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RESUMO FALÊNCIA

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sentença declaratória de falência, será o agravo de instrumento – art. 100 LF. - Sentença denegatória de falência: a denegação pode ter dois fundamentos; a elisão ou o acolhimento da contestação da sociedade empresaria devedora. A súmula 29 do STJ diz que o deposito elisivo deve compreender desde logo, a correção monetária, alem de juros e honorários. Isso está tb incomportado na LF no art. 98 p.ú. O depósito elisivo, contudo, não é aceito na hipótese de falência requerida com base no artigo 94, III, Lei 11.101/05. O objetivo é evitar que os credores pressionem o empresário por meio da imputação de atos de falência e com isso consigam a satisfação de crédito ainda não vencido, violando a igualdade entre credores. Contra essa sentença, caberá recurso de apelação – art. 100 LF. Quando o réu faz o depósito elisivo afasta a possibilidade de decretação da falência, mas a ação prossegue como sendo ação de cobrança. Se a ação for julgada contrariamente aos interesses do réu, mas for rejeitada a falência, haverá sucumbência do réu (devedor). Os efeitos da falência foram afastados porque houve o depósito, mas o fato de ter havido o depósito não significa que ele será vencedor na demanda, apenas afastará a possibilidade de ter a falência decretada contra si. A ação de cobrança continua sendo processada no mesmo juízo. 
ADMINISTRAÇÃO NA FALENCIA: Ao juiz compete a administração da falência, superintendendo as ações do administrador judicial. Juiz administra bens, autoriza sua alienação, aprova prestação de contas do administrador judicial, fixa remuneração dos auxiliares do administrador judicial. Juiz conta com órgãos auxiliares na falência: administrador judicial, assembleia de credores e comitê de credores. Mas o juiz será diretamente auxiliado pelo promotor de justiça e o administrador judicial. O representante do MP pode intervir na ação como fiscal da lei, ou como parte em caso de oferecimento de denuncia por crime falimentar. Em outras situações, age como auxiliar, como por exemplo na manifestação acerca das contas do administrador judicial, se houver impugnação por algum interessado. ADMINISTRADOR JUDICIAL: auxiliar do juízo que deve cumprir com as funções determinadas em lei. Alem disso, ele também é representante da massa falida subjetiva– credores. É escolhido pelo juiz por ocasião da sentença (art. 99, IX). Advogado, economista, administrador (art. 21, LF). e será sempre pessoa de sua confiança. O administrador judicial pode ser pessoa física ou jurídica. Claro que para a nomeação deste deverá ser observado os impedimentos previstos na lei, no art. 30. A remuneração dele está estipulado com o teto de 5% sobre o valor da venda dos bens da falida cf. art.24 p.1º LF. E tem natureza de credito extraconcursal. Funcionário público para efeitos da lei penal A atividade inicial da organização do quadro de credores é do administrador judicial; numa eventual impugnação à organização, é que o juiz intervirá no procedimento. Deverá ele prestar contas de sua administração em duas hipóteses: ordinariamente, ao termino do processo e extraordinariamente quando deixa as funções por renuncia, substituição ou destituição Arts. 24 e 31. Os credores deverão aprovar essas contas, caso assim não façam, deverão oferecer impugnações. Caso haja impugnação, o juiz determinará a realização das diligencias que julgar necessárias e em seguida a oitiva do MP e por ultimo a reposta do administrador. Na seqüência, o juiz julga as contas. Lembrando que caso não haja impugnação, juiz julga de oficio as contas. Como representante legal da massa, deve ele administrar os bens da sociedade falida, visando sempre obter a otimização dos recursos disponíveis. Sua grande missão é maximizar o ativo, para satisfazer os credores. Ele não goza de absoluta autonomia, devendo em maioria dos casos requerer autorização judicial para tomar determinadas medidas. – art. 22 p.1º LF. ASSEMBLEIA GERAL DOS CREDORES: tem poderes de deliberação na substituição do administrador judicial, constituição e eleição do comitê e aprovação de formas alternativas de realização do ativo se alcançar expressivo consenso na votação da matéria – 2/3 dos créditos. – art. 35, II LF. COMITÊ: É órgão consultivo e de fiscalização. É ademais, facultativo. Existe quando o juiz determina sua instalação na sentença de quebra ou quando é deliberada por qualquer das classes dos credores na Assembléia Geral. EFEITOS DA FALÊNCIA - Arts. 102-104 e 115 em diante. Dissolução da Sociedade Falida: Os efeitos da decretação de falência em relação à pessoa jurídica da sociedade empresária, é a sua extinção. Ou seja, a decretação da falência provoca a dissolução da sociedade empresária. Normalmente, a dissolução por falência acarreta a paralisação da atividade econômica, já que o objetivo do concurso dos credores é procurar satisfazer, o quanto possível, o passivo da falida. Atualmente, tem-se atentado muito para a preservação da empresa, isto é, a busca alternativas que garantissem a exploração da atividade econômica, com o intuito de maximizar o ativo. Criam-se desse modo, mecanismos que conciliam a dissolução falimentar da sociedade empresária com a continuação do negocio. Admite-se que o juiz na sentença de quebra, autorize a continuação dos negócios de forma provisória, quando isso for útil ao cumprimento das finalidades da execução concursal. Existem 3 (três) etapas para a extinção da sociedade: (i) Dissolução-ato (que é a própria sentença, ato dissolutório). A sentença não é o bastante, deve haver também a (ii) Liquidação da sociedade para que se possa pagar o passivo através da (iii) Partilha , que é o pagamento do passivo para a eventual e futura satisfação de credores. Art.81 §1°- estende os efeitos da falência aos sócios de responsabilidade ilimitada, ainda que eles tenham se retirado da sociedade. Sócios da sociedade falida: A falência é da sociedade e não dos seus sócios, mas eles estão expostos as conseqüências da falência da empresa. Os sócios são afetados pela falência da sociedade de forma diversa, segundo tenham ou não administrado a empresa. Os sócios administradores têm obrigações processuais idênticas ao empresário individual falido. Também interessa, na delimitação da extensão dos efeitos da falência da sociedade em relação aos seus membros, identificar o tipo societário da falida e a natureza da responsabilidade dos sócios pelas obrigações sociais – solidaria, subsidiária ou limitada. Em relação a responsabilidade civil, não há nenhuma diferença entre os sócios relacionados aos exercícios das funções empresarias ou de representação legal. Quando se trata de sociedade limitada ou anônima, se p capital social está integralizado integralmente, o sócio/acionista não em responsabilidade pelas obrigações sociais. Na falência de sociedade de tipo menos, os bens dos sócios de responsabilidade ilimitada são arrecadados pelo administrador judicial juntamente com os bens da sociedade. O patrimônio da sociedade falida: O ato de constrição judicial dos bens do devedor, na falência, é a arrecadação. Arrecadam-se todos os bens de propriedade da falida, mesmo que não se encontrem em sua posse, e todos os bens na posse dela, ainda que não seja de sua propriedade. Estes últimos serão oportunamente restituídos aos seus proprietários. Desse modo, os bens da sociedade serão arrecadados pelo administrador judicial, como medida inicial de constituição da massa falida objetiva. No mesmo ato de arrecadação, o administrador avalia os bens, informando o valor atribuído a cada bem em um laudo, que junto com o termo de inventário compõe o auto de arrecadação. Quanto aos bens que não são de propriedade da massa falida, mas que estão em sua posse, mediante do pedido de restituição, apartá-los da massa falida objetiva, vez que estes não podem ser vendidos ou liquidados. Os bens da sociedade falida, que no momento da arrecadação contra penhorados numa execução singular ou sujeitos a qualquer tipo de constrição judicial, também serão arrecadados, mediante deprecação expedida pelo juízo