Direito do Trabalho - Resumo completo
119 pág.

Direito do Trabalho - Resumo completo


DisciplinaDireito do Trabalho I36.661 materiais535.255 seguidores
Pré-visualização41 páginas
é convocado para testemunhar em um inquérito policial,isso não é estar em juízo.Ou então um inquérito administrativo perante servidor público,ou perante MP.Os inquéritos policiais,administrativos,civis testemunhas são ouvidas.Ou se sou acusado,e a policia marcou meu horário. Autoridades executivas também convocam pessoas para deporem.
	Nesse aspecto o artigo 473,inciso VIII,poderia ser mais amplo dizendo que é falta justificada toda vez que comparecer perante juízo ou perante autoridades relativas a administração da justiça que vale para policia e etc.
	Quando ela vai para a defensoria publica,ela consegue uma carta dizendo que ausentou para comparecer perante a defensoria publica.
Mas isso não existe junto com advogado particular,pois posso marcar horário.Na defensoria tenho que entrar na fila.Se o empregador me libera,resolvido o problema.A lógica do artigo 473 é de impor ao empregador isso,com a anuência do empregador,essa e muitas outras faltas podem acontecer.
	A falta só será explicada quando houver compatibilidade de horário. 
	TODOS esses casos,paga salário,e recolhe ao fundo.
Inciso IXrepresentante de entidade sindical: Vai que vou representar uma entidade sindical brasileira num organismo sindical do qual o Brasil seja um dos integrantes na organização internacional do trabalho.Essas organizações internacionais geralmente têm representantes de estados,a OIT é um pouco diferença, pois cada país tem representantes de trabalhadores,do estado e de empregadores,então estão lá os que representame empregadores,trabalhadores e os que representam o próprio Estado.
	Lá,se o sujeito vai representando uma entidade brasileira,isso é motivo de falta mais do que justificada.Essa representação,na OIT,isso deu problema perante o comunismo,pois na União Soviética,todos falavam perante o Estado,isso é uma questão controversa,pois quase nenhum estado indica um trabalhador para falar perante o Estado. 
5º caso:Paralisação da empresa
	Vamos pensar em algumas situações de paralisação e ver o que a lei fala sobre os demais casos. O ponto chave agora é o artigo 4º da CLT,em que se considera tempo de serviço,não só quando o empregado esta trabalhamdp,mas quando ele esta a disposição do empregador aguardando ordens e trabalho a fazer.
1ª paralisaçãoParalisação por decisão do empregador Ex:Certo empregador quer fazer uma obra no seu espaço físico,e essa obra por pelo menos 4 dias impede o trabalho no local.
Quem tomou a decisão foi o empregador,se levar em conta o artigo 4º,e ainda o artigo 2º que diz que o empregador corre pelos riscos.Fica claro que é um caso de interrupção.
Assumir riscos não é só buscar lucros,é arcar com situações de prejuízo,quando o empregador acha que é hora de parar,os empregados dispensados,estavam a disposição do empregador,que optou por parar a empresa.
É uma situação claramente de interrupção.Parar foi um ato de vontade
2º casoParalisação por risco do negócio Imposição da situação de mercado.
Ex:Vai que o empregador até queria o ritmo de produção,mas vai que alguma matéria prima compro do exterior,mas a oscilação fez com que o preço não fosse convidativo.Por mais que saiba que não era meu desejo,elepára porque o risco do negocio demandava isso.
Nessas situações,o contrato esta interrompido pelos mesmos fundamentos do artigo 4º que diz que tempo de serviço é tempo a disposição do empregador e artigo 2º que diz que os riscos são do empregador.
Como tem as mesmas conseqüências,pode se enquadrar essas 2 primeiras hipóteses em 1 só,pois os efeitos são os mesmos,pagar salário pois o contrato esta interrompido.
Se o empregador organizado,e ele sentir que vai vir um período difícil,ele pode dar férias coletivas.Se eu tenho uma obra de grande porte,tenho férias coletivas,conjuguei as duas idéias,mas férias devo avisar antes,pois férias serve para descansar e por isso se planeja e se organiza.
3º casoParalisação por motivo de força maiorHá diferença aqui.
Só agora no final apareceu força maior,pois o direito do trabalho com uma razão ligada a seus princípios,o empregador assumiu os riscos.Nessa lógica dá para perceber que a força maior tem um espaço restrito para atuar na esfera trabalhista.
Força maior Direito civil aparece junto com caso fortuito.
Evento da natureza Caso fortuito
Guerra força maior.
Mas numa visão de direito comparado,as duas expressões acabam tendo uma sinonímia,pois o efeito delas é o mesmo,acaba tendo o efeito liberatório,isenta alguém de uma obrigação que deveria ter cumprido.
Se formos a CLT,ela usa uma expressão só,a força maior,e aqui é o melhor caminho,seja um acontecimento da natureza ou ação humana os efeitos são os mesmos,então é melhor falar só de força maior.É uma expressão abrangente que incluem o que os civilistas chamam de caso fortuito.
	No direito civil,as duas expressões,tem o tal efeito liberatório,não responde pela obrigação que não cumpriu,pois não cumpriu algo impossível.
No direito do trabalho,a força maior tem efeitos distintos,tem uma eficácia atenuante, mas não liberatória,o empregador não fica livre das obrigações legais mas elas são atenuadas.
Exemplo:Sujeito tem padaria, assumiu riscos por isso vai que um belo dia,vai que traficantes de drogas abatem o helicóptero que cai na padaria do sujeito.Por 1 mês a padaria para de funcionar.Aqui não foi decisão dele parar,nem é risco do negócio.
Esse assunto ele não tinha como evitar,nem como prever.É um evento imprevisível que ele não tem como deter.É um caso de força maior.
A situação dele foi que os empregados estavam a disposição e por risco ele assumiu.
Mas nessa situação,a coisa começa a ruir para o empregador,o empregador vai pagar salário para seus empregados e esse tempo de afastamento conta como tempo de serviço.
	E quando ele restrutura a padaria dele,depois que ele supera o problema artigo 61,parágrafo 3ºa lógica é a seguinte já que minha empresa parou por força maior,e por algum tempo paguei salário,quando a situação de força maior é vencida,o artigo 61,parágrafo primeiro permite que ele cobre por dia mais 2 horas,de modo que não passe 10 horas por dia. Isso é chamado de recuperação de horas. Pode cobrar 2 horas por até 45 dias, são horas extras,são 90 horas extras ao longo de um ano,no máximo.Pode ao longo de um ano,ter 90 horas extras de recuperação.
Essas horas extras são pagas como hora normal.Já que ele teve o tempo que pagou sem ter trabalho,ele vai poder cobrar trabalho extra como hora normal.
Na força maior,um evento que eu empregador não posso deter,nessas situações o empregado tem o contrato interrompido,não trabalha,mas recebe salário,mas na situação de força maior,esse empregador tem a responsabilidade atenuada.Pode cobrar horas extras,pagando como horas normais,no máximo 2 horas por dia por no máximo 45 dias no ano,o que dá 90 horas ao todo.
	É uma hora extra sem adicional, que se pede autorização previa ao poder público,a delegacia do trabalho daquela cidade,pede autorização previamente pois é uma hora extra que vai pagar como se fosse hora normal. A autorização é importante para que as horas sejam recuperadas sem pagar o adicional. 
	Sergio Pinto Martins diz que toda hora extra deve pagar mais 50% do mínimo,como a constituição consagra,mas nenhuma norma constitucional tem a pretensão de englobar força maior.Não dá para dizer pelo artigo 7º,XVI que a força maior trabalhista não vai se exigir,ele pode cobrar as horas extras pagas como horas normais,se fosse para pagar por mais 50%,o empregador não ganharia nada,tendo portanto prejuízo.A lei nem dá tanto proteção assim,quando a situação se estabelece,ele pode cobrar horas extras pagas como horas normais.
Trabalho não pago,não existe,vai receber, mas como horas normais.Se fosse para pagar por mais 50%,o empregador não ganharia nada,e mais,se fosse para pagar com mais 50% porque pedir autorização prévia?
Se pede autorização prévia em razão de ser uma situação excepcionalíssima,em que o empregador vai demonstrar que houve força maior,e o estado vai autorizar previamente a cobrar horas extras
Mariane
Mariane fez um comentário
alguem me envia por email quero imprimir
0 aprovações
Paulo Lucas
Paulo Lucas fez um comentário
ótimo...
0 aprovações
maria
maria fez um comentário
Obrigado por disponibilizar o seu material, estou sem material de apoio, está sendo de grande valia, um abraço.
0 aprovações
Daiana
Daiana fez um comentário
perfeito!
0 aprovações
Nicolle
Nicolle fez um comentário
otimo
0 aprovações
Carregar mais