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Direito Constitucional - Thiago Varella

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derivado-decorrente) e leis estaduais. Constituição estadual é a maior norma dentro do estado, logo as leis estaduais devem estar de acordo com ela. Dada nossa historia de centralização e concentração de poderes, as constituições estaduais são muito simples: existem normas de reprodução obrigatória (disposições da CF que devem ser repetidas nas estaduais – princípio da simetria. Por isso, por exemplo, um estado não pode adotar um parlamentarismo estadual. As organizações estaduais e municipais devem ser simétricas ao modelo federal).
Autogoverno: os estados formam seu governo sem interferência dos demais entes federativos.
Executivo – Além do governador, este escolhe seus secretários de estado, de livre nomeação. 
Legislativo – Assembleia Legislativa formada por deputados estaduais, de forma unicameral.
Judiciário – Cada estado tem seu próprio tribunal de justiça e seus juízes de direito.
Autoadministração: cobra seus próprios impostos
Municípios
Auto-organização: lei orgânica não é constituição, apenas lei que organiza o município) e leis municipais
Autogoverno: município forma seu governo sem interferência dos outros entes federativos. Escolhe seus secretários municipais. Legislativo exercido pela Câmara de Vereadores.
Autoadministração: município tem verba própria e também pode gastar independente de outros órgãos municipais.
Distrito Federal – não têm municípios (art. 32), apenas cidades. Taguatinga, Gama etc são cidades, mas não municípios, pois não tem autonomia. Tem competências de estados e municípios. A região tem alguma autonomia. O Distrito Federal tem um governador, que exerce o poder executivo em todo o DF, incluindo Brasília e as outras cidades. É uma mistura de Estado e Município, pois o governador distrital exerce funções que nos estados são de prefeituras. 
Auto-organização e Autogoverno: Tem sua Câmara Legislativa, com deputados distritais. É uma mistura do nome Assembleia Legislativa com Câmara dos Vereadores. A Lei Distrital trata de matéria estadual ou municipal. Não pode ter justiça estadual porque não é estado, mas tem um Tribunal de Justiça do DF.
Autoadministração: também tem autonomia para gastar suas verbas.
Obs: Existem territórios, que não possuem autonomia. São os casos de Tapajós e Carajás, no Pará. Rondônia por exemplo, já foi apenas um território. Territórios podem ter órgãos de poder judiciário independentes, organizados pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios.
PROVA:
MANDADO DE INJUNÇÃO ATÉ HJ, INCLUSIVE