Direito Internacional Privado - Resumo
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Direito Internacional Privado - Resumo


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preveja consultoria de engenharia em Montividéo no Uruguai, o juiz uruguaio julgará o contrato à luz do direito uruguaio e se o mesmo litígio for trazido ao juiz brasileiro o juiz brasileiro julgará de acordo com o direito brasileiro (lugar da celebração do contrato);
- dois movimentos característicos do DIPRI contemporâneo, que são a uniformização de regras de DIPRI pra evitar que uma mesma relação seja julgada de modos diversos conforme diversos sejam os juízes; no caso da convenção sobre direito alimentar, pouco importa o pais do juiz, o resultado será sempre o mesmo, pois vai aplicar a lei que for mais favorável ao credor, escolhida entre o ordenamento do domícilio ou residência habitual do credor ou do devedor; 
- o DIPRI não é mais um direito descomprometido com o resultado da aplicação a sua regra, como é na maioria dos direitos; 
- Caso: barriga de aluguel: Índia: negócio de 400 milhões; Califórnia (EUA): contrato oneroso; no Brasil a lei é omissa, mas existe uma regulamentação do CFM (que diz que não é permitido) que delega aos CRM a análise do caso concreto (mas deve ser feito entre parentes, e não há contrato, devendo se ato gratuito, não há negócio); na França é proibido; A e B franceses, domiciliados na França, não podendo ter filhos foram para a Califórnia, alugaram uma barriga e tiveram a criança, a qual registraram como filhos de A e B, pegaram a sentença e trouxeram para a França, e pediram a homologação da sentença de registro, e tiveram negado; a Corte de Cassação francesa manteve a negação do registro; a quem eles recorreriam? Foram para a Convenção Européia de direitos humanos;
22/08/11
- A prova é dia 10/10 (G1)
- método
- conflito de fontes
- competência internacional
- imunidade de jurisdição
- prova e aplicação do direito estrangeiro
- o DIPRI se encontra muito espalhado em diversos diplomas legislativos; ao contrario dos países de tradição romano-germânica, temos uma certa escassez de normas de dipri; o dirpri sempre foi colocado em capítulos introdutórios dos códigos, desde o código de 16 \u2192 ele consistia em alguns dispositivos na introdução ao código que foram reformados e passaram a ser chamados de LICC, que agora, sem razão aparente, o legislador deixou de reformar o já velho dipri brasileiros \u2192 passou a se chamar de LNDB \u2192 arts. 7º a 7º-A;
- além das normas de dipri, a LNDB contempla normas sobre a vigência das leis e também normas sobre direito intertemporal; 
- para além disso temos algumas normas de fonte interna na CF art. 5,XXXi; LII; art. 12 contém regras sobre perda e aquisição de nacionalidade; o art. 49 trata da competência do congresso para aprovar definitivamente tratados e convenções do Brasil e o art. dispõe sobre a competência do presidente da república pra tratados internacional; temos normas no CTN, no CPC e no código comercial havia uma disposição sobre a vigência da lei comercial; em razão da escassez; em 1942 praticamente 100 anos depois as regras de dipri; de outro lado também integra a noção; convenções que o Brasil assinou e não assinou são muitas vezes citadas como fonte; 
- o estreitamento das relações de cooperação de Estado acabou por demandar uma abertura maior para as cartas rogatórias, e isso medidas como a carta rogatória; a EC 45 transferiu a competência para o STJ; nessa ocasião a resolução 9 foi ditada, e medidas executórias passaram e admitir execução tb; as rogatórias podem conter decisórios e não decisórios; 
- outra fonte interna importa é a jurisprudência: o Brasil tem uma tradição de certo isolamento no plano internacional, sendo de uns 15 anos pra cá que vem se abrindo (direitos humanos, meio ambiente e outros temas que não puramente ligados ao comércio internacional); o Brasil não tem uma tradição muito longeva em dipri, ao contrário da Europa e dos EUA; a Europa facilita muito mais as trocas (proximidades dos países); a jurisprudência que há de dipri pode ser classificada de uma maneira geral da seguinte maneira: o STF ainda tem competência para julgar extradição, os HC em matérias de extradição; o STJ é competente para dar exequatur às cartas rogatórias e dar execução às sentenças judiciais estrangeiras; o STJ também aplica/controla a aplicação dos tratados internacionais; nos tribunais estaduais vemos muitos casos envolvendo competência, sucessão e família; nos tribunais federais caos envolvendo nacionalidade, propriedade intelectual, casos envolvendo tratados e tributos; casos que envolvam disposições da Convenção de Haia sobre sequestro de menores (violação de direito de guarda etc); antes da convenção entrar em vigor (em 2000) era muito difícil restaurar a situação anterior diante de um sequestro, porque o fato de essas crianças terem nacionalidade do pai e da mãe, fizesse com que o juiz protegesse a criança e mantivesse a criança perto, ao invés de mandar levar para sua residência original; os únicos países de importância que não fazem parte da Convenção de Haia são o Japão os países muçulmanos; seria difícil sem um tratado de cooperação recuperar as crianças e aqui discutir as questões relativas às crianças (no local onde as crianças passam mais tempo); hoje em dia se ocorrer uma situação de \u201cfuga\u201d etc, os países signatários, diante da evidência de que as crianças foram subtraídas de um direito de guarda compartilhada, o país tem a obrigação e fazer levar as crianças para o local habitual; 
- o sistema da Convenção de Haia estabelece uma rede de autoridades centrais: cada pais ao aderir designa uma autoridade central, que aqui no Brasil é a Secretaria Especial de Direitos Humanos (ligada à Presidência da Repúlbica), e a Secretaria se incumbiria de se comunicar para implementar todos os direitos; isso se dá em mão dupla: se vêm de uma criança de lá pra cá os direitos são os mesmos;
- como existe uma diversidade de nomenclatura, a Convenção de Viena adotou o nome tratado.; mas em várias situações protocolos são tidos também como tratados; tratado ou convenção: efeito vinculante; no âmbito do Mercosul tem-se: tratado de assunção e depois; Brasil, Argentina, Uruguai são signatários; 
- um tratado ou convenção pode ser negociado diretamente entre dois ou mais países, ou pode ser elaborado no âmbito de uma organização internacional; o século XX experimentou uma proliferação de organizações (algumas nasceram no final do século XIX, como a de Haia, cujo papel foi elaborar normas de direito uniforme em situações de conflito, como a Convenção de Direito Uniforme sobre a nacionalidade); depois a Conferência de Haia voltou-se mais para a cooperação internacional (a convenção sobre sequestro de crianças por exemplo tem poucas normas de aplicação do direito, visando mais o retorno da criança ao local de residência habitual); a UNCITRAL tem o foco em elaborar normas de conflito, de cooperação, etc \u2192 cuida da confecção e execução/circulação de laudos arbitrais para os 149 países signatários; está também na origem na Convenção de Viena sobre compra e venda de mercadorias (o Brasil está em fase de adesão), e tem outros instrumentos sobre transporte marítimo \u2192 a uncitral é um departamento temático da ONU; UNEDROIT tem tanto convenções de direito clássico, como convenção de leasing de aviaão, de objetos culturais roubados e sua restituição aos países de origem, tem normas de soft-law (normas não-vinculantes sobre contratos internacionais; a América Latina sempre foi pioneira em adotar tratados internacionais e o fez desde o século XIX (como o Tratado de Lima);
- as conferências interamericanas especializadas em convenções interamericanas: o Brasil é signatário de mais de 20 convenções (obrigações de alimentos etc, etc); 
- um tratado é um pacote que o Estado aceita ou recusa, algumas vezes o tratado permite que o Estado oponha reservas, mas essas reservas tem que estar dispostas no próprio tratado, não podendo ele mesmo opor reservas; 
- qto ao número de partes: o tratado pode ser bilateral ou multilateral; bilateral \u2192 entre dois estados ou entre um estado e organização (tratado de sede da ONU com os EUA \u2192 instalação de uma das