Excedente do consumidor
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Excedente do consumidor


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	R$10 a R$15
	1
	1
	Abaixo de R$10
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O excedente do produtor pode ser avaliado a partir da curva de oferta. Assim, imagine que o quadro ao lado tenha por referência a produção desse prato de sushi, com a relação existente entre o preço do prato, o número de potenciais vendedores e a quantidade ofertada do produto. 
Para melhor visualizar essa situação, vamos construir um gráfico que a ilustre. Observe abaixo.
Da mesma forma que o excedente do consumidor, o excedente do produtor também pode ser calculado por meio do gráfico. Teremos, desse modo, que o excedente do produtor equivale à área do polígono determinado pela curva de oferta e um determinado preço de comercialização. Assim, temos que o valor mínimo para que haja excedente do produtor é igual ao menor custo de produção dentre os três restaurantes (R$10). Portanto, acima de R$10 existe excedente do produtor para quaisquer preços determinados. Vamos proceder agora à análise gráfica do excedente do produtor.
Ao preço de R$15, temos que há dois restaurantes dispostos a ofertar seus produtos no mercado: Mestre Cuca e Saboroso. Entretanto, o excedente do produtor para o Saboroso é igual a zero, visto que, a esse preço, o preço ao qual o prato de sushi é comercializado é igual ao seu custo de produção. Portanto, nessa situação o excedente do produtor total diz respeito apenas ao excedente do produtor do restaurante Mestre Cuca. Assim, o excedente do produtor do restaurante Mestre Cuca é igual à área sombreada no gráfico, ou seja, igual a R$5. Analogamente, analisemos agora qual será o excedente do produtor ao preço de R$20.
Conforme o gráfico ao lado, ao preço de R$20 todos os produtores estariam dispostos a ofertar seus pratos de sushi no mercado (embora o restaurante Natural não possua excedente do produtor, visto que seus custos de produção seriam iguais ao seu preço de comercialização). Assim, temos que o excedente do produtor total, ao preço de R$20, seria igual à soma do excedente do produtor do restaurante Mestre Cuca (sombreado mais claro no gráfico ao lado) e do excedente do produtor do restaurante Saboroso (sombreado mais escuro no gráfico ao lado). Nessa situação, temos que, ao preço de R$20, o excedente do produtor total é igual a R$10 + R$5 = R$15.
Do mesmo modo que podemos mensurar o excedente do consumidor em um mercado maior por meio das relações estabelecidas entre preço e quantidade no gráfico que representa a curva de demanda, conforme mostrado acima, podemos também calcular o valor do excedente do produtor por meio das relações entre preço e quantidade no gráfico que representa a curva de oferta agregada. Temos, portanto, que o excedente do produtor ao preço P1 é igual à área delimitada pela curva de oferta e esse preço, ou seja, corresponde à área do triângulo ABC. 
Estabelecendo-se um novo preço P2, maior que P1, temos que:
O excedente adicional em P2 para os primeiros produtores, ou seja, aqueles que já possuíam excedente do produtor em P1 (Q1), é igual à área do retângulo BCED, sombreado mais escuro. O excedente do produtor para os novos produtores, ou seja, aqueles que não produziam em P1 (Q2 \u2013 Q1), é igual à área quadriculada, que é correspondente à área do triângulo CEF. Temos, portanto, que o excedente do produtor total em P2 é igual à soma das áreas do triângulo ABC, do retângulo BCED e do triângulo CEF, ou simplesmente à área do triângulo maior ADF.
A Eficiência de Mercado
Vimos acima como são calculados o excedente do consumidor e o excedente do produtor, e como podemos mensurá-los por meio das representações gráficas de oferta e demanda que já conhecemos. Analisaremos agora as duas situações de maneira simultânea. Relembrando, temos que:
Se somarmos o excedente do consumidor e o excedente do produtor, chegaremos ao excedente total do mercado, visto que levaremos em consideração, dessa maneira, os excedentes tanto dos demandantes quanto dos ofertantes. Temos, assim, que:
Como o valor pago pelos compradores é igual ao valor recebido pelos vendedores, esses dois valores irão se anular na fórmula do excedente total descrita acima, e teremos, assim, que:
Logo,
Dessa maneira, temos que o excedente total do mercado corresponde à diferença entre a disposição para pagar e os custos de produção.
Um mercado é considerado eficiente quando a alocação de recursos maximiza o excedente total e seu resultado, para a sociedade, é o maior possível. Entretanto, isso não significa que esse resultado seja dividido de maneira igual entre seus participantes. Pelo contrário. Como visto na unidade 1 dessa apostila, há uma diferença importante entre os conceitos de igualdade e equidade. O que ocorre aqui é a equidade, ou seja, uma imparcialidade na distribuição desse resultado da alocação de recursos para a sociedade. Em outras palavras, todos os participantes desse mercado são beneficiados em uma situação de eficiência de mercado, mas nem todos são beneficiados de maneira igual.
Mas afinal, qual é essa situação na qual se maximiza o excedente total? Em que situação podemos dizer que chegamos à \u201ceficiência de mercado\u201d?
Você viu, ao longo dos demais textos da unidade 2, que a oferta e a demanda de um bem em um determinado mercado podem ser representadas por duas curvas, uma crescente e outra decrescente, em um gráfico cujos eixos são preço e quantidade, como mostrado abaixo. 
De acordo com o que vimos acima, referente aos excedentes do consumidor e do produtor a determinados preços P1 e P2, por exemplo, podemos dizer que, no ponto em que as curvas de oferta e demanda se cruzarem no espaço (ou seja, no ponto de equilíbrio), teremos uma situação que maximiza o excedente total desse mercado, como demonstrado na representação gráfica ao lado. Na área sombreada mais escura, temos o excedente do consumidor e, na área sombreada mais clara, o excedente do produtor. O excedente total corresponde, portanto, à soma dessas duas áreas.
Assim, podemos afirmar que é no equilíbrio de mercado que alcançamos a eficiência. Isso nos permite dizer que o mercado livre aloca a oferta aos compradores que atribuem um valor máximo a um bem e a demanda aos produtores com o mínimo custo de produção. Para preços maiores que o preço de equilíbrio, o valor para os compradores é maior que o custo para os produtores. Para preços menores que o preço de equilíbrio (como no gráfico ao lado, que representa a imposição de um preço máximo pelo Governo), o valor para os compradores é menor que o custo para os produtores. Pelo gráfico, percebe-se que a quantidade Q que será comercializada é inferior à quantidade de equilíbrio (uma vez que, a esse preço, os ofertantes desejam vender uma quantidade menor do produto). O excedente total, portanto, corresponde à soma das áreas dos trapézios representadas no gráfico (e é, claramente, menor que aquele em uma situação de equilíbrio de mercado). Em ambas as situações, não temos uma situação de eficiência de mercado. Assim, é a quantidade de equilíbrio que maximiza a soma dos excedentes do produtor e do consumidor. 
Quando os mercados não são perfeitamente competitivos, um único comprador ou vendedor (ou um pequeno grupo) pode controlar os preços, e essa capacidade de influenciar os preços é chamada de poder de mercado. O poder de mercado pode resultar em ineficiência, porque pode manter preços e quantidades fora do ponto de equilíbrio. Passaremos agora à discussão acerca das estruturas de mercado existentes, que dizem respeito à forma de organização dos mercados, começando pela já mencionada estrutura de concorrência perfeita.
Excedente do Consumidor = Disposição para Pagar \u2013 Valor Efetivamente Pago
Preço
R$50		 
 ( Disposição para pagar de Cláudia
R$30			 ( Disposição para pagar de Maísa
R$20				 ( Disposição para pagar de Pedro
\ufffd			 
 Demanda
						 
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