Direito do Trabalho - Resumo completo
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Direito do Trabalho - Resumo completo


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para o empregador. 
	Faz falta grave sim o empregado não cumprir o contratose este inadimplemento for suficiente. Volta e meia o empregado fica procurando um descumprimento com animo de ir embora e receber indenização.Por isso é importante o depoimento pessoal,a fim de perceber a bagatela ou não.Isso é para o juiz não aceitar,pois a lealdade é para os dois,no fundo o que moveu ele a ir embora foi outra coisa e não a falta. A primazia da realidade que vai revelar o ânimo do empregado ter um motivo que ele não revelou. Mas uma empresa que há cinco anos não deposite fundo de garantia,há 3 anos. Não conceda férias e etc.
Alíneas E e FSe o empregador agride um familiar ou ele próprio empregado, fisicamente ou moralmente,caso de falta grave do empregador.
Um mesmo comportamento pode ser falta dos 2. Exemplo:Um gerente agride uma funcionaria mulher fisicamente,ela vai poder sacar ao fundo,e receber 40%.É uma falta do empregador.Mas ele pode dispensar o gerente por justa causa,pois se o gerente como preposto fez isso,o empregador vê que o gerente praticou uma falta,o empregado tem seu contrato extinto por culpa dele empregador e o empregador agressor tem seu contrato extinto, pois o empregador pode dispensá-lo por justa causa. Não dá para manter um contrato em que tenha existido em seu preposto uma agressão anterior. 
Alínea GVemos que quando se discute o padrão para calcular o salário de alguém,ora usa o padrão hora,ora usa o padrão produtividade. Em atividades agrícolas o padrão geralmente é produtividade. Você pode fixar salário por hora ou por produtividade,por peça produzida, por venda realizada. Toda vez que no contrato de trabalho a produtividade é determinante,o empregador não pode permitir que o empregado não trabalhe.Exemplo:Pessoa recebe comissões por venda,e se depois que ela recebe por comissões, o empregador a designa para ficar no caixa.
O empregador não pode dificultar que o empregado produza, depois de designar a pessoa por produtividade.
OBS:Nessas faltas quando configuradas,o empregado dá o contrato por encerrado naquela hora,ele vai àjustiça contra o empregador.
Artigo 483,parágrafo 3º nesse dá ideia a continuidade da atividade de emprego. Nas hipóteses das alíneas D e G,cabe postular na justiça a extinção,mas continuo trabalhando enquanto a justiça não julga. Nas outras alíneas o ataque é um ataque a condição humana do empregado não só ao interesse contratual. A D é de não pagar o salário em dia,e a G é do salário em produção impedir que o empregado produza,o dano é apenas patrimonial,quando essa ofensa for meramente patrimonial,o empregado pode continuar trabalhando enquanto a justiça aprecia a questão,quando se inaugura a audiência trabalhista,o juiz tenta a conciliação.Nessas duas alíneas,o juiz vai tentar que o empregador passe a pagar o salário em dia e termine o problema,ou que tire a pessoa do caixa e passa ela para um lugar que aumente sua produção, resolvendo o problema. Nas duas faltas de menor ataque a pessoa humana,nas faltas com consequência patrimonial,permite-se que o empregado mova a reclamação trabalhista permanecendo no emprego.Enquanto a lesão se limita a obrigações patrimoniais,essas questões como são questões com mais espaço para possível conciliação se permite que o empregado continue trabalhando,para ver se na audiência consegue uma conciliação,mantendo o vinculo de emprego mantendo o princípio da continuidade do vinculo de emprego.
Extinção do contrato de trabalho por culpa recíproca
Exemplo:Estou trabalhando sem receber a 4 meses,e agora furto o computador pois equivale ao quanto me deve de trabalho,resolvendo o problema
A isso se chama exercício arbitrário das próprias razões,o que aconteceu foi culpa recíproca.O empregador tem culpa, pois subtraiu coisa alheia móvel para ele,tem duas faltas uma do empregado e uma do empregador e entre elas tem uma causalidade. São faltas com relação de causalidade,uma parte prejudicada pelo comportamento do outro,revidou com uma outra falta.
Artigo 484 Havendo culpa recíproca,reduz a indenização pela metade,o empregado saca ao fundo de garantia,e a indenização dele é de mais 20%.Pelo artigo 20, da lei 8036/90,quando o contrato acaba por culpa recíproca,o artigo 20 enumera os casos que o empregado pode sacar ao fundo,e esse artigo diz que por culpa recíproca o empregado saca ao fundo.Lei 8036/90.O artigo 18 da mesma lei fala da indenização,na linha do artigo 484,ele prevê que a culpa recíproca,a indenização cai para 20%,a metade da indenização normal que esta no 484 e artigo 18.
Contrato a prazo com termo final,o empregado saca ao fundo sem indenização,as vezes o saque existe e indenização sempre é devida,esse caso é interessante onde o empregado saca ao fundo e a indenização cai pela metade,pois o empregado também foi causador da extinção do contrato e praticou falta. Se o contrato tem sua extinção por conta de culpa recíproca, o empregado saca o fundo de garantia, e o empregador o indeniza ao valor equivalente a 20%. 
	O empregado saca ao fundo e a indenização é pela metade,o empregado ao invés de sacar 40%,saca 20%. Às vezes entre as duas faltas a relação é desproporcional.Exemplo:Um empregado que quando ingressou naquela empresa ficou 6 meses sem a carteira assinada o que o prejudica em termos previdenciários e etc.,ai um belo dia assina a carteira,mas nesse dia ele assina vários recibos em branco,e ao longo do contrato horas extras não pagas,salários em atraso,fundo não recolhido.Num belo dia esse empregado comunica que vai embora,e antes de ir embora pratica uma ofensa à honra desse empregador,xingando ele.Mas mesmo com essa ofensa moral não há uma lógica de equilíbrio.
	Um empregado desvia uma quantia alta da empresa,e o empregador xinga ele de palavra ofensiva. Às vezes na ofensa é uma relação humana pela gravidade da ofensa,não se pode haver culpa recíproca nessa desproporção de comportamentos.
Na culpa recíproca a lógica é que empregado e empregador,ambos levaram ao fim da confiança das partes,cada um tem sua dose de culpa no vinculo e ele saca ao fundo,e a indenização cai pela metade, cai para 20%. A primeira falta não faz tanta diferença, mas sim a gravidade. As relações entre empregado e empregador são de interesses antagônicos,quando isso termina,tem alguma represada e quando as pessoas faltam.
	Se a culpa for desproporcional,o dispensado por justa causa é o que praticou a falta maior,será o único responsável.Não pesa a cronologia,mas pesa um juízo de desproporção entre as faltas.
Exemplo:Um empregado meu desviou uma quantia em dinheiro, aí eu jogo um negocio sobre ele,tinha uma outra maneira de resolver,mas exerceu a razão de maneira arbitrária. Tem culpa recíproca,tinha como acabar o contrato sem fazer isso.O juiz do trabalho que vai decidir se é proporcional,se houve equilíbrio ou não.
	No fundo o empregado quer mais que o outro reaja,se ele pratica uma falta efica só como faltoso,não recebe nada.Mas se o cara revida,ele saca ao fundo e recebe 20%.
Extinção por motivo de força maior
	A força maior no direito civil tem uma eficácia liberatória.Exclui o inadimplemento não culposo,a idéia que exclui culpa porque era impossível agir de outra maneira,seja na língua penal ou civil,a idéia é que não tinha outra coisa a fazer e isso exclui culpa. Na força maior a indenização é parcial. 
	Mas no direito do trabalho,o empregador assume os riscos.
No DIREITO do trabalho,a força maior tem uma eficácia apenas atenuante das responsabilidades do empregador, tendo uma eficácia atenuante.Meu estabelecimento é destruído por um acidente aéreo,os contratos que tinham são extintos por motivo de força maior,que o empregado saca ao fundo isso é certo.Mas como fica a questão ligada à força maior?Artigo 18 da lei 8036/90 veremos que já que responsabilidade é atenuada,a indenização também cai para 20%. Força maior e culpa recíproca tem efeitos iguais,nos dois casos o empregado saca ao fundo e a indenização de 40, cai para 20%. Na sua definição contratual,não se parecem,mas os efeitos são os mesmos.
	Os contratos
Mariane
Mariane fez um comentário
alguem me envia por email quero imprimir
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Paulo Lucas
Paulo Lucas fez um comentário
ótimo...
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maria
maria fez um comentário
Obrigado por disponibilizar o seu material, estou sem material de apoio, está sendo de grande valia, um abraço.
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Daiana
Daiana fez um comentário
perfeito!
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Nicolle
Nicolle fez um comentário
otimo
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