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Direito do Trabalho - Resumo completo

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terá que encontrar um local específico e compatível com essa. A lei prevê também uma cota para cumprir de estagiários de deficiência. Em caso de não existir nenhum candidato, poderá outro estagiário substitui-lo permanecendo no estágio por dois anos. 
Estagiário- não tem vinculo empregatício # aprendiz- tem vinculo de emprego
Para efeitos trabalhistas o condomínio é tratado como pessoa, como pessoa formal.
Pessoas formais é a universalidade de bens que o direito trata como se pessoa fosse em determinadas relações jurídicas.
Não vincule o empregador ao animo de lucro.
Empregador X empresa X estabelecimento: PROVA
	É de nossa linguagem personificar empresa e estabelecimento – artigo 2º: o empregador é a empresa. Individual => pessoa física e coletiva => pessoa jurídica. A postura de personificar a empresa é albergada pela própria CLT. 
O empregador é um sujeito de direitos, é uma das partes do contrato de trabalho; é uma pessoa física, jurídica ou formal que admite empregados para o desenvolvimento de alguma atividade.
Empresa é um conceito que o direito buscou na economia. É relacionada à atividade de bens ou serviços. Diferentemente do artigo 2º, empregador dirige a empresa e não é a empresa em si. A empresa é frequentemente atrelada ao animo de lucro. A empresa é uma atividade produtiva ou uma atividade produtiva com animo de lucrar? Essa é uma discussão muito frequente na doutrina. É como se dissesse que o empregador é a pessoa e a empresa é uma atividade. Na prova, a empresa pode ser vinculada como uma atividade. 
Estabelecimento é o local onde se desenvolve a atividade empresarial; ligado ao espaço físico que a empresa é dirigida por um trabalhador. A quantidade irá variar de empresa para empresa, podendo ate não ter um estabelecimento. No direito empresarial, o estabelecimento é visto como fundo da empresa, aquele conjunto de bens corpóreos e incorpóreos que organizadas pelos empresários inviabilizam a atividade produtiva.
Em suma, o empregador dirige a empresa em um estabelecimento. 
Artigo 2º - o trabalhador é a empresa individual coletiva. A CLT diz que trabalhador é empresa e o vinculo do empregado é com a atividade produtiva visto que para que ele receba salario essa deverá dar resultado (artigo 448 – sucessão de trabalhadores: dá ideia de que o vinculo é com a empresa, com a atividade. Não é tanto que às vezes muda o trabalhador, mas não muda o contrato). Há o principio da primazia da realidade nesse caso.
PROVA: distinção entre empregador, estabelecimento e empresa; o que diz a CLT. 
Artigo 2º - trabalhador escolhe (personalidade), dirige(subordinação) e assalaria (onerosidade).
O artigo 2º paragrafo 1º dá uma ideia de que o profissional liberal é um trabalhador por equiparação, porque esse conceito que a lei tenta criar é repudiado pela doutrina. Eles simplesmente são trabalhadores. O profissional liberal é um trabalhador com animo de lucro. Ele cria uma figura de trabalhador por equiparação que não existe. Por primazia da realidade, isso não pode ser feito.
O artigo 2º paragrafo 2º prevê o chamado ‘’grupo de trabalhadores’’, ‘’grupo de empresas’’ ou ‘’ grupo econômico’’. Ele cria uma regra de solidariedade. Vamos imaginar que existe uma empresa A limitadas que tem controle sobre outras três limitadas B, C e D. Isso é chamado de royalties. Sociedades anônimas, limitadas formam o chamado grupo de trabalhadores, grupo de empresas ou grupo econômico. O paragrafo diz que cada controlada é solidariamente responsável pela controladora. Isso dá ideia de que a solidariedade existe entre A e B, entre A e C e entre A e D, porém essa ideia é equivocada, pois a solidariedade é entre todos. Todas que integram o grupo econômico são entre si solidariamente responsáveis. Ao identificar esse grupo, se eu sou empregado de um dos trabalhadores o que ele me deve eu posso cobrar não apenas do meu grupo, mas de qualquer um, pois são todos devedores de uma divida de que um tem para com os seus empregados.
Quando se pensa em grupo econômico, começa por esse exemplo das royalties, porque ninguém negaria que existirá. Os ramos não são diferentes não simplesmente por tratar de conteúdos diferentes, mas por tratar de simbologia que são diferentes. 
Outro exemplo é três sociedades limitadas, pessoas jurídicas distintas, mas os sócios de uma são sócios da outra. Atuam no mesmo ramo empresarial, tem os mesmos fornecedores, atividade desenvolvida é a mesma;contrata o mesmo escritório de advocacia => isso quer dizer que por primazia da realidade gerará um grupo econômico solidário. 
Esse paragrafo segundo cria, para o professor, uma regra de solidariedade: empregadores que estão em um determinado grupo econômico e suas respectivas dividas perante no grupo. Na teoria do DT e na jurisprudência, a solidariedade poderá ir além da sua interpretação, sendo está criando a figura de um empregador único ou ficção do empregador único (pessoas jurídicas embora formalmente distintas sãoapenas uma só empregadora – teoria do empregador único – seria apenas um só empregador, apenas uma única divida e etc.). Para o professor, essa teoria derruba a primazia da realidade.
PROVA: É possível que um empregado da empresa X postule equiparação salarial com um empregado da empresa Y? Depende: se X e Y integrarem um grupo econômico, são apenas um só empregador – teoria do empregador único. OU regra de solidariedade – pessoas distintas que integram empresas diferentes, tendo salários distintos. 
Presunção # ficção da lei: 1- a lei trata como verdade o que tende a ser. Exemplo: a maioridade 2- tratar como verdade o que a lei sabe que não é. Exemplo: ficção do edital, tratar como uma única pessoa jurídica realidades que são pessoas jurídicas distintas (teoria do empregador único). 
O que dizia a súmula 205 hoje cancelada? Vamos imaginar que eu sou empregado de A, porém A me deve uma quantia em dinheiro. A súmula dizia: se você quer cobrar os devedores solidários, quando ajuizar a reclamação trabalhista deverá ser face todos aqueles que eu quero cobrar. O sujeito A será citado e exercerá direito de defesa. Quando a sentença (titulo executivo) vier condenará A. A súmula 205 se eu quero me valer da solidariedade, deverá ser feito em todos aqueles os quais terão direito de defesa, todos serão responsabilizados pelo pagamento da divida. Sob o aspecto jurídico formal, parece ser perfeita, mas a solidariedade estará a sua disposição. O TST admitiu ao cancela-la porque A poderá ser o único réu, só ele consta no processo, só ele é o condenado, tendo assim o direito de defesa. Alguns grupos econômicos são fatos notórios como é o fato do Ronaldinho ter que provar que em 2011 jogou no Flamengo, não precisam ser provados. Com o cancelamento da súmula em 2003 ( tirando da cena o aspecto formal e dando provimentos efetivos), eu poderei mover a ação perante apenas um face do membro do grupo econômico, apenas ele será condenado e poderá redirecionar a execução para outros membros do grupo em caso de inadimplemento. 
Isso tira do direito a sua efetividade, porque a sentença pratica do juiz não terá nenhum resultado visto que poderá haver o redirecionamento da execução. 
Imparcialidade # neutralidade
Poder diretivo do empregador ou poderes do empregador:
O empregador já que dirige a empresa tem alguns poderes: de direção, organização e disciplinar a empresa => resumidos em poder diretivo do empregador ou poderes do empregador. 
O empregado tem uma proteção nesse aspecto fragilizada. 
Se o poder de organização cabe ao empregador estruturar aquela atividade, ao poder de direção cabe direcionar uma determinada atividade. O poder de direção muitas vezes será visto pulverizado numa estrutura produtiva. 
Os empregados muitas vezes tem poder de mando sobre os demais empregados, como, por exemplo, chefes de um determinado setor. Não há relação hierárquica entre os empregados, mas sim entre eles e o empregador. 
Ato de empregador nem sempre será factualmente um ato próprio, mas também poderá ser de seus