Redes e Sistemas de Telecomunicações
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(fixed stuffing) que não levam nenhuma informação, mas são requeri-
dos para preencher determinado frame.
A figura 3.37 mostra a estrutura de multiplexação definida pela ITU-T. As
notações usadas são explanadas na tabela logo a seguir. No mais baixo
nível, os Containers (C) são colocados dentro dos VCs. O propósito é criar
um payload uniforme no VC, fazendo uso de enchimento de bits para levar
todas as entradas para uma taxa de bits pronta a receber a multiplexação
síncrona. Vários Containers (de VC-11 em 1,728 Mbps a VC-4 em 150,336
Mbps) são cobertos pela hierarquia SDH. Em seguida, os VCs são alinha-
dos em unidades tributárias (Tu), onde as operações de processamento de
ponteiros são implementadas. Essas funções iniciais permitem que o
payload seja multiplexado nos grupos de unidades tributárias (TUG). Na fi-
gura 3.37, o multiplicador xN indica um inteiro que é usado para multiplexar
os TUs em TUGs. O próximo passo é a multiplexação das TUGs nas VCs
de alto nível. Dessa forma TUG-2 e TUG-3 são multiplexadas dentro do
VC-3 (mapeamento ANSI) e VC-4. Esses VCs são multiplexados com o
enchimento de bytes para formar as unidades administrativas (AU) que
finalmente são multiplexadas no grupo de unidades administrativas (AUG).
Esse payload é então multiplexado no STM.
Figura 3.37
TERMO CONTEÚDO USUÁRIO
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C-N N=1 a 4 Payload no nível mais baixo de multi-
plexação
VC-N N=1,2 (Baixa Ordem) Único C-n mais VC POH
VC-N N=3,4 (Alta Ordem) C-N,TUG-2s, ou TUG-3s,mais POH
para nível específico
TU-N N=1 a 3 VC-N mais ponteiro de unidade tributá-
ria
TUG-2 1,3 ou 4 (TU-N) Multiplex de vários TU-Ns
TUG-3 TU-3 ou 7 TUG-2s TU-3 ou multiplex de 7 TUG-2s
AU-N N=3,4 VC-N mais ponteiro AU
AUG 1,3 (AU-n) Ou 1 AU-4 ou multiplex de 3 AU-3s
STM-N N=1,4,16,64 AUGs N Sinais STM-1 multiplexados e sincro-
nizados
POH \u2013 Path Overhead
C \u2013 Container
TU \u2013 Unidade Tributária
AU \u2013 Unidade Administrativa
VC \u2013 Container Virtual
TUG \u2013 Grupo de Unidades Tributárias
STM \u2013 Módulo Síncrono de Transporte
Elementos da Rede SDH
Multiplex Terminal (PTE):
Esse elemento age como um concentrador de E1's como também de ou-
tros tributários. A mais simples aplicação envolveria 2 PTE's linkados por
fibra óptica com ou sem o regenerador no link. Essa implementação repre-
senta o mais simples link SDH. Na figura 3.38, uma representação de um
PTE a título de exemplo:
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Figura 3.38
Regenerador:
Esse elemento é necessário quando, devido a longa distância entre o
PTEs, o nível de sinal se torna muito baixo. O regenerador recupera o
timing (clock) do sinal recebido e repõe os bytes do overhead da seção do
Regenerador antes de retransmitir o sinal. Os overheads de Multiplex, de
Path e de Payload não são alterados. A seguir, uma figura representativa:
Figura 3.39
Add/Drop Multiplexer (ADM):
Uma das maiores vantagens do SDH é o de permitir que se adicione tri-
butários (Add) ou se retire tributários (Drop) diretamente dos agregados
binários de alta ordem. Embora os elementos de rede sejam compatíveis
no nível STM-n, podem diferir em algumas características de fabricante
para fabricante. O SDH não restringe que determinado fabricante possa
fabricar somente um tipo de produto e nem requer que o mesmo tenha que
fabricar toda a gama de produtos. Por exemplo, determinado fabricante
pode querer produzir o ADM somente com interfaces E1. Já um outro pode
querer produzir o mesmo elemento de rede com interfaces E1 e E4. A se-
guir, um exemplo de ADM:
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Figura 3.40
Wideband Digital Cross-Connect:
Um Cross-Connect SDH aceita várias taxas de transmissão, acessa os
sinais STM-1 e conecta os payloads (carga útil), por exemplo ao nível TU-
12. Uma das maiores diferenças entre o cross-connect e o ADM é que o
cross-connect pode ser usado para interconectar um grande número de
STM-1's. O cross-connect pode ser usado para fazer os arranjos
(grooming) dos STM-1's ou para gerenciamento de tráfego broadband. Por
exemplo, pode ser usado para separar a banda larga e a banda estreita do
tráfego e enviar separadamente para a comutação da largura de banda
respectiva (larga com larga e estreita com estreita). Este tipo de cross-
connect é similar ao de broadband exceto pelo fato da comutação ser feita
no nível TU-12.
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Figura 3.41
Broadband Digital Cross-Connect:
Esse tipo de cross-connect interfaceia sinais SDH e tributários de alta taxa.
Acessa sinais STM-1's e comuta tipicamente no nível de AU-4.
Figura 3.42
Multiplexador Flexível:
O multiplexador flexível deve ser considerado como um concentrador de
serviços de baixa velocidade antes de serem entregues a uma central local
para distribuição. Se essa concentração não for feita, o número de usuári-
os (ou linhas) que uma central (exchange) poderia servir seria limitado pelo
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número de linhas servidas pela central. Esse elemento é um sistema de
multiplexadores e comutadores projetados para executar alguma concen-
tração de tráfego e alguma comutação em locais remotos.
Figura 3.43
Configurações de Rede
Ponto-a-Ponto
É a configuração mais simples e envolve 2 PTE's linkados por fibra, po-
dendo ter ou não regeneradores no link.
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Figura 3.44
Ponto-Multiponto
Uma arquitetura Ponto-Multiponto, também chamada de Add/Drop linear
inclui circuitos ADM ao longo do link.
Figura 3.45
Malha
Esta arquitetura acomoda crescimentos inesperados e se adapta mais fa-
cilmente do que as redes ponto-a-ponto. Uma função cross-connect (DCS)
concentra o tráfego em site central.
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Figura 3.46
Anel
Os elementos de construção são os ADM's que são colocados dentro do
anel, quer seja para tráfego bidirecional ou unidirecional. A principal vanta-
gem desta configuração é a confiabilidade aumentada. Se a fibra for corta-
da no caminho, os multiplexadores têm inteligência suficiente para enviar
os serviços afetados via caminho alternativo.
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Figura 3.47
Benefícios do SDH
MUX/DEMUX:
Como conseqüência do uso da transmissão SDH, os canais mais bai-
xos são diretamente acessíveis sem a necessidade de desmultiplexa-
ção intermediária.
Ponteiros:
Para aquelas situações onde a freqüência bem como a fase de sincro-
nismo possam variar, o SDH faz uso de ponteiros que permitem que o
stream possa flutuar dentro do payload. Os ponteiros são a chave para
a questão do "timing" de sincronismo, pois eles permitem uma flexibili-
dade no tocante à alocação e alinhamento dentro do frame de trans-
missão.
Multiplexação Back-to-Back reduzida:
Com uso do SDH os E1's podem ser multiplexados diretamente nas
taxas de STM-n.
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Interconexão Óptica:
Um dos maiores benefícios do SDH é que permite ir ao encontro de
compatibilidade "multi-vendor". Os padrões do SDH contêm definições
para interfaces fibra-a-fibra no nível físico. O SDH permite intercone-
xão óptica entre redes indiferente de quem fez o equipamento.
Configurações Ponto-Multiponto:
Diferentemente da maioria de aplicações assíncronas que são econo-
micamente viáveis em conexão ponto-a-ponto, o SDH pode prover co-
nexões multiponto ou ainda a mais usada que é cross-connect.
Grooming:
Grooming se refere à consolidação ou separação do tráfego com o
objetivo de tornar mais eficiente o uso das facilidades da rede. A con-
solidação significa combinar tráfego de diferentes locações dentro de
uma facilidade, enquanto que segregação significa o oposto que é se-
paração do tráfego.
Melhoria de OAM&P:
SDH permite uma gerência integrada de OAM&P (Operação, Adminis-
tração, Manutenção e Provisionamento).
Melhoria no monitoramento da Performance:
Uma valiosa informação é fornecida