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Direito Internacional Privado - Resumo

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de Bopal na Índia, matando e ferindo milhares → o caso foi parar nos EUA porque a empresa onde vazou o gás é americana e nos casos de torts (responsabilidade civil) da justiça americana serem rigorosos nos casos de danos extra-patrimoniais (concedem danos materiais e danos punitivos) → o processo civil que leva à fixação de indenização é feito por júri e no plano do direito material a doutrina e precedentes admite a fixação de danos materiais e danos punitivos para que esse tipo de conduta não seja repita para quem atua no mesmo seguimento; por isso uma parte das vítimas decidiu litigar nos EUA pleiteando perdas e danos pelo acidente; a empresa disse que seria o foro seria indiano, e a suprema corte disse que não seria lícito estrangeiros valerem-se do foro americano para buscarem indenizações maiores → a diferença de resultado entre o que obtiveram na Índia fez com que a jurisprudência americana se tornasse ainda mais restritiva com o fórum non conveniens;
- recentemente tentou-se com o acidente da Gol com o Legacy, quanto com o acidente da Tam – várias famílias ajuizaram a ação nos EUA (partes feitas nos EUA que teriam dado defeito) – a maioria das vítimas era brasileira e 1 americana; os réus demonstraram à corte que existia um foro alternativo ao norte-americana, que eles aceitariam litigar na justiça americana, que a Tam deveria ser acionada no Brasil, questão de produção de provas, localização de testemunhas, existência ou não existência de interesse público e os autores poderiam iniciar a ação no Brasil sem inconveniente → as cortes decidiram o foro brasileiro seria o adequado; 
- moral: não basta uma mera conexão com a causa; 
- o único instrumento de largo alcance em matéria de competência em casos contratuais e não contratuais é o Regulamento 44/01 (Bruxelas 1) → distribuía competência entre os países da Comunidade Econômica Europeia: dispõe sobre a competência dos tribunais europeus e sobre, admite a cláusula de eleição de foro; esse regulamento só se aplica nas relações intra-comunitárias → nas relações extra-comuntárias cada país tem suas regras; 
- os nossos casos de jurisdição exclusiva brasileira estão no art. co art. 89 do CPC;
- controla-se impedindo que uma sentença proferida no estrangeiro possa surtir efeitos aqui no Brasil; 
- competência concorrente: art. 88 CPC;
- em matéria de divórcio se realizou-se um divórcio com partilha de bens por acordo, não vale o óbice do art. 89, II porque o resultdo seria o mesmo → STF; na partilha de bens em divórcio não configura violação; 
19/09/11
- Revisão das aulas:
- competência envolve os arts. 88, 89 do CPC; 
- Didier: o correto seria jurisdição internacional, e não competência;
- competência está ligada ao processo civil, internacional, porque há um elemento estrangeiro; 
- o art. 88 disciplina a competência da autoridade brasileira, sem excluir outras, o que se vê através de pedido de homologação de sentença estrangeira, podendo ser título judicial ou arbitral; em se tratando de competência concorrente aquele título poderá ser homologado; as partes podem estipular de forma prévia a eleição de foro; 
- Art. 88:
- I se o réu tiver domicílio no Brasil, é competente a justiça brasileira;
- II satisfação da obrigação no Brasil;
- III se originar de fato ocorrido ou ato praticado no Brasil;
- em hipótese de competência concorrente é possível as partes elegerem foro estrangeiro (se domiciliadas no exterior?);
- foro nos conveniens: caso da Gol (Legacy) e da Tam → ajuizada nos EUA, os juízes americanos declararam o foro non convenien (o Brasil seria competente para julgar a causa);
- art. 90 do CPC: não há litispendência internacional; 
Casos da prova:
- Resp 804836 → trata de competência internacional; contrato internacional de representação; uma das partes domiciliada no exterior; cláusula de eleição de foro no Reino Unido; o STJ afirmou que por conta do art. 82, II (a obrigação tinha que ser cumprida no Brasil), a competência é da justiça brasileira; as partes não podem afastar a competência → não importa se no exterior se admite a cláusula de foro;
2º Caso – TJRS:
- contrato internacional com eleição de foro; a justiça brasileira se declarou incompetente; as partes eram paritárias, e haviam elegido o foro uruguaio/paraguaio, então o foro deveria ser respeitado;
- o anteprojeto de CPC previa a cláusula de eleição de foro, oponível na contextação;
- 3º Caso:
- 535: 88, II trata de uma partilha de bens, se referindo a uma partilha causa mortis e não inter vivos;
- 4º Caso:
Resp: 489: contrato de arrendamento de helicóptero: ao vir para o Brasil o helicóptero caiu nas Bahamas; a empresa de seguro entrou contra a empresa americana aqui no Brasil; a empresa americana queria a incompetência da justiça brasileira, mas o STJ declarou a competência da justiça brasileira;
251438:
- competência internacional e cláusula de eleição de foro: navio petroleiro convertido em unidade flutuante; a licitação foi vencido pelo estaleiro Verolme; foram emitidos performance bonds por empresa americana (modalidade de seguro para garantir término de uma obra); a Braspetro entrou contra a empresa garantidora, que disse que a corte competente seria a justiça americana, e a justiça brasileira disse a justiça brasileira seria competente, porque a obrigação principal (transformação) seria cumprida no Brasil (os performance bonds seriam obrigação acessória); 
- empresa World Wide Park Ink contra a CET-Rio e o Município; houve licitação, a empresa estrangeira propôs a ação contra a CET-Rio e outros; citados no Brasil a CET-Rio não responderam a ação no estrangeiro, tendo sido condenas em 2 milhões, o título executivo quando chegou no STJ e a CET-Rio e o Município alegaram eleição de foro da sede da administração público, tendo sido negado o exequatur à sentença estrangeira → a única justiça competente era a brasileira, em razão do art. 55, II da lei 8666/93;
- Imunidade de jurisdição:
- havendo jurisdição nacional ela pode estar ligada à imunidade de jurisdição estrangeira: mesmo que a ação deva seja ser julgada pela justiça brasileira, a ação pode ir para o estrangeiro por conta da imunidade de jurisdição do estado estrangeiro, e essa imunidade de jurisdição é extensiva aos agentes diplomáticos (Convenções de Viena) → princípio Par in Parem Non Habit Iudicium e da soberania estatal → entre iguais não há jurisdição = se o Estado brasileiro está em paridade com outro estado, não teria competência para falar que outro estado estaria errado; 
- isso não significa falta de responsabilidade, quer dizer apenas que o Estado estrangeiro não pode ser demandado fora do seu território → exceção ao princípio da sujeição à jurisdição;
- atos de império e atos de gestão; com relação aos atos de império manteve-se a imunidade de jurisdição, que não haveria em atos de gestão → mas na AC 9696 em 1989 começou-se a fazer distinção;
- atos de império são atos do estado estrangeiro praticados e relacionados com a sua soberania: exemplo, concessão de visto e convocação de eleitorado → nesses casos há imunidade de jurisdição; 
- atos de gestão são atos do estado estrangeiro praticados na condição de pessoa privada; exemplo, contratação de funcionários no Brasil; há na relação questão de direito privado;
- a teorida da imunidade hoje não é mais absoluta, mas relativa; 
- havendo título executivo, e o estado renunciado à sua prerrogativa, pode o exequente executar atos expropriatórios contra bens do estado estrangeiro, seja com base em convenções e jurisprudência: na imunidade de execução somente há duas exceções: 1. Renúncia do próprio estado estrangeiro, 2. Que sejam encontrados bens estranhos àquela legação diplomática (por exemplo, bens de veraneio); 
- competência do STF: art. 102, I, e da CF:
- competência originária: estado estrangeiro/organismo internacional x União, Estado e DF → ACO 575;
- competência da Justiça Federal: art. 109, II
- Estado estrangeiro/organismo internacional x município/pessoa física ou jurídica domiciliada no Brasil; em grau de recurso