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Direito do Trabalho - Resumo completo

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totalmente na conta, os 40% na conta. Se a extinção é porque ele pediu pra ir embora,pediu demissão,não saca o fundo de garantia.
	Isso foi feito para evitar a fraude,que acontecia muito.”Quero sair,você finge que me dispensa,ao você me dispensar eu saco o fundo de garantia,e eu te dou o recibo que você me pagar a indenização dos 40%,você empregador não perdeu nada,vamos fingir que você me dispensou,o que me permite sacar. Aliás você ganha sim,pois 40% da minha remuneração,podem ficar para você empregador fazer caixa 2”.
	Essa fraude era facilitada pela entrega direta da indenização.Em 97 a sistemática muda,o empregador deposita os 40% na conta do empregado,mas agora grau de desconfiança vai ser grande,se ele vai ter que provar para o empregador que vai devolver os 40% depois.Mas é mais difícil confiar no empregado,pois ele pode sacar e fugir,e o empregador não poderá alegar nada,pois ninguém pode alegar a própria torpeza. Tem os 100x depositados,coloca os 40x de indenização,ele vai sacar os 140x.A indenização é sobre o valor daquele empregador.
Cada emprego a indenização refere-se aquele contrato. Se o motivo é falecimento,saca as contas todas.
Situações de extinção do contrato Se existe ou não saque ou indenização a pagar.
Contratos por prazo indeterminado
1ª situação Empregador dispensa o empregado,e sem justa causa.
	O empregado falta nenhuma praticou,mas o empregador decidiu dispensar o empregado. Esse empregado estava numa situação claramente de desemprego involuntário. Ele saca fundo de garantia e lá encontra mais 40%.
Era um contrato por prazo indeterminado,não praticou falta,mas o empregador tomou tal decisão que é a dispensa do empregado sem justa causa.
2ª situação Empregado que pede demissão
	Mas demissão sem justa causa,o empregador falta nenhuma praticou,mas o empregado tem opções outras de vida,esse empregado não saca fundo de garantia e nem recebe os 40%. O que esta no fundo segue sendo dele,mas nesse momento não pode sacar,não tem a disponibilidade quanto a tais quantias.
São os casos mais comuns,se ele esta em desemprego porque quis,não será indenizado nesse contrato. Nos artigos 20 e 18 da lei 8036 veremos isso.O empregador dispensa sem justa causa, esse empregado saca ao fundo e recebe mais 40%. O empregado pede demissão sem justa causa,esse empregado não saca ao fundo,nem recebe indenização.
	Em alguns livros de direito de trabalho,esses dois casos são chamados de resilição unilateral.Um dos dois não tem mais vontade em manter o contrato.
Os efeitos é que são distintos.
Contrato por prazo determinado:
	A causa evidente para a extinção do contrato seria o alcance do termo final,chega a execução completa,quando o contrato é por prazo indeterminado,a execução renova-se mês a mês,nunca o levará ao fim,a execução implica renovar obrigações, cada execução mensal,inicia-se a execução do mês seguinte,para esse contrato acabar,ou o empregador dispensa o empregado ou ele pede demissão.
Mas se o contrato é a prazo,se ele é a prazo,celebrei o contrato,por um ano,se não renovei ao fim de 1 ano acabou o contrato,esse caso é importante.
	Exemplo:Vai que o contrato era por prazo determinado e cheguei ao termo final,lá atrás justaram contrato a prazo e esse prazo chegou,contrato acabou.A lei 8036 não prevê indenização nenhuma pagar. Se o contrato era a prazo e o prazo foi alcançado,esse empregado não tem indenização a receber mais vai levantar fundo de garantia.É um desemprego que não é voluntário,pois chegou no prazo,nesse caso,o empregado saca ao fundo mas não tem direito à indenização.
	Chega ao termo final do contrato,o empregado saca ao fundo, mas indenizado não é,pois era previsível que acabaria ali,como foi ajustado atrás.Nada impede que o empregado não saque o fundo,deixe para fazer em outra situação.
2ª situaçãoPrazo determinado e antes da hora o empregador manda o empregado embora Ex:2 anos de prazo determinado,com 1 ano ele me manda embora,me dispensa.
Ou vai que o empregado pede demissão,sem ter praticado falta.
Eu empregado peço demissão sem justa causa.
*Quando o contrato é por prazo indeterminado dispensar o outro sem justa causa é um direito que tenho,agora quando é por prazo determinado,esse empregado que vai embora antes do termo estipulado ou esse empregador que dispensa antes do termo final estão rompendo o contrato,portanto,temos dois comportamentos ilícitos,são inadimplementos contratuais.
Nesses dois casos,vão entrar em cena,os artigos 479 e 480 da CLT no seguinte sentido : Artigo 479 da CLTEsse empregado demitido antes saca fundo de garantia e lá encontra mais 40%.Fora isso é fundamental acrescentar a indenização do artigo 479,ele deve a metade do que esse empregado receberia se o contrato fosse até o final,recebo o equivalente a 6 meses da remuneração se o contrato tivesse mais 1 ano,se fosse de mais 8 meses,receberia 4 meses.
Ele fica devendo isso,essa indenização de 40% se acumula com a indenização do 479.
Os 40% se referem ao tempo já trabalhado.
Exemplo:Fez contrato por 1 ano,com 6 meses é demitido,descumpriu o contrato,ele recebeu o salário dos 6 meses,ele vai poder sacar o FGTS,e vai encontrar mais os 40% sobre o que foi depositado,ele vai ter a mais o 479,se faltavam 6 meses,recebe o equivalente a 3 meses. Entrega de maneira direta esses 3 meses. Nesse caso o empregador praticou o ilícito descumpriu o contrato que é mais grave.
	Agora e se o empregado vai embora antes da hora?Dos 12 meses,ficou apenas 2,ai vem o 480 nesse caso o empregado descumpriu o contrato,não saca ao fundo,não é indenizado,nesse caso aplica-se o artigo 480 e seu parágrafo primeiro,como ele rompeu o contrato sem justa causa antes do caso,quem vai indenizar é o empregado.
Aqui não temos a lógica de tarifar indenizações,o legislador estabeleceu apenas um teto,o empregado vai indenizar se causar prejuízo,o que o empregado vai pagar equivale no máximo a metade do que ele tinha para receber se o contrato fosse até o final.
Ex:6 meses para trabalhar,receberia 8 mil por 6 meses,vai embora,vou ter que indenizar o empregador,dos 6 meses,tenho que pagar 4 mil no máximo,se houver prejuízo.
Se for um prejuízo de 8 mil,pago somente 4 mil, cria um teto,que será determinado pelo juiz do trabalho.
Contrato por prazo indeterminado Dispensa sem justa causa Saca ao fundo e recebe mais 40%.
Contrato por prazo indeterminado Empregado pede demissão sem justa causa Não saca ao fundo,nem é indenizado.
Contrato por prazo determinado Chega ao termo final Não há indenização de parte a parte, mas o empregado saca ao fundo. O saque existe mas não há indenização. 
Contrato por prazo determinado Empregador dispensa sem justa causaSe o empregador descumpri o contrato,o empregado saca ao fundo,lá encontra mais 40%,e fora os 40% que ele saca do fundo,recebe diretamente do empregador a indenização do 479 que equivale a metade do que ele ainda receberia se o contrato fosse até o final.
Contrato por prazo determinadoEmpregado pede demissão sem justa causaArtigo 480Empregado indeniza o empregador pelo prejuízo que causou,respeitando o empregado um teto do parágrafo primeiro,jamais pagando mais que a metade do que ele ainda ia receber se o contrato fosse até o final.
		Em vários momentos foi mostrado que esse ramo não tem uma aberta tão ampla para a autonomia das vontades,existem normas que não permitem que as partes disponham em sentido contrário, logo normas cogentes.Até então a lógica foi muito essa,é um ramo marcado pelo dirigismo contratual.
Por mais que assim seja,a relação contratual,às vezes,sobra espaço para a autonomia das vontades. 
	Artigo 481 da CLTExemplo:Empregador diz que sabe que se dispensar antes da hora paga a indenização do artigo 479,assim como se ele for embora antes da hora,ele me pagará o artigo 480.Mas o empregador pondera,por mais que eu tenho ajustado um prazo,alguns efeitos de alguma previsibilidade podem fazer com que eu tenha a condição de dispensar a mão de obra antes do termo final?Licitamente?O advogado responde sim.Os artigos 479 e 480 são aplicáveis