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Direito Internacional Privado - Resumo

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08/08/11
- Clásula de eleição de foro no direito internacional: vantagens econômicas, segurança jurídica, instituições mais estáveis etc;
- autonomia da vontade (se reflete) → foro → lei aplicável → convenção arbitral; 
- três perguntas fundamentais no dipri: 1. onde acionar, 2. que lei aplicar e 3. onde executar a sentença;
- no plano internacional não existe prevenção, a menos que existe algum acordo binacional que trate do assunto; CPC: a litispendência no plano internacional é irrelevante para o direito brasileiro; 
- Convenção de Viena Sobre Relações Diplomáticas de 1961 e Convenção de Viena Sobre Relações Consulares de 1963 e essas convenções conferem imunidade de impostos aos locais de embaixadas, assim como os embaixadores e cônsules; 
- lei formal: emanada do poder legislativo; 
- no plano internacional: muitos ramos do comércio têm suas próprias normas (comércio de petróleo, diamantes etc) > muitas vezes esses contratos regem-se não por um direito estatal, mas por um direito das partes; na arbitragem o juiz; 
- no plano internacional o direito consuetudinário ainda tem ampla força para dirimir contratos, uma vez que há mais espaço para a autonomia da vontade das partes; 
- nova lex mercatória: conjunto de normas de mercado; 
- decidido o lugar e lei, resta onde executar a sentença; para executar vai ter que promover o reconhecimento de uma decisão estrangeira em uma outra jurisdição → Convenção de Nova Iorque (145 países): normas de reconhecimento de sentenças e execuções de arbitragens na esfera internacional;
15/08/11
- hoje em determinados contratos, por conta do valor, certos empresários recorrem muito mais à arbitragem → necessidade de uma justiça especializada e rápida;
- previsão de que em até dois anos a causa terá sido julgada por pessoas escolhidas, competentes do ponto de vista técnico; impossibilidade de o juiz dar uma atenção maior ao processo devido ao volume de processos → eficiência da arbitragem que se justifica em alguns casos;
- localização no espaço e no tempo: no DIPRI tem-se que analisar antes de tudo questões de jurisdição de determinada autoridade arbitral ou judiciária; 
- a relevância do DIPRI decorre de dois fenômenos sociológicos: 1ª vertente: da diversidade legislativa → atualmente existem cerca de 200 Estados, o poder de legislar decorre da soberania; podemos verificar pelo menos 200 direitos sobre contratos potencialmente diversos; esses direitos agrupam-se em determinadas famílias: common law, direito islâmico, germânico etc, e ainda há as sutilezas dessas famílias em determinados lugares; há diversidade de regras para uma mesma relação jurídica; se essa relação tem contanto com mais de uma relação jurídica está criada a situação de uma ou mais ordens jurídicas sobre uma mesma relação jurídica;
- Lord Mance: “não há ordem jurídica nacional que possa manter-se isolada, todos somos partes de um continente” → de algum modo esses 200 direitos tem que se harmonizar, para que eles se apliquem simultaneamente; sociologicamente falando a diversidade legislativa hoje é muito maior do que no passado, e as relações jurídicas são muito mais internacionalizadas: é mais fácil viajar, comprar coisas de outro pais, se relacionar com pessoas de outro país, estudar fora etc (ONU 1945: 51 membros; 2011: 193); 2ª vertente: globalização econômica e social;
- em regra o ordenamento jurídico nacional só se aplica dentro das fronteiras nacionais, dentro da soberania territorial do Estado; mas em determinadas relações como guarda de filho, contratos internacionais, a lei poderá se aplicar extra-territorialmente; se uma compra fosse feita na França, o juiz brasileiro teria que aplicar a legislação francesa → art. 9º da LICC: o juiz brasileiro deve aplicar a lei do local da celebração do contrato > nesse caso não há violação da soberania; o próprio legislador assim o quis;
- a regra de DIPRI vai responder à questão ou problema o quanto cabe a cada um dos cônjuges ou vai dizer qual o direito se aplica para então determinar o quanto direito substancial; a regra de DIPRI traz uma solução indireta: o DIPRI nunca vai dizer num casal que está se separando não vai dizer que a mulher tem;
- o DIPRI estuda questões de jurisdição internacional, estuda as normas aplicáveis e seu funcionamento, como se prova o direito estrangeiro, como o juiz brasileiro vai aplicar o direito estrangeiro, de que meio vai se vale; exemplo: o direito espanhol não admite a revisão do contrato por onerosidade excessiva; a parte brasileira pleiteava a onerosidade excessiva, tenta obter a revisão do contrato ou a negociação; 
- pode uma parte recorrer alegando a errônea aplicação do direito estrangeiro? Inexiste na constituição alguma limitação de que esse competência seja apenas de âmbito federal; se o direito for aplicado aqui, poderá haver reexame: o direito estrangeiro se esquipara à lei ordinária, cabendo recursos; 
- como executar: circulação de atos e sentenças por atos e sentenças estrangeiras> há toda uma rede de cooperação entre tribunais: ato citatório, carta rogatória e ainda mnma série de tratados. 
- o método do DIPRI: a ideia do DIPRI brasileiro é existir uma regra que seja neutra em relação aos efeitos da sua aplicação → lei do local onde ocorreu o ilícito; essa regra da lex locit delicti comissi é cega em relação ao resultado da sua aplicação, ela não autoriza o juiz a ponderar o resultado da sua aplicação com nenhum outro valor ou regra; exemplo: John e Mary vão de carro ao Niagara Falls, John pega o carro com placa de Nova Iorque, seguro em Nova Iorque; na volta, ainda em Ontario, sofrem um acidente e Mary tem que ficar internada por dois meses para se recuperar do acidente (não trabalha ou ganha dinheiro – prejuízos); Mary entra contra John na justiça de Nova Iorque pedindo uma indenização fundada na responsabilidade civil → acidente em país diverso; se fosse no Brasil, aplicaria a regra do art. 9º da LIC; só que nos EUA o direito internacional privado não é legislado (lei do local do ilício era a lei prevalente no Estado e Nova Iorque; mesmo não sendo transporte gratuito o condutor pode ser responsabilizado – no Canadá pode ser responsabilizado; 
- os americanos começaram a pensar a lei a partir do resultado da aplicação a norma; começaram a se afastar de normas puramente formais, sem levar em conta o resultado a que leva a aplicação → Babcock vs. Jackson (1963): determinação de uma regra de DIPRI que seja/haja uma lei que seja comprometida com o seu resultado; chegou-se à conclusão que seria mais justo aplicar a lei mais intimamente ligada ao fato (e ai a lei que responsabiliza mesmo quando dando carona); esse método nascido nos EUA é o método unilateral, que se distingue do conflitua, que o Brasil adota e que é meio cego quanto ao resultado; já o unilateral pressupõe uma análise voltada para o resultado concreto, substantivo;
- a crítica ao método unilateral é que reduz a certeza do método conflitual, porque dá mais discricionariedade; mas não é um método despido de vantagem; há cada vez mais os sistemas que são orientados pelo método conflitual que são mitigados por normas de caráter unilateral, como por exemplo acordos de família (por exemplo, adotando a lei mais benéfica para a criança); mesmo em países tradicionalmente ligado ao método conflitual o rigor vem sendo mitigado, para que o juiz eleja a regra que seja mais favorável ao resultado concreto, que no caso de obrigação alimentícia é a satisfação do credor; 
- o método unilateral surgido nos EUA só tem tido expressão maior nos EUA, nos países continentais europeus, e pais que se inspiraram nesse direito, e nas convenções mais modernas há essa mitigação ou introdução de discricionariedade aos juízes;
- o método conflitual também traz normas distintas de outros países: por exemplo, o Uruguai é avesso a conferir autonomia às partes para elegerem o direito aplicável às partes; assim, a lei de aplicação é a lei do local da execução do contrato, da mesma forma na Argentina; num contrato de prestação de serviço de assistência técnica que