Redes e Sistemas de Telecomunicações
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tronco), etc. Este software suporta E&M tipo I, II, III, IV, and V; loop
ou ground start Foreign Exchange Station (FXS); foreign exchange office
(FXO); e RDSI (Integrated Services Digital Network (ISDN)), tanto na in-
terface básica (Basic Rate Interface (BRI)) como na interface primária
(Primary Rate Interface (PRI)).
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Módulo de Protocolo (Packet Protocol Module):
Este módulo processa informação de sinalização fazendo a conversão de
protocolos de sinalização telefônica para protocolo específico de pacote
usado para estabelecer conexões sobre a rede de pacotes (ex: Q.933 e
sinalização de voz sobre frame relay). Também adiciona cabeçalhos ao
protocolo nos pacotes de voz e sinalização antes da transmissão sobre a
rede de pacotes.
Módulo de Gerenciamento da Rede (Network-Management Module):
Este módulo fornece a interface de gerenciamento que configura e mantém
os outros módulos do sistema de VoIP. Toda a informação de gerencia-
mento é definida segundo a sintaxe do protocolo SNMP V1 e uma base
proprietária de MIB que é suportada até que padrões adequados sejam
definidos nos fóruns apropriados.
O software é particionado a fim de fornecer uma interface muito bem defi-
nida para o software DSP que seja operacional com múltiplos protocolos e
aplicações. O DSP processa dados relativos com voz passando-os na for-
ma de pacotes para o microprocessador, com cabeçalhos em uma forma
ainda genérica.
O microprocessador é responsável por mover os pacotes de voz e adaptar
os cabeçalhos na forma genérica para o protocolo específico que é cha-
mado dependendo da aplicação (Real-Time Protocol (RTP)), voz sobre
frame relay (VoFR), e voz sobre ATM (VToA)). O microprocessador tam-
bém processa informação de sinalização e converte os protocolos de sina-
lização telefônica suportados para o protocolo de sinalização da rede de
pacotes (ex.: H.323 IP, frame relay, ou sinalização ATM).
Um Exemplo de Telefonia sobre Intranet
Embora o progresso seja rápido, a telefonia sobre a Internet ainda esbarra
em alguns problemas causados primariamente pelas limitações da largura
de banda e da tecnologia atual de compressão de voz. Como resultado, as
companhias, que buscam reduzir suas contas telefônicas, ainda confinam
suas aplicações de VoIP em suas redes Intranet, pois possuem bandas
mais generosas.
Dessa forma, a telefonia sobre a Internet pode ser implementada nas In-
tranets fazendo uso dos servidores de gateway alocados nas LANs.
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Por exemplo, suponha um usuário A que esteja no Rio de Janeiro e que
queira fazer uma chamada para um usuário B, no escritório de Londres.
Ele retira o fone do gancho e disca um número para se conectar a um ser-
vidor de gateway que está equipado com cartão telefônico e software de
conversão e compressão. O servidor configura o PBX para digitalizar a
chamada. O usuário A então disca o número do escritório de Londres e o
servidor de gateway transmite a chamada (digitalizada e empacotada em
IP) sobre IP baseado em WAN para o gateway de Londres, que converte o
sinal digital para o formato analógico e entrega para a parte chamada.
De uma forma geral, a figura 4.6 retrata todo o cenário de telefonia por IP:
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Figura 4.6
Telefone IP
A figura 4.7 mostra um diagrama em bloco em que se retrata o projeto de
referência de um telefone IP que consiste basicamente dos seguintes
componentes: Interface de Usuário (User Interface), Interface de Voz (Voi-
ce Interface), Interface de Rede (Network Interface), e Central de Proces-
samento (Processor Core) e lógica associada. A Interface de Usuário for-
nece as funções tradicionais de interface com o usuário. No mínimo isso
consiste de teclado (keypad) com os dígitos de discagem (0-9, *, #) e um
indicador audível de chamada de entrada. Os telefones mais sofisticados
possuem recursos adicionais como mute, redial, hold, transferência, confe-
rência, etc. Para chamadas de entrada podem ser disponibilizados displays
para mostrar, número discado, identificação do chamador, etc. Em certos
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modelos, o telefone pode ser equipado com interface serial para possibili-
tar comunicação para dispositivos como o PDA (Personal Digital Assistant
como um Palm Pilot). A interface de voz faz a conversão da voz analógica
em amostras digitais. Os sinais de conversação oriundos do microfone são
amostrados a uma taxa de 8 KHz para criar um stream de dados digitaliza-
do a 64kbps para o processador via codificador PCM. Similarmente, o pro-
cessador passa um stream de dados de 64kbps em retorno para a pessoa
que está falando (retorno da voz) pelo codificador PCM convertendo as
amostras digitais em sinal de voz. A interface de rede fornece transmissão
e recepção de pacotes de voz de e para o telefone.
Figura 4.7
Para LANs corporativas é mais freqüente o uso de 10BaseT ou 100BaseT
Ethernet rodando protocolos TCP/IP. O telefone IP pode oferecer um se-
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gundo conector RJ-45 Ethernet a fim de permitir que um PC possa se plu-
gar e se conectar na rede. O processador central executa funções de pro-
cessamento de voz, processamento da chamada, processamento de pro-
tocolos e gerenciamento de rede do telefone. Conforme mostrado na figura
4.8, o processador central consiste de Digital Signal Processor (DSP) para
funções relacionadas com voz e Micro Controller Unit (MCU) para as fun-
ções remanescentes.
Smart Card
Definição
O smart card é uma das últimas inovações no mundo da tecnologia da
informação. No tamanho de um cartão de crédito, foi incorporado um chip
que possibilita a armazenagem de dados, efetuar comunicação, via reader
(leitora), com uma workstation ou rede. O chip também contém caracterís-
ticas avançadas de segurança que protegem os dados do cartão.
Figura 4.8
Os smart cards vêm em duas variedades: microprocessador e memória.
Os cartões à memória, que simplesmente armazenam dados, podem ser
vistos como pequenos floppy disks com segurança opcional e dependem
da segurança de um card reader para o processamento. Um cartão à mi-
croprocessador pode adicionar, deletar e manipular informação na própria
memória do cartão. É como se fosse um computador em miniatura com
porta de entrada e de saída, sistema operacional, hard disk e com caracte-
rísticas intrínsecas de segurança.
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Os smart cards possuem dois diferentes tipos de interfaces: os smart cards
de contato que devem ser inseridos dentro de uma smartcard reader. A
reader faz contato com conectores elétricos dos cartões o que possibilita a
transferência dos dados do chip para a reader e vice-versa. Os smart cards
sem contato, que são passados perto de uma reader com uma antena para
efeturar a transação, possuem um microchip e antena embutidos, o que
possibilita a comunicação sem contato físico. Os cartões sem contato são
a solução ideal quando as transações devem ser processadas rapida-
mente, como, por exemplo, coleta de pedágio.
Uma terceira categoria está agora emergindo com interface dual, ou seja,
pode ser usado com contato e sem contato, com alto grau de segurança.
Duas características tornam o smart card bastante adequado para aplica-
ções onde a alta segurança dos dados é requisito fundamental. Primeiro,
pelo fato do smart card conter os dados e o meio de processá-los e tam-
bém que a informação pode ser processada de e para a rede sem neces-
sariamente divulgar os dados do cartão. Segundo, pelo fato do smart card
ser portável e dessa forma os usuários podem transportar os dados com
eles sem a necessidade de confiná-los (os dados) na rede ou em algum
servidor onde a informações podem ser acessadas por pessoas não auto-
rizadas. A figura 4.9 mostra na relação Informação versus Portabilidade
que o smart card encerra em si alta portabilidade juntamente com informa-
ção