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Direito do Trabalho - Resumo completo

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as leis trabalhistas e fraudar a primazia da realidade, é criada uma pessoa jurídica. 
Pessoalidade:
	O empregado pela pessoalidade é contratado para cumprir pessoalmente a atividade. A maior prova da pessoalidade é que quando o empregado falece, o contrato estará extinto. Se eu contratar outro, será um novo contrato. 
Remuneração:
	O contrato será sempre oneroso. O empregado trabalha porque ele espera receber a sua contra prestação. No Brasil existe o trabalho voluntário, pessoas que trabalham sem o animo da contra prestação do dinheiro. A característica desse trabalho é a gratuidade. O animo não visa à retribuição. Não confundir trabalho voluntário com o trabalho informal. Excluído voluntário – pessoa não tem acesso a saúde, a educação, sendo excluída de um trabalho, porém o animo dele visa a retribuição, visto que não tinha opção melhor de ‘’emprego’’. A onerosidade muitas vezes mostrará o falso trabalho voluntário. 
Artigo 460 da CLT – se num certo vinculo de emprego não tiver sido ajustado salário ou não houver prova do valor combinado, o juiz fixará o valor na sentença. O Brasil tem uma forte marca de informalidades, logo, por exemplo, o trabalhador rural começa a trabalhar sem saber quanto receberá, porém não se acertou quanto seria esse valor OU muitas vezes esse acordo foi verbal e a prova acabou se perdendo. Numa realidade em que se assim se desenha não tem como existir a autonomia das partes.
Subordinação: 
	O artigo 3º fala sobre dependência que tem como sinônimo a palavra subordinação. Porém é muito difícil defini-la, sendo muita das vezes relacionada à ‘’ dar ordens’’. Dizer que o empregado cumpre ordens é cair no vazio, porque aquele sujeito que é trabalhador voluntário receberá ordens também. Todas as vezes em que eu trabalho para uma pessoa eu receberei ordens de outrem a fim dele me explicar como vai querer o trabalho. O receber ordens quer dizer que o empregado precisa do emprego. A dependência econômica por ser muito frequente explica historicamente como se nasce o direito do trabalho, porém ela não serve para o conceito, mas apenas para o panorama histórico. Dar ordens não basta, não sendo tão simples assim. A subordinação ser econômica nem sempre será. Também não será uma subordinação técnica, porque há casos em que o emprego não exige conhecimento técnico, não sendo qualificado. Quando uma grande indústria contrata professores, grandes advogados, grandes engenheiros, o conhecimento de cada uma está sendo essencial para o processo de contratação. Logo, dá para dizer que quanto mais qualificado é o empregado, menor a interferência do empregador sobre aquele, ou seja, é entregar para o empregado uma tarefa que no fundo o próprio empregador não faria.
	A subordinação não é apenas receber ordens, não é sempre de cunho econômico e nem técnico, mas sim de cunho jurídico. 
	Essa subordinação jurídica quer dizer que quando você celebra um contrato de trabalho você assumiu obrigações, se tornando empregado. Mas também você está aceitando se inserir em uma estrutura produtiva que a outra pessoa dirige, assume os riscos. O contrato de trabalho vale mais do que aceitar trabalhar para outra pessoa. A minha vontade manifestada é ir além de aceitar trabalhar, mas também se inserir em uma estrutura de produção pela qual a outra pessoa dirige, assume os riscos, organizou. Ela é jurídica, porque é detectada através de um contrato feito. Exemplo: um professor aceita trabalhar para a PUC, ele aceita trabalhar o inserindo numa estrutura produtiva por isso ele tem uma hora para chegar, para sair, há um chefe que organiza o seu trabalho. 
PROVA:Como se caracteriza a subordinação como elemento do vinculo de emprego? R: Nem sempre ela será econômica, nem técnica, mas sim jurídica porque ela é detectada pelo contrato feito, se inserindo em uma estrutura produtiva organizada por outrem. 
	A lógica do vinculo empregatício é a subordinação. 
	É na subordinação jurídica que poderá ser diferenciado o trabalhador autônomo (trabalha e usa uma estrutura produtiva própria e não alheia, assumindo um risco) e empregado (usa a estrutura produtiva alheia). A definição dessas duas categorias não é feita pelo trabalho, mas sim pela forma pela qual ele trabalha. A ausência de subordinação nada mais é do que a própria autonomia. A autonomia é também jurídica, nem sempre será econômica. Ser empregador limita a liberdade, porém não interfere nos riscos. Às vezes vínculos de prestações autônomas não são ligeiros, o tempo não sendo importante. Já a semelhança entre ambos é que são prestadores de serviço. A diferença é referente a detenção dos meios de produção. 
	A inserção na estrutura produtiva alheia nem sempre é física.
- Artigo 6 – o trabalho em casa pode ainda sim configurar vinculo empregatício, como o caso de uma costureira. Nesse caso é configurado como um trabalho autônomo. O autônomo tem a liberdade de poder escolher. O autônomo recebe porque ele trabalhou e o empregado recebe pela sua disposição. A CLT na década de 40 já dizia que o trabalho em casa poderia configurar vinculo empregatício. Quando tal artigo foi escrito na década de 40, se imagina o alfaiate, a costureira e etc. Agora vivemos em uma época de ‘’teletrabalho’’ (trabalho a distancia), onde os trabalhadores empregavam em casa por maquinas fixas (móveis), no caso de campos jornalísticos. A norma. Isso é chamada de interpretação evolutiva, visto que anteriormente os ramos eram menores e agora se estende a executivos, jornalistas e etc. Hoje em dia são configurados como trabalhadores nômades. 
	O free lance é um trabalho autônomo. Outro jornalista que faz trabalho em casa e faz reportagens e colunas em um determinado jornal, é considerado um trabalhador. O vinculo empregatício pode ser configurado mesmo o trabalho sendo na casa do próprio trabalhador. Em principio o trabalhador autônomo não tem proteção da CLT, com a liberdade para se estruturar e assumindo os riscos. 
Obs: 1- Para-subordinação – é uma pessoa com clara dependência econômica de quem a contratou, como é o caso de uma doceira que vende doces para fora de um restaurante – ela tem autonomia, porém ela é mínima, dependendo exclusivamente do restaurante. Esse trabalhador está próximo à subordinação para estar incluso a um dever trabalhista. 
2-Advogado associado – é um trabalhador autônomo, quase um para subordinado com nenhuma proteção. 
Não eventualidade:
	O trabalho autônomo, o trabalho feito na sua casa e usar meios de trabalhopor si só não afastam o vinculo empregatício a partir do momento em que houver a subordinação. Mesmo havendo um instrumento próprio como um carro, usar qualquer computador, celular não quer dizer que não exista a figura da subordinação, comportando da mesma forma a figura do vínculo. 
Artigo 3 - O vinculo de emprego não se configura em relação ao tempo. Ele gera uma proteção qualitativa com o passar do tempo: fundo de garantia, férias e etc. Às vezes se terá um trabalhador que até teve estrutura própria, sendo um trabalho eventual. => trabalhador eventual – não tendo um meio próprio de produção e trabalha subordinado a alguém, porém em um tempo sem consistência. Quando o trabalho é eventual não há vinculo de emprego.
Exemplo: Seu Zé procurava um emprego desde novo. Foi a grande empresa de prédios, tinha um departamento de serviços gerais e ele foi contratado e trabalhador por 25 anos => figura de empregado. Depois, ele abriu uma loja com uma estrutura produtiva própria => trabalhador autônomo por 10 anos. Depois um antigo cliente o procurou a fim dele acompanhar uma obra por 4 ou 5 dias, só bastando a presença do Zé, orientando os trabalhadores => trabalhador eventual.Os três não têm a ver com o meu emprego, mas sim com a forma pela qual eu trabalho.
PROVA: Como diferenciar um trabalhador eventual e um empregado por prazo determinado?
R: A diferença não é teórica, as consequências são evidentes: trabalhador eventual não há proteção da CLT e o empregado tem. Existem fatores capazes de facilitar essa distinção: