Processo Civil II Resumo
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Processo Civil II Resumo


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art. 922, manutenção de posse é dada em favor do réu tendo o juiz observado que ele na verdade foi quem teve a posse turbada)
É preciso ainda que haja a mesma competência. O juiz para a ação tem que ser competente Tb para a reconvenção. É nesse sentido que deve ser lido o art.109: se o juiz não for absolutamente incompetente, será competente para a reconvenção
O objetivo da reconvenção é aproveitar que a maquina judiciária já saiu da inércia aproveitar para solucionar nova demanda, mas esta não pode trazer fatos totalmente distanciados dos fatos alegados na ação que a originou.
Ex. ação judicial de separação, matéria: se houve violação nos deveres do matrimonio \u2013 ex. infidelidade
Alega-se na reconvenção sobre dano que teria sido causado no patrimônio da mulher. Não é cabível, pois não tem a ver com a matéria discutida.
Já se a alegação é de que houve abandono que causou a infidelidade, pode ser alegada. Tem a ver com o fundamento da defesa.
CONEXÃO NA RECONVENÇÃO- não é propriamente uma conexão, mas algo que torne útil o julgamento conjunto da ação e reconvenção \u2013 não é para haver repetição do art. 103 (requisitos da conexão)
E preciso que ambas sejam processadas segundo um mesmo procedimento ou pelo menos que seja possível trazer sobre um procedimento comum. Ex. Em certos casos será possível reconvir (estando em procedimento ordinário) alegando matéria de procedimento especial, desde que tenha similaridade com a matéria alegada na ação ordinária (ex. ações possessórias).
O prazo no procedimento ordinário para a reconvenção é de 15 dias
Há regra especifica do art.299: a reconvenção e contestação devem ser apresentadas simultaneamente (que pode ser lido com rigor ou flexibilidade)
Outro problema é suscitado: será possível existir contestação sem reconvenção e vice-versa? Embora apresentadas simultaneamente, muitas vezes o réu se limita a se defender. 
A reconvenção também não dependerá da contestação, o réu pode se tornar revel e reconvir. Salvo na hipótese de a reconvenção seja conexa com um fundamento alegado na defesa, não se podendo introduzir o que seria objeto de defesa na reconvenção. Já se não discutir nada que teria relação com matéria de contestação, ligado aos fatos narrados na inicial, pode perfeitamente julgar-se procedente a reconvenção, mas não se admitirá os fatos como sendo contestação apenas porque trata da matéria alegada na inicial. O juiz não devera admitir que a reconvenção faça o papel de contestação apenas porque foram alegados certos fatos contidos na inicial.
Desde que seja possível distinguir onde inicia a reconvenção e termina a contestação tem-se permitido que em uma mesma peça se faça ambas, porem em casos excepcionais e com penas estabelecidas... A RG é fazer-se em peças diferentes
O autor pode reconvir na reconvenção.
Art. 282 e 283 \u2013 aplicam-se também a reconvenção.
Apenas não há na reconvenção requerimento de citação do réu, vez que o mesmo será intimado através de seu advogado (art.316), o que não deixa de ser uma verdadeira citação que se chamou de intimação.
O prazo para a contestação a reconvenção Tb será 15 dias, observadas as exceções dos art. 188 e 191.
Serão julgadas ação e reconvenção pela mesma sentença, salvo se a ação fora extinta antes ou se a reconvenção tiver sido considerada improcedente.
Haverá duas partes na sentença de apreciação da ação e reconvenção. 
Os resultados podem ser: ambas improcedentes, um procedente e outro improcedente, todos procedentes. Ou seja, são admissíveis em tese todas as possibilidades.
Terça, 11 de maio
Providências preliminares e saneamento - objetivo se suprir eventuais regularidades, verificar os requisitos necessários ao desenvolvimento do processo.
No procedimento ordinário, há um momento nessa atividade que busca preparar o processo que esta predomina. Está seguida da resposta do réu, no capítulo IV e V.
Art. 323 trata das providências preliminares. O art. fala em "findo o prazo para a resposta do réu", mas o juiz não precisa esperar o prazo chegar ao fim, se a contestação foi apresentada antes.
O prazo para o juiz é impróprio.
Providências preliminares - art. 324.
Quando não há contestação, há revelia. Mas nem sempre ela terá como consequência que os fatos alegados pelo autor na petição inicial se presumem verdadeiros. Existem exceções elencadas no art. 320:
Inciso I trata da hipótese que haja litisconsórcio unitário ou defesa que impugna fatos comuns a ambos litisconsortes, não haverá o efeito da revelia.
Inciso II versa sobre direitos indisponíveis
Inciso III - ex.: nos casos que é preciso provar a propriedade de imóvel.
Se houvesse o efeito da revelia, o que iria acontecer? O processo pode ser julgado nos termos do art. 330 antecipadamente.
As fases são: postulatória-saneamento-instrutória-decisória. Algumas vezes esse figurino se abrevia e o procedimento fica mais célere, podendo pular da fase postulatória direto para a fase decisória.
Se a revelia produz o efeito de serem presumidos verdadeiros os fatos alegados pelo autor não será necessária a colheita de provas, não sendo necessária a fase instrutória.
Assim, nem sempre o figurino do Código é entendido com tanto vigor - os efeitos da revelia são mitigados.
Diante de uma desconfiança do juiz de que o que foi alegado contradiga um fato notório, ou seja, em princípio totalmente inverossímel, poderá o juiz determinar nos termos do art. 324 que o autor especifique as provas.
Art. 325 - possibilidade de atitude do réu no prazo de resposta. Ele pode pedir uma declaração de inexistência de uma relação jurídica que trate de questão prejudicial ao julgamento.
Essas questões subordinam o julgamento final. Ex.: autor cobra determinada dívida com base em um contrato. Aí vem o réu e alega que este contrato é nulo por determinado motivo. Ele pode requerer que a solução dessa questão prejudicial (se existe ou não essa nulidade) seja apreciada com força de sentença. A mesma coisa para o autor. Isso significa que, se não for pedida uma declaração incidental, a questão prejudicial será mero fundamento da sentença e não disposição da sentença.
Art. 5 e 325 se relaciona ao que está no art. 469, III.
Se vc quiser que uma decisão sobre questão prejudicial adquira força de coisa julgada material, vc precisa pedir a declaração incidental disso.
Se no momento que ele toma ciência da contestação da alegação de uma questão prejudicial. 
A regra geral do art. 469 é que a decisão de questão prejudicial estão fora dos limites da coisa julgada (inciso III), pois ela afeta a decisão sobre o objeto do processo e não sobre os fundamentos da decisão. o juiz decide para todas as pretensões que podem ser originadas com base nesse contrato.
A coisa julgada material promove a estabilidade.
Art. 326 - havendo defesa indireta que diga respeito a fato extintivo, modificativo ou impeditivo de direito, o juiz deve determinar que o réu deve se ouvido em réplica
Art. 327 . Aqui, o réu também será ouvido em réplica, mas o motivo é porque ele alegou uma daquelas preliminares do art. 301 do CPC.
Diante das alegações do réu, abre-se oportunidade de manifestação do autor nos seguintes casos: 
Quando há revelia sem que se produzam os efeitos da revelia;
Quando o réu alega algumas das preliminares do art. 301, abre oportunidade para que o autor se manifeste e produza prova documental;
Quando o réu levantou alguma questão prejudicial, o autor também poderá no prazo de 10 dias manifestar-se acerca da produção de declaração incidente.
A ela se soma um outro elemento, que é a possibilidade de abrir-se um prazo não de 10 dias, mas de 5 dias, para que o autor se manifeste sobre os documentos junto com a contestação do réu. Isso porque se o documento que está na contestação é relevante, o juiz deverá abrir vista para o autor sobre esses documentos (réplica). ]
Porém, é muito comum que mesmo se não for providência prevista na lei, o juiz abra vista
Paula
Paula fez um comentário
Oi, já estão de acordo com o novo CPC?
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