Redes e Sistemas de Telecomunicações
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Redes e Sistemas de Telecomunicações


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cliente.
! Work-at-home billing:
A pessoa que está trabalhando em casa disca um código de 4 dígitos
que direciona ao sistema que monitore e grave as informações de bi-
lling para as chamadas que serão direcionadas para cobrança na em-
presa onde a pessoa trabalha.
! Restrição de chamadas de entrada:
Possibilita que o usuário restrinja certas chamadas, podendo ser por
área, chegando até números individuais. As restrições podem ocorrer
com base em hora do dia e dia da semana.
! Restrição de chamadas de saída:
Permite que o usuário restrinja certas chamadas de serem completadas
da localidade do usuário. A flexibilidade possível é similar à anterior.
! Hot line flexível:
Permite que o usuário levante o fone do gancho e automaticamente
seja conectado a um ponto sem nenhuma discagem.
Rede "Next Generation"
Definição
A rede next-generation une a Rede Pública Comutada de Telefonia (Public
Switched Telephone Network (PSTN)) e a Rede Pública Comutada de Da-
dos (Public Switched Data Network (PSDN)), criando uma única rede mul-
tisserviços.
Limitações de Arquitetura
Antes de mais nada, cabe esclarecer um conceito hierárquico que é válido
no tratamento com centrais telefônicas, de uma forma em geral. A figura
3.24 representa a hierarquia existente no cenário de telefonia:
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Figura 3.24
A infra-estrutura atual, referente às centrais classe 5, vem impactando com
dificuldades os provedores de serviço em fornecer e desenvolver novos
serviços a fim de ganhar vantagens competitivas. Essas arquiteturas fazem
com que os operadores de rede dependam inteiramente dos fornecedores
quando é o caso de desenvolver novos softwares ou mesmo fazer novos
upgrades, além do fato de levar um bom tempo na solução e com custos
proibitivos. Isso dificulta a possibilidade dos provedores poderem se dife-
renciar através dos próprios meios por intermédio da oferta de novos servi-
ços.
Transformação na Rede
A rede de hoje é composta de dois elementos: PSTN e PSDN. A PSTN
consiste de centrais classe 5 (grandes, centralizadas e proprietárias) com
módulos remotos (Remote Switching Modules (RSMs)) e Digital Loop Car-
riers (DLCs). Essa arquitetura, que representa altos investimentos na for-
mação de redes de telecomunicações, mudou muito pouco ao longo dos
tempos.
Em contraste, a PSDN (substancialmente pequena em relação a PSTN),
que consiste de pontos de presença de rede (PoPs) e dispositivos remotos
de acesso, está crescendo a passos largos, norteada principalmente pelo
advento da Internet, Intranet, VPNs e acessos remotos. Entretanto a PSTN
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continua a ser o principal meio de se acessar os serviços de dados. Muitos
especialistas alegam que a voz sobre pacotes irá substituir a voz sobre
comutação de circuitos em questão de poucos anos. Apesar disso, entre-
tanto, voz sobre IP tem ainda que se estabelecer com uma certa signifi-
cância. Além disso, se a voz sobre rede de pacotes irá desbancar a voz
sobre rede de circuitos, ainda se levará no mínimo uma década, com base
em diversas análises de tendências. O certo é que alguma forma de con-
vergência entre o PSTN e o PSDN é inevitável. O problema é que ninguém
sabe ao certo como e quando essa convergência ocorrerá. Todavia, dois
pontos se fazem claros:
! Com a infra-estrutura dos atuais centros telefônicos que representam
bilhões investidos, não é provável que os operadores optem em curto
prazo por uma substituição tão ampla.
! Ao mesmo tempo que tecnologias orientadas para comutação de pa-
cotes (IP, ATM) dominarão nas aplicações de transporte e estarão bem
adequadas no tocante às centrais de interconexão classe 4, as centrais
classe 5, todavia, serão requisitadas na rede por algum tempo, o que
levará a que se tornem mais distribuídas, mais integradas, com melho-
ria nas ofertas de serviços.
Em outras palavras, comutação de circuitos e comutação de pacotes coe-
xistirão ainda por um bom tempo, com IP, ATM e TDM (comutação) cum-
prindo seus papéis complementares.
Nova Arquitetura
Nesse terreno, uma nova arquitetura de rede, que mistura PSTN e PSDN,
está emergindo.
Este salto é similar à mudança ocorrida no processamento de informações
corporativas durante a última década. Uma combinação de fatores econô-
micos e tecnologia emergente contribuíram para alterar a arquitetura da
rede de dados completamente.
Ao invés de grandes redes, centralizadas e com dispendiosos Mainframes
e terminais "burros", as redes de hoje são distribuídas e de baixo custo
com PCs na condição de terminais inteligentes e tudo isso interligado.
Essa transformação permitiu que as aplicações fossem colocadas mais
perto do usuário final, reduzindo custos de forma geral, enquanto melhorou
de forma substancial a flexibilidade e a funcionalidade do sistema.
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Em outras palavras, esta nova geração de plataformas de comutação,
abertas e de baixo custo, tem potencial de transformar o mercado de serviço
de telecomunicações do mesmo modo que o PC mudou o cenário de com-
putação corporativa. Grandes, centralizadas e proprietárias, as centrais te-
lefônicas classe 5 ainda cumprirão um significante papel na rede, mais que
as plataformas com acessos classe 5 e distribuídas, abertas e programáveis,
cumprirão um papel dominante na alteração do cenário da rede.
O Link Perdido
O instrumental para o sucesso dessa transformação é a nova arquitetura
intitulada como new next-generation, construída para fornecer o link perdi-
do entre o PSTN e o PSDN (figura 3.25).
Figura 3.25
Essa arquitetura representa uma completa e nova abordagem de entrega
de serviços e que é projetada para executar os seguintes serviços:
! Entregar funcionalidade robusta de comutação a um custo de mag-
nitude inferior ao sistema de comutação atual das centrais telefôni-
cas classe 5.
! Distribuir a funcionalidade de comutação para o extremo da rede,
protegendo os investimentos existentes face ao suporte de todos os
padrões analógicos e digitais, mídia e elementos de serviço exis-
tentes.
! Reduzir o número de elementos de rede pela combinação de telefonia,
aplicação e funções de entrega dos serviços.
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! Habilitar a criação de novos serviços por meio de flexibilidade e de faci-
lidade de programação através de APIs abertas.
! Fornecer um alto grau de escalabilidade, possibilitando aos operadores
de rede expandir sua base de usuários de forma rápida e a custos
compatíveis.
! Promover extensabilidade através do projeto de uma arquitetura aberta
e assim obter vantagens de futuros avanços tecnológicos.
! Redefinir os projetos das classes de carriers, considerando máxima
tolerância a falhas e downtime (tempo fora-do-ar) igual a zero.
! Reduzir custos operacionais pelo emprego de manutenção remota
avançada e de funcionalidades de diagnósticos.
! Incrementar receitas pelo encurtamento do período de comercialização.
O Comutador Next-Generation
Os comutadores Next-generation são as mais flexíveis plataformas dispo-
níveis. Combinando extrema escalabilidade, ambiente de criação de servi-
ços (Service Creation Environment (SCE)), gerenciamento remoto, dia-
gnósticos e alta disponibilidade, esses comutadores fornecem um caminho
de migração da atual arquitetura para essa nova, muito mais eficiente.
Extrema Escalabilidade
Essa nova arquitetura é construída de tal forma que permita crescer quan-
do necessário, fazendo com que as carriers façam melhor uso do seu ca-
pital, comprando somente o que a rede requer. Quando ocorrer necessida-
des de crescimento, novos cartões poderão ser adquiridos e inseridos no
equipamento existente (vide figura 3.26).
Figura 3.26
Next-generation switches
hardware & software scales to meet
the demands of any network deployment. Network Level
System Level
Card Level SNMP
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Ambiente de Criação