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Resumo - Análise do Comportamento

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Universidade Estácio de Sá
Curso de Psicologia
Métodos de Observação em Psicologia
Contingências Aversivas e Comportamento Emocional
Patrícia Almeida dos S. Minelli – Matrícula: 2010.02.11595-7
Rio de Janeiro
Novembro / 2011
Segundo Skinner, behaviorista radical, não há como justificar a mente, e sim o comportamento como objeto de estudo de uma ciência natural.
Contrariando o pensamento acima citado, alguns argumentos baseiam-se na combinação das crenças de que o comportamento humano é muito complexo para ser redutível a leis científicas, o fato de cada pessoa ser única impossibilita a generalização dos princípios.
Baum sugere que a ciência pode ser definida como uma atividade dirigida à elaboração de termos e de conceitos descritivos que tornem a experiência compreensível e que comportamento refere-se a algo natural, coisas que podemos fazer ou dizer, incluindo as crenças. Conceitos como estímulo, resposta e reforço, entre outros, podem tornar claro o comportamento humano.
Já Sidman faz uma crítica às experiências laboratoriais com ratos confinados e pergunta: “O que essa criatura intelectualmente limitada, vivendo em um espaço ecológica e socialmente estéril possivelmente pode nos dizer sobre a conduta humana?” Será que devemos estudar somente ações que tenham validade de face (formas exatas de comportamento)?
Skinner distinguiu as categorias comportamentais em respondentes e em operantes a partir da redefinição de estímulo e resposta como classes de eventos funcionais em vez de eventos observáveis imediatamente.
Contingências Aversivas
São elas: A punição, o reforço negativo e a supressão condicionada, entre outras.
Punição
A punição destina-se a eliminar comportamentos inadequados, ameaçadores ou, por outro lado, indesejáveis de um dado repertório, com base no princípio de que quem é punido apresenta menor possibilidade de repetir seu comportamento. Infelizmente, o problema não é tão simples como parece. A recompensa (reforço) e a punição não diferem unicamente com relação aos efeitos que produzem. Uma criança castigada de modo severo por brincadeiras sexuais não ficará necessariamente desestimulada de continuar, da mesma forma que um homem preso por assalto violento não terá necessariamente diminuída sua tendência à violência. Comportamentos sujeitos a punições tendem a se repetir assim que as contingências punitivas forem removidas. (Skinner, 1983, p.50)
A punição é um tipo de conseqüência do comportamento que torna a sua ocorrência menos provável.
A punição foi o termo escolhido por Skinner para substituir os “maus efeitos” da lei do efeito de Thorndike. O termo é definido funcionalmente como a conseqüência que reduz a freqüência do comportamento que a produz. È fundamental lembrar que a punição é definida funcionalmente,ou seja, para falarmos que houve uma punição,é necessário que se observe uma diminuição na freqüência do comportamento.
São dois os tipos de punição: Punição Positiva e Punição Negativa.
A distinção entre ambas as punições incide na mesma distinção feita com relação ao reforço (positivo ou negativo): se um estímulo é acrescentado ou subtraído do ambiente. Os termos “positivo” e “negativo” indicam apenas apresentação ou retirada de estímulos, respectivamente (importante ignorar seus significados na língua cotidiana). Porém, o reforço torna a resposta reforçada mais provável e a punição reduz a probabilidade da resposta punida. Tanto a punição positiva como a punição negativa diminuem a probabilidade de o comportamento ocorrer.
Punição Positiva
A punição positiva é a conseqüência do comportamento que diminui a probabilidade do mesmo ocorrer novamente pela adição de um estímulo aversivo (punitivo) ao ambiente.
Punição Negativa
Na punição negativa, a conseqüência de um comportamento é a retirada de reforçadores (de outros comportamentos). Essa conseqüência tornará o comportamento menos provável.
Azrin e Holz listam 13 condições necessárias para a punição levar à completa supressão do comportamento:
Não pode haver fuga possível do estímulo punitivo
O estímulo deve ser tão intenso e freqüente quanto possível
A punição tem que ser imediata
A intensidade não pode ser aumentada gradualmente, desde o início o estímulo tem que ser tão intenso quanto possível
Se a intensidade for baixa, os períodos de punição devem ser curtos
A punição não deve ser associada à apresentação de um estímulo reforçador positivo
Punição deve sinalizar um período de extinção para a resposta
O grau de motivação para a resposta deve ser diminuído
A freqüência do reforço positivo para a resposta deve ser diminuída
 Uma resposta alternativa à que é punida deve estar disponível
 Se não há resposta alternativa, o sujeito deve ser levado para outra situação com acesso ao estímulo reforçador
 Se um estímulo aversivo primário não pode ser aplicado após a resposta, pode-se usar um estímulo aversivo condicionado
 Em último caso, a punição pode ocorrer pela apresentação de time-out ou pelo aumento no custo da resposta
O comportamento de quem aplica a punição é reforçado pela supressão imediata da resposta punida, ainda que não funcione a longo prazo.
Para Horner (2002) a punição deve ser considerada como parte natural da vida e assinala que a mesma ocorre por meio de carrancas, reprimendas, multas, notas vermelhas, espancamentos, entre outras inúmeras possibilidades. 
Reforço Negativo
A contingência de fuga ilustra o processo mais simples de reforço negativo, no qual uma resposta interrompe um estímulo aversivo, enquanto na contingência de esquiva uma resposta evita ou atrasa o estímulo.
“Fugimos de circunstâncias aversivas presentes, mas nos esquivamos de circunstâncias potencialmente aversivas que ainda não ocorreram.”
Tanto a fuga quanto a esquiva são processos que pertencem a um mesmo conjunto de elementos do comportamentalismo: o do reforço negativo, que varia desde a remoção ou atenuação de um estímulo presente até o adiamento ou impedimento de um estímulo potencial.
Reforço Negativo é a conseqüência do comportamento que aumenta a sua freqüência pela retirada ou pela evitação de um estímulo aversivo.
Fuga e Esquiva
Dois tipos de comportamento são mantidos por reforço negativo: a fuga e a esquiva.
Consideramos que um comportamento é uma fuga no momento em que um determinado estímulo aversivo está presente no ambiente, e esse comportamento retira-o do ambiente.
Já a esquiva é um comportamento que evita ou atrasa o contato com um estímulo aversivo, isto é, o comportamento de esquiva ocorre quando um determinado estímulo aversivo não está presente no ambiente, e emitir este comportamento (esquiva) faz com que o estímulo não apareça, ou demore mais para aparecer.
O controle aversivo, de acordo com o que vimos, é uma forma legítima e eficiente de aumentar ou de diminuir a probabilidade de emissão do comportamento. Punir comportamentos inadequados ou indesejados é muito mais fácil e tem efeitos mais imediatos do que reforçar positivamente comportamentos adequados. Entretanto, o controle aversivo apresenta uma série de efeitos colaterais que tornam seu uso desaconselhado por vários autores comportamentais.
Apesar das controvérsias sobre a efetividade do controle aversivo, ele vem sendo amplamente empregado nas relações interpessoais ao longo da história da humanidade. Dessa forma, qualquer análise funcional de relações comportamento-ambiente, para ser completa, e qualquer estratégia de intervenção, para ser eficiente, devem considerar não somente contingências de reforçamento positivo, mas também aquelas que envolvem reforçamento negativo e punição.
O efeito de contingências aversivas na terapia pode ser muito prejudicial. Uma vez que o terapeuta puna algum comportamento do cliente durante a sessão, outros comportamentos dentro da sessão, muitas vezes desejáveis ao processo terapêutico, podem deixar de ocorrer. A popularidade dessas técnicas declinou nos últimos 30 anos em decorrências de diversos aspectos, apresentados em diversas literaturas.
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