Redes e Sistemas de Telecomunicações
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que devem ser cuidadosa-
mente tratadas. Essa é a função do OXC, como mostrado na Figura 3.5.
Figura 3.5
Rede Inteligente
Definição
Uma Rede Inteligente (Intelligent Network (IN)) é uma rede de telecomuni-
cações independente nos aspectos de serviços, isto é, a inteligência é le-
vada para fora da central de comutação (switch) e alocada em nós exter-
from port A to port D from port A to port C
Wavelenght (nm)Wavelenght (nm)
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nos de processamento (computadores), distribuídos pela rede. Isso forne-
ce ao provedor da rede meios para desenvolver e controlar os serviços de
forma mais eficiente. Além do mais, novas funcionalidades podem ser ra-
pidamente introduzidas dentro da rede que, por sua vez, permite que os
novos serviços oriundos dessas funcionalidades sejam facilmente customi-
zados de acordo com as necessidades dos clientes.
Introdução do IN
Pelos anos 80, as companhias telefônicas norte-americanas começaram a
solicitar aos fabricantes que buscassem os seguintes objetivos:
! Um rápido desenvolvimento de serviços na rede.
! Interfaces padrões e independente de fabricantes.
! Oportunidade para que empresas que não fossem companhias tele-
fônicas pudessem oferecer serviços visando aumentar o uso da rede.
Os fabricantes responderam a essa solicitação e conceberam o conceito
de Rede Inteligente (IN), mostrado na Figura 3.6:
Use of SCP for centralized services:
\u2013 Calling card services
\u2013 800 service
New service \u2013 specific \u201chooks\u201d
in switch software
Service \u2013 specific
management systems
Service Management
System (SMS)Switching
System
SCP
STP
Figura 3.6
A introdução do IN/1 marcou o início de que a lógica de serviço fosse reali-
zada externamente aos sistemas de comutação e fosse localizada em
bancos de dados chamados de service control points (SCPs). Dois servi-
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ços deram o início à lógica de serviço IN/1: serviço 0800 e o serviço de
chamadas à cartão (ou Alternate Billing Service [ABS]). Por causa da natu-
reza tecnológica específica do serviço, esses serviços requeriam dois
SCPs separados. Para ocorrer comunicação com a lógica associada ao
serviço, softwares foram desenvolvidos nos sistemas de comutação que
possibilitavam o reconhecimento de quando era necessário ocorrer comu-
nicação com um SCP, via rede. Com a introdução do conceito SCP, novas
operações e sistemas de gerenciamento se fizeram necessários a fim de
suportar desde a criação, passando por teste e chegando a provisiona-
mento de serviços. Na Figura 3.6, note-se o termo sistemas de gerencia-
mento específico de serviços ("service-specific management systems")
abaixo do bloco intitulado sistema de gerenciamento de serviços ("service
management system"), significando que hooks (ganchos) ou triggers serão
específicos para o serviço associado. Por exemplo, um serviço 0800 tem
um trigger do tipo 0800 no sistema de comutação, um banco de dados
para o serviço 0800 no SCP, e um sistema de gerenciamento para supor-
tar o SCP do serviço 0800. Nesse ambiente tão específico para o serviço,
as funcionalidades desenvolvidas para o serviço 0800, não podem ser
usadas para outros serviços, pois são específicas.
Generic SCP Platform
\u2013 Service independent capabilities
\u2013 Application software
Generic call processing
\u2013 Service independent capabilities
\u2013 Triggers
Service \u2013 independent
management systems
Service Management
System (SMS)Switching
System
SCP
STP
Figura 3.7
À primeira vista, a Figura 3.7 parece similar à anterior. Entretanto, existe
uma fundamental diferença. Perceba-se a frase sistemas de gerencia-
mento independente dos serviços ("service-independent management
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systems") em determinado box. Agora, seguindo o exemplo específico do
serviço IN/1 0800, o software independente do serviço tem a capacidade
de trigger de quatro dígitos que pode ser usada para prover um range de
serviços específicos de quatro dígitos (0800, 0900, XXXX, etc.). Da mesma
forma, a lógica de serviço SCP e o sistema de gerenciamento do serviço
são sistemas independentes do serviço, não específicos do serviço. AIN
(Advanced Intelligent Networks) é uma funcionalidade de rede indepen-
dente do serviço.
Benefícios das Redes Inteligentes
O principal benefício das IN é a habilidade de melhorar os serviços exis-
tentes e desenvolver novas fontes de receita. Para atingir esses objetivos,
os provedores necessitam ter a habilidade de executar o seguinte:
Introduzir novos serviços de forma rápida:
IN fornece a capacidade de disponibilizar novos serviços ou mesmo modi-
ficar serviços existentes com intervenção física.
Poder customizar o serviço:
É requerida a possibilidade de mudar a lógica de serviço de forma rápida e
eficiente. Os clientes também reivindicam poder controlar seus próprios ser-
viços a fim de atender a necessidades individuais específicas.
Estabelecer independência de fabricante:
Um importante critério é que o software possa ser desenvolvido de forma
rápida e não onerosa. Para que isso seja atendido, os fabricantes devem
integrar softwares disponíveis no mercado a fim de criar as aplicações soli-
citadas.
Criar interfaces abertas:
Interfaces abertas possibilitam a introdução de elementos de rede de forma
rápida a atender serviços individualizados. O software deve interfacear
com produtos de outros fabricantes, ao mesmo tempo que mantém de for-
ma coesa os padrões de operação da rede.
A tecnologia AIN usa a base dos sistemas de comutação CPA (stored pro-
gram-controlled) e a rede SS7. A tecnologia AIN também possibilita a se-
paração de funções e dados específicos do serviço de outros recursos da
rede. Essa característica reduz a dependência nos fabricantes dos siste-
mas de comutação para desenvolvimento do software, oferecendo maior
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liberdade para criar e customizar os serviços. O SCP contém funcionalida-
des programáveis independentes do serviço, que são controlados pelos
provedores de serviço. O SCP também contém dados específicos dos ser-
viços que possibilitam que os provedores e seus clientes customizem o
serviço. Pelo fato da lógica de serviço ficar no controle dos provedores,
torna-se fácil criar serviços de modo controlado no tocante a custos.
Padrões aceitos e abertos, interfaces bem documentadas fornecem um
meio padronizado de comunicação entre os sistemas de comutação e
SCPs, especialmente em um ambiente multivendor.
Portabilidade do Número Telefônico (Local Number
Portability (LNP))
O LNP faz com que os usuários do sistema telefônico possam manter o
seu número telefônico independente de onde estiverem e de que central
telefônica fizerem parte e com a qualidade do serviço assegurada. AIN é a
tecnologia lógica que ajuda os usuários a serem servidos pela LNP. Três
tipos básicos de LNP foram discutidos no meio industrial:
Portabilidade do provedor de serviço:
Possibilita que os usuários mudem de provedores sem mudar o número
telefônico.
Portabilidade do serviço:
Possibilita que os usuários mudem de um tipo de serviço para outro (ex:
serviço analógico para ISDN) sem mudar o número telefônico.
Portabilidade geográfica:
Possibilita que os usuários movam de uma área física para outra sem mu-
dar o número telefônico.
O número telefônico no ambiente de hoje (pré-LNP) é alocado aos prove-
dores de serviço, tomando como exemplo o modelo dos Estados Unidos,
em uma base NPA\u2013NXX, que é definida como um plano de numeração de
área (NPA) e o código da central telefônica (NXX) de um número telefônico
do usuário final (ex: 561-955-1212, onde 561 é o NPA e 955 é o NXX).
Cada NPA\u2013NXX contém um total de 10.000 números telefônicos diferen-
tes. Pelo fato de um NPA\u2013NXX estar servindo somente a uma central te-
lefônica única nas redes de hoje em dia, o número identifica a pessoa
como também a central ou sistema de comutação