Processo Civil II Resumo
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Processo Civil II Resumo


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Citação por Edital (art. 231 CPC)
A citação por edital se dará quando o réu for desconhecido ou incerto ou quando seu paradeiro for desconhecido ou incerto.
À situação de paradeiro incerto ou desconhecido, equipara-se a situação em que o réu se encontra em país que não aceita o cumprimento de carta rogatória ou que seu cumprimento seja impossível, bem como os casos expressamente previstos em lei.
A citação por edital poderá ser feita através do rádio ou da televisão, quando o local for inacessível (i.e. não vai receber diário oficial).
A citação por edital só se presume feita quando é dada razoável publicidade.
Requisitos (art. 232 CPC)
a)	É preciso que o autor afirme que ignora quem seja o réu ou o local onde se encontra, ou que o local é inacessível;
b)	Ou certidão do Oficial de Justiça de que tentou localizar o réu e não conseguiu; e
c)	(ver no CPC \u2013 PERDI!)
d)	O Edital será afixado na sede do juízo, certificado pelo escrivão. Esse edital deve conter as mesmas advertências e características previstas no art. 225 CPC, porém, neste caso, não se verifica a contrafé. Por isso, será preciso reproduzir, ainda que resumidamente, a petição inicial.
O inciso III do artigo estipula que a publicação do Edital deverá se dar 1 vez no Diário Oficial e até 2 vezes em jornal de grande circulação. Isso busca dar efetividade à citação, não sendo admitido lapso temporal superior a 15 dias entre a primeira e a última publicação.
Essas publicações em jornais de grande circulação correm por conta do autor. Nos casos de gratuidade de justiça, a publicação se dá apenas no Diário Oficial (Art. 232, §2º).
Art. 241, V do CPC \u2013 começa a correr o prazo quando da citação por edital, finda a dilação determinada pelo juiz.
O prazo principal passa a correr da primeira publicação e não da última.
Art. 233 CPC traz penalidade para a falsa afirmação feita pelo autor. Além disso, a citação e o processo serão considerados nulos, podendo, inclusive, ser estipulado perdas e danos em favor do réu e responder a eventual ação criminal.
Nas hipóteses de citação por edital ou por hora certa, será garantido ao réu preso um curador que fará a defesa desse réu (art. 9º, II CPC)
Terça, 27 de abril
Citação por meio eletrônico (L. 11.419 - Art. 5 e 6).
A íntegra dos autos dece ser acessível ao citando. O recebimento de citação por meio eletrônico só se dá quando o citando é cadastrado naquele Tribunal e tiver expressamente autorizado esta forma de citação.
Esse dispositivo ainda não tem muita aplicação prática.
Impedimentos à citação
Ver art. 217 do CPC
-culto religioso;
-morte; 
-noivos;
-doentes enquanto grave o seu estado.
Esses impediemntos não prevalecem se houver risco de perecimento do direito discutido na causa. Não podem servir para impedir completamente a tutela de um direito.
Não se aplicará essa regra se o conflito se relaciona a um desses impedimentos. 
Art. 218 - aparência de incapacidade
Se o oficial de justiça desconfiar da incapacidade do réu, será nomeado pelo juiz um médico para avaliar se existe tal incapacidade. Caso esta se verifique, o juiz nomeará um curador para o réu para aquela causa específica. Essa nomeação deverá obedecer a regra de preferência estabelecida no Direito Civil.
Efeitos da citação - previstos no art. 219.
Efeitos de Direito Processual
1. A citação tem o condão de integrar o réu na relaçao jurídica processual;
2. Prevenção do juízo nos casos de competência competente. Ela é também importante para a prevenção da competência do órgão que a ordenou. Nos casos de incompetência absoluta, não há que se falar em juízo prevento.
3. No caso de conflito de competência territorial, prevalece aquele onde for realizada primeiro a citação válida.Essa regra comporta exceções - art. 106 do CPC (prevenção se determina pelo primeiro despacho - "cite-se" positivo).
4. Induzir litispendência - o litígio se diz pendente com a citação. A consequencia será a extinção do processo que venha a surgir sobre a mesma lide.
5. Estabilização da lide (art. 264, CPC). Feita a citação, é defeso ao autor modificar o pedido ou a causa de pedir, sem a concordãncia do réu, mantido as mesmas partes salvo os casos de sucessão processual.
Efeitos de Direito Material
1. Faz litigiosa a coisa. Não é que seja proibido dispor da coisa ou do direito litigioso. Art. 42 do CPC - a sentença prolatada terá eficácia sobre a alienação que tenha sido feita.
2. Constituir em mora o devedor. Isso se antes não tiver sido constituída a mora por vencimento da obrigação ou porque houve prévia notificação, constituindo o réu em mora.
3. Interrupção da Prescrição - art. 219, pár. 1 do CPC - O CC tentou regular essa matéria (art. 202, CC), introduzindo uma modificação. Aqui o que interrompe a prescrição é o despacho do juiz. Se promovida a citação regularmente, se aplicará a regra do art. 219, pár. 1, desde que a data da citação seja diferente da data do despacho. O autor deve promover a citação, isto é, promover os meios necessários para que a citação ocorra. Realizada a citação, o efeito interruptivo retroagirá à data em que ocorreu a distribuição (conjulgação dos dispositivos, i.e. CC e CPC). Se a citação não se realizar, a interrupção será compreendida como não aplicável (art. 219, pár. 4).
Comportamentos do réu quando da citação
-Toma ciência do conteúdo da demanda e resta inerte. Nesta hipótese, sofrerá os efeitos da revelia;
-Reconhece a procedência do pedido;
-Não ficando omisso nem reconhece que o autor tem razão. Ele responde negativamente a demanda, recusando-se a admitir as consequências pretendidas pelo autor na sua petição inicial. É resposta do réu, oferecendo para o demandado três caminhos distintos: (i) contestação, (ii) exceção; (iii) reconvenção. O réu pode trilhar estes caminhos simultaneamente. 
Contestando ou excepcionando, ele se defende. O CPC usou a exceção para hipóteses restritas, ou seja, nos casos de competência relativa, suspeição ou impedimento. Todas as demais defesas devem ser apresentadas na forma de contestação. Algumas defesas podem ser levantadas, excepcionalmente, em momento diferente, sem ser na contestação. Entretanto, essas matérias devem poder ser conhecidas de ofício pelo juiz. A contestação deve abranger todas as técnicas de defesa, mesmo as que podem ser conhecidas de ofício, exceto as matérias que devem ser abrangidas na exceção.
A reconvenção não é propriamente uma defesa. É na realidade uma demanda que o réu formula contra o autor originário. É mais um contra ataque do que uma defesa propriamente dita (obs.: se conjuga da seguinte forma - o réu reconveio).
Prazo para a resposta do réu
O prazo é o mesmo para as três modalidades de resposta.
No procedimento ordinário, o prazo será de 15 dias (art. 297, CPC)
Se no 13o dia o réu resolve ajuizar exceção de incompetência, o prazo para as demais modalidades de resposta ficam suspensos. Lembrando que nada impede que se ajuíze na mesma demanda as três modalidades.
O prazo será contado a partir da juntada, (ii) do aviso do recebimento da citação, (iii) do mandado devidamente cumprido, (iii) da carta rogatória ou (iiii) ao fim do prazo dilatório estabelecido no edital. 
Nos casos de litisconsórcio passivo, o prazo se conta da juntada da citação do último réu.
Art. 188 - prazo para o Estado é contado em quádruplo.
Art. 191 CPC - réus defendidos por patronos distintos faz com que o prazo seja contado em dobro.
Quando forem diversos os réus, é preciso ter cuidado com a regra do pár. ún. do art. 298. Se o autor desistir da ação quanto a um réu que ainda não foi citado, o prazo será contado da intimação para ciÇencia do despacho que homologar a desistência.
Há acórdãos no STJ admitindo que nesta hipótese será necessária a intimação pessoal se os réus ainda não constituíram advogados, mas o professor não considera essa posição adequada. 
A reposta
Paula
Paula fez um comentário
Oi, já estão de acordo com o novo CPC?
2 aprovações
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