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Direito tributário Resumo G1 e G2

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como imposto extraordinário para suprir o esforço de guerra; no Brasil chegou em 1922 pela lei 4625/22; não tinha, à época, base constitucional, mas veio com duas características importantes: a periodicidade anual e ser um imposto que se aplica sobre rendimentos líquidos; em 1934 foi elevado a status constitucional e já veio falando em imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza, já vindo como competência privativa da união federal; 
- Princípios aplicáveis ao IR:
- 1. Igualdade: 150, II da CF → não podem haver discriminações de qualquer natureza; não pode haver diferenças entre nacional e estrangeiro → o que se quer tributar é a renda; está ligado também à questão das faixas de renda (questão da progressividade); 
- 2. Pessoalidade (capacidade contributiva); o IR é o imposto pessoal por excelência; é a pessoa do contribuinte, o estilo de vida, o que ela tem, a riqueza é só dela, é individual (a riqueza de um é diferente da do outro): pessoalidade é olhar para a pessoa do contribuinte;
- Tributo direto e pessoal: a pessoa não tem como repassar para terceiros; dedução que a lei permite por filho: 1.730,00; o imposto de renda é sobre o rendimento líquido (dai que se tributa o que se ganha menos o que foi deduzido); a pessoalidade se vislumbra pelas deduções feitas da receita bruta; a crítica é o limite e a dedução (tem muita coisa que deveria ser dedutível) → a dedução está subavaliada; previdência privada só pode deduzir até 12%; 
- 3. Princípio da vedação ao confisco: antes de mais nada preservar o mínimo existencial; 
- 4. Progressividade: instrumento de consecução da igualdade e capacidade contributiva; conceito: progride; melhor veículo para igualdade porque consegue atingir melhor as situações desiguais; 
	Base de cálculo
	Alíquota
	Parcela a deduzir
	0 – 17.215,00
	-
	-
	17.215,00 – 25.800,00
	7,5
	1.291,13
	25.800,01 – 34.400,40
	15
	3.226,13
	34.400,41 – 42.984,00
	22,5
	5.809,16
	Acima de 42.984,00
	27,5
	7.955,36
- a tributação incide sobre a diferença não dedutível; por exemplo, se o sujeito ganha 20.000,00 no ano, terá tributário o valor acima de 17.215,00;
- 5. Generalidade: significa que todo mundo que pratique o fato gerador terá que pagar imposto de renda; 
- 6. Universalidade: toda renda deve ser tributada; 
- características principais: personalíssimo, imposto direto; finalidade predominantemente fiscal; progressivo, geral e universal; lançamento por homologação;
23/08/11
- Art. 43 do CTN fato gerador o IR: aspecto material e temporal:
- fato gerador é aquisição de disponibilidade econômica ou jurídica ; renda produto de capital, trabalho ou combinação de ambos; 
- de proventos de qualquer natureza: outros acréscimos patrimoniais;
- renda: o CTN adota a teoria de renda como acréscimo patrimonial (patrimônio: conjunto de bens e direitos da pessoa) → conceito fiscal de renda;
Características da teoria: 1. Ligado ao aspecto fiscal; 2. Avaliável em moeda (independe de origem, da fonte, não tem relação com a fonte produtora e receptora da renda;); 3. Independe de ser transitório ou excepcional: não depende de ser regular; 4. Conceito de renda líquida, ou seja, descontados todos os gastos; 5. Riqueza nova → renda como riqueza nova;
- renda como produto do trabalho: 
- indenização: reposição de perda;
- indenização por desapropriação: 
- indenização por perdas e danos; acidente de carro: na parte em que foi indenizada não tem IR; lucro cessante: não é pacífico o pagamento; dano moral: até 2008 uma turma do STJ dizia que deveria tributar, porque haveria acréscimo, e outra turma dizia que não: 1ª Sessão do STJ → afastou IR em indenização por dano moral; indenização é mera recomposição do valor patrimonial; 
- cessão gratuita de imóvel: não;
- herança: não é riqueza nova, é velha, estava no patrimônio de alguém; 
- lucro imobiliário: o imóvel está lançado na declaração por 1 milhão e vende por 4 milhões: ganho de capital, há incidência de IR; benfeitorias pode ser feita
- o pressuposto é sempre acréscimo patrimonial;
- disponibilidade econômica ou jurídica: 
- regime de caixa e regime de competência; 
- de caixa: contabiliza quando entra o dinheiro fisicamente (geralmente o regime das pessoas físicas); de competência: contabiliza em função do direito àquele valor (pessoa jurídica) → a expectativa de direito entra no caixa; 
- disponibilidade jurídica é regime de competência; 
- a tributação vai ser pelo regime de competência ou de caixa (disponibilidade econômica); ex: Lei 8541/92 Art. 7º → até essa lei: a empresa tinha o valor em juízo (não tinha disponibilidade econômica), e também não tinha disponibilidade econômica: era natural que as empresas deduzissem do IR das empresas, porque se não deduzisse estaria tributando; com o Art. 7º falou que não pode mais deduzir, só podendo deduzir quando converter o depósito em renda do fisco porque aí viraria renda do fisco (a empresa perdeu a discussão); hoje em dia os depósitos só podem ser deduzidos ao final, quando perde (após a conversação); 
- Art. 43, §§ 1º e 2º;
- § 2º LC 104/01 acrescentou com o objetivo de simplesmente resultar resultados de empresas brasileiras no exterior: tributar filiais, sucursais de empresas brasileiras; a Lei 9249 determinou a apuração no momento do balanço; a regra que veio foi que qualquer dessas empresas que apurasse lucro no balanço já seria considerado disponibilização para a controladora brasileira (disponibilização econômica); problema: poderia reinvestir no exterior (não necessariamente traria para cá), estaria faltando deliberação de distribuição do lucro; seria considerada inconstitucional, mas uma ADIN 2588 relatada pela Ministra Ellen, em liminar afastou as coligadas; semana passada acabou em 5 x 5 não tem maioria para declarar a inconstitucionalidade, então em tese vale a lei; 
- aspecto temporal do IR: periodicidade da renda e unicidade da renda;
- se está falando de acréscimo precisa constatar acréscimo sobre um conjunto de bens e direitos; precisa-se de um marco temporal inicial e final → se não considerar um período não tem como dizer se manteve o mesmo patrimônio fato gerador complexivo: considera-se um lapso, uma sequência de fatos, entradas e saídas; o lapso no IR é um ano (exercício financeiro, que coincide com o ano civil); 
- pessoa física: 1º de jan. a 31/12: apresenta a declaração no 4º mês do ano seguinte;
- regime de base corrente: durante o ano o contribuinte vai antecipando até o período de ajuste (como no IR na fonte – salário mês a mês); no momento do ajuste o cara vai trazer os outros rendimentos e deduções, e aí se tiver só uma renda vai ter dedução porque ao longo do ano pagou com base cheia no ajuste o que se apura, portanto, é a renda líquida; na pessoa jurídica segue o mesmo sistema (com algumas peculiaridades), mas é entregue em maio;
- não se pode considerar renda aquisição isolada de receita, tem que considerar um lapso, senão seria imposto sobre rendimentos; 
- unicidade: renda una e indivisível (lei 9249); universalidade é tributar a renda como um todo, esteja na Suíça ou aqui; 
25/08/11
- IRPF: 
- Obrigatoriedade de entrega:
- rendimentos tributáveis acima de 17.215,08 no ano base anterior; rendimentos tributáveis: salários, proventos de aposentadoria, atividade rural etc → qualquer rendimento que seja tributável; 
- até 40 mil de rendimentos não tributáveis ou tributável na fonte;
- obrigado: que participa como titular, sócio ou acionista tem que declarar sempre.
- quem tem posse ou propriedade acima de 300 mil;
- quem passou à condição de residente no Brasil no ano anterior;
- realizou no ano base venda de bens com ganho de capital ou ganho em bolsas;
- quem tem receita bruta de atividade rural acima de 86 mil;
- pode apresentar sem ser obrigado; pode apresentar mesmo abaixo porque pode até ter restituição em função de deduções; 
- modelo de declaração: modelo completo e simplificado; na simplificada a dedução é pré-determinada (formulário simplificado, mas se tiver mais despesa pra deduzir vai ter menos dedução); 
- não pode simplificada: