Direito tributário Resumo G1 e G2
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Direito tributário Resumo G1 e G2


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255.111/SP \u2192 o supremo foi buscar a definição no CTN: para o STF seria só o veículo de terra (embarcação e aeronave não se enquadra);
- aspecto temporal: o fato gerador quando ocorre: veículo usado (que já está no seu patrimônio) \u2192 1º de janeiro: há um escalonamento pra pagamento; veículo novo: na hora de emissão de nota ocorre o fato gerador; veículo importado novo ou usado é no desembaraço aduaneiro;
25/10/11
- IPTU
- função predominantemente fiscal, mas comporta progressividade em função do imóvel \u2192 1. Art. 156, § 1º apesar da progressividade continua tendo finalidade arrecadatória; 2. Art. 182, § 4º (está no capítulo das políticas urbanas e não no capítulo fiscal): ou você se enquadra no plano diretor e edifica onde manda, ou então vai sofrer a progressividade (extrafiscalidade \u2192 forçar o cara a cumprir o plano diretor); 
- resumindo: finalidade fiscal, mas pode ter finalidade extrafiscal;
- é um imposto real, mas tem progressividade; não leva em conta aspectos pessoais;
- contrato de locação em que o locatário deve pagar o condomínio e o IPTU; se o locatário pode pagar o IPTU, admite repercussão econômica do fato gerador? Art. 123 \u2192 o locatário não tem responsabilidade nenhuma, quem tem o proprietário; se o locatário não pagar aí o proprietário entra com ação de regresso; 
- imposto sobre o patrimônio;
- lançamento de ofício: o município tem a planta; 
- fato gerador:
- Art. 32 do CTN;
- 1. propriedade, domínio útil ou posse; 2. de bem imóvel por natureza ou acessão física; 3. localizado na zona urbana;
- Propriedade, domínio útil ou posse: a Constituição não fala em posse ou domínio útil; mera posse ou domínio sem propriedade não pode caracterizar fato gerador de IPTU; não se admite para fato gerador arrendatários, locatários, comodatários, meros usuários e administradores;
- zona urbana: definida em lei municipal; tem que ter meio fio e calçamento, abastecimento, luz, 
- limitar zona urbana: está fora da zona urbana é caso de ITR:
- contribuinte art. 34
- locatário não tem legitimidade para cobrar repetição de indébito, etc (entrar contra a fazenda) \u2013 é o proprietário que tem que fazer;
- alíquota: art. 150, IV: não pode ter caráter confiscatório;
- Art. 156, §1º: progressividade
- sempre existiu uma brecha para a progressividade, em função de valor do imóvel e localização; o Rio foi pioneiro; alguns doutrinadores disseram que seria válido/justo a progressividade (tributar mais quem tivesse imóvel mais caro); o contrapeso é que a progressividade seria só do 182, § 4º e porque é um imposto eminentemente real, não podendo por isso ter progressividade; 
- RE 194.183-9/SP relator Min. Moreira Alves, pleno 5/6/97: o STF afastou a progressividade, julgando inconstitucional, com base em valor de imóvel e localização; a construção jurisprudencial:1. IPTU é imposto real, não pode levar em conta capacidade econômica do contribuinte, não podendo ser critério de diferenciação; 2. a única progressividade aceita é a no tempo, do 182, § 4º (função social da propriedade); \u2192 o art. 156, § 1º só remete para o 182, § 4º, ou seja, não são duas progressividades, é a mesma; \u2192 consequência: enxurrada de ações de repetição de indébito \u2192 EC 29/00: acabou alterando a CF, e hoje o § 1º;
- nova redação (atual): pode ser progressivo sim; usa a palavra \u201cpoderá\u201d: é poder, dever ou faculdade? Carraza: é dever; mas a teoria que prevalece é que será progressivo; faculdade dos municípios é o que prevalece;
- essa progressividade tem finalidade fiscal: aumentar a base de arrecadação aumentando a alíquota do imóvel;
- se o incico I fala em progressividade em função do valor do imóvel, o inciso II fala em poderá ter alíquotas diferentes em função da localização e uso: seletividade; seletividade em função da localização: alíquota mais alta para bairros mais caros, e menor para os bairros mais modestos; seletividade em função do uso do imóvel: comercial ou residencial;
- progressividade do art. 182, § 4º: 
- plano diretor: até que ponto o plano diretor pode interferir? O plano diretor traça as diretrizes do município; 1. quem vai determinar a utilização e aproveitamento do imóvel é o plano diretor; 2. não é qualquer descumprimento que vai acarretar iptu progressivo; precisa caracterizar algo mais sério; 3. apesar disso tudo (resistiu notificação, polícia etc) o iptu progressivo não é sanção (sob pena de...), não se trata de penalidade: é uma função extrafiscal do imposto, usado como arma, e por trás o legítimo interesse do município de cumprir a função social do imóvel; 
- base de cálculo do IPTU: valor venal do imóvel \u2192 art. 33 do CTN; 
- ao receber um carnê com valor de base cálculo maior do que o devido \u2192 tem prazo para impugnar administrativamente \u2013 vai dar um processo administrativo em que se vai discutir o valor do imóvel, vai ter periciar, laudo etc; 
27/10/11
- ITBI:
- Art. 156, II CF: transmissão "inter vivos", a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, por natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de direitos a sua aquisição;
- os Estados tem o ITD (transmissão causa mortis doação);
- o CTN até hoje no art. 35 a 42 trata desses impostos em sua versão antiga \u2192 naquilo que o CTN tratar, aplica-se; no Rio a lei é Lei Municipal 1364/88 que trata da questão;
- § 2º, II: competência para fiscalizar: regra de solução de conflitos de competência \u2192 a CF já disciplina quem é competente \u2192 situação do bem imóvel = localização do bem imóvel; se se encontrar o imóvel em mais de um município: o imposto será devido proporcionalmente à participação que o imóvel tem em cada município \u2192 apropriação pro rata;
- características:
- finalidade fiscal; nenhuma discussão de extrafiscalidade;
- imposto real;
- direto: não comporta transferência;
- imposto sobre o patrimônio;
- imposto monofásico; 
- alíquota proporcional;
- lançamento por declaração: o fisco não sabe por quanto sujeito está vendendo; discussão de que normalmente se leva a escritura; 
- transmissão inter vivos: negócio entre pessoas vivas;
- a qualquer título por ato oneroso: a título gratuito ou a título oneroso; doutrina: erro, impropriedade: se usa a qualquer título não poderia usar por ato oneroso (não poderia ser por ato oneroso); \u2192 ITBI é necessariamente por ato oneroso; 
- de bens imóveis: aqui fala de transmissão de bens imóveis \u2192 transmissão da propriedade ou do domínio útil do imóvel; Art. 35 do CTN confirme e remete para o código civil; 
- transmissão de direitos reais sobre os imóveis: exemplo: enfiteuse, servidões, usufruto \u2192 salvo direitos reais de garantia: hipoteca, anticrese, direito real de moradia/uso;
- a CF traz a imunidade objetiva: art. 156, § 2º, I: imunidade que tem por objetivo promover o bom desenvolvimento societário: exemplo, conferir um imóvel em vez de capital (operação societário que envolva transmissão); exceção: quando o objeto social da empresa é justamente comerciar imóveis; realização de capital: transmissão da PF para a PJ; operações de fusão, cisão e incorporação; 
- alíquota 2% no Rio; não tem discussão de progressividade, é proporcional;
- base de cálculo no CTN, art. 38, pelo valor venal (valor de mercado);
- contribuinte, art. 42, remete para a lei municipal: lei do RJ define que o sujeito passivo é o adquirente do bem imóvel, não quem vende; 
- ISS \u2192 Art. 156, II CF:
- imposto municipal, sobre serviços de qualquer natureza, fora do s, definidos em LC: até de que ponto serviços de qq natureza podem estar todos na LC, e se não estiver, não tributa? Tudo é tributado...
- Dec-Lei 406/68: em vigor, arts. 8 a 12; Dec-Lei recepcionado pela CF \u2192 revogou o CTN a parte que falava de ISS; 
- a LC fundamental é a LC 116/03: regula todo o ISS \u2192 traz a chamada \u201clista de serviços\u201d tributados de que fala a CF; a LC coexiste como Dec-Lei; 
- competência: discussão sobre quem cobra; CF: seria pela sede do município da sede do prestador, mas o problema continua a existir, porque os municípios da efetiva prestação também querem \u2192 o STJ passou a dar decisões contra legem: