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AUDITORIA INTERNA

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Apostila de Auditoria
Assunto:
AUDITORIA INTERNA
 
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO
2. CONCEITO DE AUDITORIA INTERNA
3. AMBIENTE DE ATUAÇÃO DA AUDITORIA INTERNA
4. EXERCÍCIO PROFISSIONAL DA AUDITORIA INTERNA
5. TIPOS DE AUDITORIA INTERNA
5.1 Auditoria na Área Contábil
5.2 Auditoria na Área Operacional
5.3 Auditoria de Gestão
5.4 Auditoria de Sistemas Informatizados
5.5 Auditoria da Qualidade
5.6 Auditoria Ambiental
6. ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DO DEPARTAMENTO
6.1 Chefia da Auditoria
6.2 Supervisor de Auditoria
6.3 Auditor Sênior/Pleno
6.4 Auditor Júnior
7. AUTONOMIA PROFISSIONAL
8. POSICIONAMENTO E SUBORDINAÇÃO
9. FRAUDE E ERRO
10. RELATÓRIO DE AUDITORIA INTERNA
10.1 Importância
10.2 Tipos de Relatórios
11. RELACIONAMENTO TÉCNICO-PROFISSIONAL COM OS AUDITORES
INDEPENDENTES
12. GARANTIA DE QUALIDADE E EXCELÊNCIA PROFISSIONAL NO TRABALHO DA
AUDITORIA INTERNA
13. ASPECTOS RELATIVOS AO CONTROLE INTERNO E EXTERNO NA ÁREA PÚBLICA
ANEXOS
RESOLUÇÃO CFC Nº 780
NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE NBC T 12 – DA AUDITORIA INTERNA
RESOLUÇÃO CFC Nº 781
NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE NBC P 3–NORMAS ROFISSIONAIS DO
AUDITOR INTERNO
1. INTRODUÇÃO
 
Buscando preencher lacuna de informação existente na classe contábil, a Comissão de
Estudos de Auditoria Interna do Conselho Regional de Contabilidade do Rio Grande do Sul
preparou este material relativo à auditoria interna. A tarefa foi desempenhada pelos Contadores Jorge Luiz Rosa da Silva, José Carlos Colombo Aresi e Zulmir Ivânio Breda.
Nosso objetivo é transmitir aos leitores o entendimento do que é auditoria interna, qual seu
ambiente de atuação, quais os parâmetros definidos para o exercício profissional,
posicionamento, subordinação e independência. Em complemento, quais são os tipos de auditoria
interna praticados, os aspectos relativos ao controle interno e externo, bem como a legislação
específica aplicável, tanto na empresa privada, como na estatal. Finalizando, tratamos do
relatório, da estrutura organizacional, do relacionamento técnico-profissional com os auditores
independentes e da garantia de qualidade e excelência profissional do trabalho da Auditoria
Interna.
Não temos a pretensão de esgotar o assunto, sendo nossa intenção, isto sim,
complementá-lo oportunamente, quer mediante outro livro, quer por meio de treinamento
específico na área.
 
2. CONCEITO DE AUDITORIAINTERNA
Podemos conceituar auditoria interna como um controle gerencial que funciona por meio de medição e avaliação da eficiência e eficácia de outros controles. Deve ser entendida como
uma atividade de assessoramento à administração quanto ao desempenho das atribuições
definidas para cada área da empresa, mediante as diretrizes políticas e objetivos por aquela
determinados.
A auditoria interna cumpre um papel fundamental na empresa: subsidia o administrador
com dados e informações tecnicamente elaborados, relativos às atividades para cujo
acompanhamento e supervisão este não tem condições de realizar; e ela o faz mediante o exame
da:
a) adequação e eficácia dos controles;
b) integridade e confiabilidade das informações e registros;
c) integridade e confiabilidade dos sistemas estabelecidos para assegurar a observância
das políticas, metas, planos, procedimentos, leis, normas e regulamentos, e da sua
efetiva aplicação pela empresa;
d) eficiência, eficácia e economicidade do desempenho e da utilização dos recursos; dos
procedimentos e métodos para salvaguarda dos ativos e a comprovação de sua
existência, assim como a exatidão dos ativos e passivos; e
e) compatibilidade das operações e programas com os objetivos, planos e meios de
execução estabelecidos.
 
03. AMBIENTE DE ATUAÇÃO DAAUDITORIAINTERNA
Não deve haver limitação, no âmbito da empresa, para atuação da auditoria interna. O
auditor interno deve ter acesso a todas as áreas e informações, terreno no qual e para o qual
desenvolverá seu trabalho. Naquelas áreas cuja tecnologia desconhece, no todo ou em parte,
deve ele assessorar-se de profissionais habilitados, a fim de entender o processo, para poder
avaliá-lo e julgá-lo, possibilitando, assim, que seu relatório seja emitido corretamente. Podemos
exemplificar esta condição com referência a um trabalho desenvolvido numa área de Produção.
Neste caso, o auditor interno se assessorará de um engenheiro, qualificado tecnicamente para,
quando solicitado e autorizado pela Diretoria, julgar determinada operação ou opinar sobre ela.
Deve, ainda, prestar total apoio ao Conselho de Administração e ao Conselho Fiscal da entidade,
bem como, se em empresa estatal, coordenar e controlar o atendimento ao Tribunal de Contas e
aos órgãos de Controle Interno.
Os sistemas de controle não se limitam às áreas contábil e financeira, mas englobam os
planos da organização e todos os métodos usados para proteger seus ativos, verificar a exatidão
e fidedignidade de suas informações contábeis, financeiras, administrativas e operacionais, e
promover a eficiência e eficácia operacional, bem como estimular a observância de normas e
diretrizes da administração, inclusive no âmbito das empresas controladas e coligadas.
A função básica da auditoria interna, de assegurar o sistema de controle interno eficaz,
não desobriga os executivos das responsabilidades de verificação e controle nos seus respectivos
setores.
 
4.EXERCÍCIO PROFISSIONAL DAAUDITORIAINTERNA
Em 24 de março de 1995, o Conselho Federal de Contabilidade emitiu a Resolução 780,
definindo:
as Normas Brasileiras de Contabilidade Relativas à Auditoria Interna (NBC T 12), divididas em:
a) Conceituação e Disposições Gerais;
b) Normas de Execução dos Trabalhos; e
c) Normas Relativas ao Relatório do Auditor Interno;
e as Normas Profissionais do Auditor Interno (NBC P 3), divididas em:
a) Competência Técnico-Profissional;
b) Autonomia Profissional;
c) Responsabilidade do Auditor Interno na Execução dos Trabalhos;
d) Relacionamento com Profissionais de Outras Áreas;
e) Sigilo; e
f) Cooperação com o Auditor Independente.
As citadas Normas do CFC, que se encontram anexas a este trabalho, são de
cumprimento obrigatório pelos Contadores que exercem a função de auditor interno.
 
5. TIPOS DE AUDITORIAINTERNA
O Contador, na função de Auditor Interno, classifica seus trabalhos conforme o enfoque
que lhes é definido. Assim, podemos ter sua atuação em vários tipos e abrangências de
trabalhos, com enfoques diferentes, podendo em algumas áreas ter a colaboração de outros
profissionais especializados. Segue--se uma breve descrição de cada uma delas.
5.1 Auditoria na Área Contábil
A auditoria realizada junto a área contábil tem por objetivo identificar a adequação dos
registros e procedimentos levados a efeito na empresa, a qualidade dos controles internos
existentes, a observação das normas e regulamentos traçados pela administração, bem como a
avaliação da correta aplicação dos Princípios Fundamentais de Contabilidade e as Normas
Brasileiras de Contabilidade. Dentro desta área, cabem as seguintes avaliações e exames:
• exatidão, fidedignidade, justeza, completabilidade, tempestividade da apresentação e da
publicação das Demonstrações Contábeis, de qualquer relatório formal ou institucional, de
natureza orçamentária, financeira, contábil ou tributária;
• fidedignidade, integridade, adequação, confiabilidade e utilidade dos registros
orçamentários, financeiros, econômicos e contábeis;
• correção, eficácia e adequação dos controles da guarda, da divulgação, do arquivo, dos
meios de consulta e da informatização da documentação pertinente à área contábil, bem
como das formas de identificação, classificação, comunicação e divulgação das
respectivas informações;
• adequação e eficácia dos controles, registros e meios de proteção dos ativos e da
comprovação de sua existência real, utilidade, ociosidade e economicidade, bem como a
comprovação da autenticidade e completabilidade dos passivos;
• eficiência, eficácia e economicidade na utilização de recursos e na administração