois continua recolhendo.
	Originariamente o artigo 472 tratava do encargo civil e do serviço militar, mas atualmente o artigo é valido para encargo publico civil apenas e não mais para o serviço militar. 
Casos de suspensão com certeza:
(1)suspensãodisciplinar,
(2)suspensão do empregado eleito para cargo sindical,
(3)greve,
(4)auxilio doença previdenciário,
(5)aposentadoria por invalidez,
(6)encargo civil.
Os 3 que geram problemas: auxílio doença acidentário ; salário maternidade por gravidez e por adoção; e serviço militar. 
	São os casos que mesmo a pessoa não trabalhando o recolhimento ao fundo é devido,e para alguns seria interrupção,pois houve recolhimento ao fundo.Parao professor seria uma suspensão mas com o recolhimento ao fundo.
	Exemplo:Sujeito disse que vai voltar e não voltou ao final do serviço militar.A lei não tem previsão sobre essa hipótese.Tese do professor:O empregado quando disse que queria voltar,poderia ter dito algo de boa-fé,mas vai que achou a vida militar interessante e acabou ficando por lá,se ficar demonstrado a boa-fé,o recolhimento ao fundo será validado,a não ser que se apresente uma prova robusta que esse empregado nunca teve o animo de voltar.Vai que prova que tinha animo de voltar,e que isso não era verdade.Nesse caso poderia ser feita uma reprodução do indébito,mas prova tem que ser do empregador.
A pessoa pode pensar em voltar e no fundo o empregador assumi o risco,mas comprovada a má fé o empregador pode pleitear essa contribuição ao fundo.
Artigo 476-AÉ uma medida provisória que ainda esta em vigor. A constituição na sua redação original disse que o presidente podia redigitar quantas vezes quisesse uma medida provisória enquanto o congresso não transformasse em lei.Até que veio a emenda constitucional 32 de 2001,que hoje ele edita uma vez e terminado o prazo,uma única vez na sequência.Mas quando vem a emenda 32 de 2001,tínhamos medidas provisórias editadas antes,e a emenda 32 disse que essas medidas provisórias editadas antes dela,ficariam em vigor indefinidamente até que rejeitadas expressamente ou convertidas em lei.
Pois vigoraria por tempo indeterminado,até que o congresso ou converta em lei ou rejeite expressamente,o congresso asoverbado como é,a tendência é que deixe revigorar por prazo indeterminado.
	O artigo 476 –A foi instituído por medida provisória,e cuja vigência esta prolongada por tempo indeterminado por fundamento da emenda constitucional 32/2001.
	O 476-A cria a lógica do empregado que para de trabalhar e para de receber salário para fazer um curso de formação e aperfeiçoamento profissional.
	Na mais tradicional visão trabalhista isso nunca seria caso de suspensão do contrato.Quando o empregador me encaminha para um curso profissionalizante,o tempo que estou nesse curso é um tempo a disposição do empregador,seriaportanto,um caso de interrupção.Estou cumprindo uma ordem para otimizar minha capacidade através desse curso.Quando