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LIVRO - Redes e Sistemas de Telecomunicações

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Message (ACM), que indica
que o IAM alcançou o seu destino. A mensagem identifica a Central re-
cipiente (A), a Central que está enviando (B), e o tronco selecionado.
Sistemas 2233
7. Central B pega um de seus links A (ex: B-X) e transmite o ACM sobre o
link para rotear para a Central A. Ao mesmo tempo, ele completa o ca-
minho da chamada na direção da Central A, envia o tom de ring sobre
o tronco, em direção à Central A, e toca o ring na linha do número
chamado.
8. STP X recebe a mensagem, inspeciona a label de roteamento, e de-
termina que seja roteado para Central A, transmitindo em seguida a
mensagem no link A-X.
9. Ao receber o ACM, a Central A conecta a linha do número chamador
ao tronco selecionado, de tal modo que o chamador possa ouvir o ring
sendo enviado ao número chamado pela Central B.
10. Quando o número chamado levanta o gancho do telefone, a Central B
formula uma answer message (ANM), identificando a Central recipiente
da chamada (B), a Central enviadora (A), e o tronco selecionado.
11. A Central B seleciona o mesmo link A usado para transmitir o ACM (link
B-X) e envia o ANM. Por esse tempo, o tronco também deve ser co-
nectado à linha chamada em ambas as direções a fim de permitir a
conversação.
12. STP X reconhece que o ANM está endereçado para a Central A e en-
caminha sobre o link A-X.
13. A Central A garante que o número chamador está conectado a um
tronco de saída (em ambas as direções) e que a conversação pode
ocorrer.
14. Se o número chamador desliga primeiro, a Central A gera uma release
message (REL) endereçada à Central B, identificando o tronco associ-
ado com a chamada. Ela envia a mensagem sobre o link A-W.
15. STP W recebe a REL, determina que está endereçada à Central B, e
encaminha usando o link W-B.
16. A Central B recebe a REL, desconecta o tronco da linha, retorna o
tronco ao status de disponível, gera uma release complete message
(RLC) endereçada à Central A e transmite sobre o link B-X. A RLC
identifica o tronco usado na chamada.
17. STP X recebe a RLC, determina que está endereçado à Central A e
encaminha sobre o link A-X.
18. Ao receber a RLC, a Central A torna disponível o tronco identificado.
2244 Redes e Sistemas de Telecomunicações
Exemplo de Consulta (Query) à Base de Dados (SCP)
Quando um usuário faz uma chamada para um dado serviço 0800, é sina-
lizado para que a Central de comutação suspenda o prosseguimento nor-
mal da chamada e busque instruções em uma base de dados, que irá for-
necer ou o número real associado, ou identificar outra rede para onde a
chamada deva ser roteada.
Embora a resposta da Base de Dados possa ser a mesma para cada cha-
mada, pode ser feito que ocorra variação com base em diversos fatores
como: dia da semana, hora do dia, etc. O exemplo da figura 1.8 mostra
como uma chamada 0800 é roteada.
Figura 1.8
1. Um usuário servido pela Central A quer fazer uma reserva de um carro
em uma locadora. Ele disca para o serviço 0800 da locadora.
2. Quando o usuário termina a discagem, a Central A reconhece que é
uma chamada 0800 e requisita ajuda para processar a chamada de
forma apropriada.
3. A Central A formula uma mensagem de query 0800 incluindo os núme-
ros chamador e chamado e encaminha para qualquer dos seus STPs
(ex: X) sobre o seu link tipo A (A-X) para o tal STP.
4. STP X determina que a query recebida é uma query 0800 e seleciona o
banco de dados (ex: M) adequado a responder a query.
Sistemas 2255
5. STP X encaminha a query para o SCP M no link tipo A (M-X). SCP M
recebe a query, extrai a informação passada, e (baseado nos arquivos
armazenados) seleciona o número real ou a rede (ou ambos) para
onde a chamada deve ser encaminhada (roteada).
6. SCP M formula a mensagem de resposta com a informação necessária
ao processamento apropriado da chamada, endereça para a Central A,
pega um STP e um link tipo A para usar (ex: M-W), e roteia a resposta.
7. STP W recebe a mensagem de resposta, reconhece que é endereçada
para a Central A, e roteia para a citada Central, via A-W.
8. Central A recebe as mensagem e usa a informação para determinar
para onde a chamada deve ser roteada. Então pega-se o tronco para o
destino correto, gera um IAM, e segue-se para o estabelecimento da
chamada.
Camadas do Protocolo SS7
Conforme citado nos exemplos anteriores, a rede SS7 encerra uma série
de elementos de rede interconectados entre si e que são usados para tro-
car mensagens a fim de prover o suporte às funções de telecomunicações.
O protocolo SS7 é projetado para facilitar essas funções, bem como para
manter a rede sobre a qual essas funções são providas. O protocolo SS7 é
organizado por camadas como segue:
Camada Física:
Define as características físicas e elétricas dos links de sinalização.
Message Transfer Part–Level 2 (MTP Level 2):
A MTP Level 2 provê funcionalidade de camada de link. Ela garante que os
dois pontos finais de um link de sinalização possam com a devida confiabi-
lidade trocar mensagens de sinalização. Ela incorpora capacidades como:
verificação de erro, controle de fluxo, verificação da seqüência.
Message Transfer Part–Level 3 (MTP Level 3):
A MTP Level 3 estende a funcionalidade provida por MTP level 2 forne-
cendo também funcionalidade de camada de rede, garantindo que as
mensagens possam ser trocadas entre os pontos de sinalização através da
rede SS7, indiferentemente se estão conectados diretamente. Inclui fun-
cionalidades como: endereçamento de nó, roteamento, roteamento alter-
nativo. Coletivamente as MTP levels 2 e 3 são referenciadas como messa-
ge transfer part (MTP).
2266 Redes e Sistemas de Telecomunicações
Signaling Connection Control Part (SCCP):
A SCCP fornece as duas principais funções que estão faltando na MTP. A
primeira é a capacidade de endereçar aplicações dentro de um ponto de
sinalização. A MTP somente pode receber e entregar mensagens de um
nó como um conjunto. Ela não lida com aplicações de software dentro do
nó.
Enquanto as mensagens de gerenciamento da rede e mensagens de esta-
belecimento de chamadas são endereçadas ao nó como um conjunto, ou-
tras mensagens são usadas por aplicações em separado (subsistemas)
dentro de um nó. Exemplos de subsistemas são: processamento de cha-
mada 0800, processamento de chamada à cartão, advanced intelligent
network (AIN), e serviços de sinalização em área local (Custom Local-Area
Signaling Services (CLASS) services (ex: repetição de discagem e retorno
de chamada). O SCCP permite que esses subsistemas sejam endereça-
dos explicitamente.
Global Title Translation (GTT):
A segunda função fornecida pela SCCP é a habilidade de executar rotea-
mento incremental, usando uma capacidade chamada de global title
translation (GTT). GTT libera os pontos de sinalização da tarefa de ter que
conhecer todos os destinos em potencial para o quais pode ser necessário
rotear uma chamada. Uma Central pode originar uma query, por exemplo,
e endereçar para um STP juntamente com uma solicitação para o GTT. O
STP receptor examina porção da mensagem, determina para onde a men-
sagem deve ser roteada e então faz o roteamento. Por exemplo, queries
sobre chamadas a cartão (usada para verificar se a chamada pode ser
debitada para o cartão), devem ser roteadas para um STP designado para
tratar essas questões com cartão. Ao invés de manter um banco de dados
de abrangência nacional para onde as queries deveriam ser roteadas, as
centrais gerariam queries endereçadas para os STPS locais, que, usando
GTT, selecionariam a destinação correta para onde a mensagem seria
roteada. É importante notar que os STPs devem manter um banco de da-
dos que os habilita a determinar para onde a query deve ser roteada e
executada. GTT efetivamente centraliza o problema e o aloca em um nó (o
STP) que foi projetado para executar essa função. Ao executar o GTT, um
STP não necessita saber a destinação final da mensagem. Ele pode, ao
invés disso, executar GTT intermediário, no qual usa suas tabelas para
encontrar outro STP que possa rotear ao destino. Esse último STP pode
executar