texto internet coagulação
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se desliga da antitrombina, não podendo a trombina funcionar mais na cascata de coagulação, havendo uma diminuição do efeito da trombina.
Um outro mecanismo de ação importante da heparina é que a trombina também tem afinidade pela heparina, logo, a trombina também se liga a heparina. Logo, a molécula de heparina funciona como um suporte para a ligação de antitrombina e de trombina. Resumindo, a efetividade da ligação entre antitrombina III e trombina aumentam na presença de heparina.
Efeitos adversos 
Todos os anticoagulantes podem causar hemorragia, logo temos como contra indicação desses medicamentos, para indivíduos que apresentam sangramento, como por exemplo, úlcera gástrica com sangramento ativo, trauma no SNC, lesão hemorrágica. A heparina é uma molécula natural, extraída de pulmão bovino e de intestino de porco. A administração de heparina em alguns pacientes pode também provocar hipersensibilidade. 
A trombocitopenia é um problema grave, que quando observada pela heparina pode ter 2 causas : 
- agregação plaquetária \u2013 a heparina favorece a agregação entra as plaquetas, o que favorece a formação de trombos. Quando se administra heparina e se observa formação de trombo, 2 coisas tem que ser pensadas: umas é que a dose da heparina esta sendo baixa, logo não está se controlando a formação dos trombos; e outra é que a própria heparina pode estar causando a trombose. No caso de não se estar controlando a trombose, deve-se aumentar a dose de heparina, o que pode causar ainda mais trombose.
ativação do sistema imune \u2013 gera a formação de anticorpos contra a heparina, que interagem com as plaquetas, diminuindo o número das plaquetas.
Essas plaquetas vão ser degradadas pelo sistema imune através dos anticorpos, causando a trombocitopenia. A ativação do sistema imune pode ser classificada como uma reação alérgica, que aparece em aproximadamente após 1 semana de tratamento, ou seja, não é uma reação imediata.
A osteoporose também já foi descrita para pacientes que fazem uso de heparina por muito tempo (4 a 6 meses), embora este não seja um efeito muito importante, na grávida que usar heparina por muito tempo a osteoporose pode aparecer. O único anticoagulante (não é anti-plaquetário nem antifibrinolítico) que pode ser usado é a heparina, não podendo usar warfarim na gestante, pois este é teratogênico, e como a gravidez favorece a formação de trombos, para evitar trombose nestas pacientes deve se usar a heparina.
Indicações
Esses medicamentos serão utilizados não só no tratamento, mas também na prevenção da trombose. Em indivíduos de certa idade que vão fazer cirurgias, principalmente ortopédicas e abdominais, e que vão ficar muito tempo em repouso, deve-se fazer o uso de heparina como medida profilática. A prevenção é feita sob a forma de infusão de 5000 a 7500 unidades a cada 12 horas. No caso de uma cirurgia deve-se analisar quais são os menores riscos, ou o de uma trombose ou de um sangramento, para ver se vai administrar a heparina no pré ou no pós-operatório. Em doses baixas de heparina (5000 ui a cad 12 horas) o risco de sangramento é baixo, mesmo em pacientes que serão submetidos a cirurgia.
No momento que o paciente faz um trombo, faz um efeito trombótico, não se tem mais como dissolver este trombo, ou seja, não há mais como tratar aquele trombo, o que se faz é inibir ou diminuir o risco da formação de um outro trombo, vai prevenir a recorrência de um novo trombo. Em pacientes que já têm historia de trombos, utiliza-se doses maiores de infusão. Resumindo, em pacientes que já tem trombo não se usa dose de prevenção, e sim doses maiores. 
A forma de reverter os efeitos da heparina, caso haja um sangramento devido ao seu uso, é através da administração de sulfato de protamina, que é uma substancia isolada de esperma de peixe. O sulfato de protamina se liga a heparina revertendo seus efeitos sobre os fatores da coagulação. A protamina em altas doses também causa sangramento, logo, essa substancia deve ser administrada com cuidado.
Desvantagens do uso da heparina
A farmacocinética da heparina é muito errática. Ela não pode ser administrada por via oral ou intramuscular (hematoma), só podendo ser por via subcutânea ou intravenosa. A administração por via subcutânea é difícil, pois a absorção é muito errática, não se sabendo em quanto tempo surgira o efeito da heparina, que pode ser entre meia hora e uma hora e meia. Essas alterações de absorção complicam um pouco o tratamento.
A heparina em baixas doses (doses de prevenção) é rapidamente eliminada por via renal, por macrófagos e por células endoteliais (que se ligam a heparina e a degradam). Porém na medida em que se aumenta a dose de heparina, sua eliminação diminui, pois os processos de eliminação da heparina serão alterados, trazendo algumas dificuldades no tratamento com heparina.
Outros anticoagulantes parenterais
Não são muito utilizados por não terem obtido resultados muito satisfatórios. O danaparóide e a leperudina são mais caros. Podem ser utilizados em casos de trombocitopenia, seja por agregação plaquetária, ou seja, por ativação do sistema imune, causados pelo uso da heparina. O danaparóide é um similar do anticoagulante das sanguessugas.
As heparinas de baixo peso molecular e o warfarim não podem ser usadas em pacientes que fizeram trombocitopenia pelo uso da heparina. Embora não causem trombocitopenia, as heparinas de baixo peso molecular não podem substituir a heparina em pacientes com trombocitopenia. Por isso que esses outros anticoagulantes parenterais se tornam importantes.
Anticoagulantes Orais
Warfarim \u2013 inibe a coagulação, através da inibição da síntese do fator II (trombina), fator VII, fator IX e fator X, além de inibir a síntese de proteína C. Esses fatores inibidos pelo warfarim são sintetizados no fígado. Se o warfarim vai inibir a síntese destes fatores, isso significa que estes elementos que já estão formados na circulação, prontos para atuar na coagulação, não vão sofrer a ação desta droga, pois só sofrem a interferência do warfarim aqueles que estão sendo sintetizados. Com isso, os efeitos do warfarim não são imediatos, levando em torno de 24 horas para ocorrer, pois ele só vai interferir com os fatores que seriam sintetizados. Logo, se desejar um efeito imediato dos anticoagulantes, para um paciente que esta fazendo trombose venosa por tromboembolismo, deve-se administrar heparina, e não anticoagulante oral. O tratamento correto consiste no uso de um anticoagulante parenteral (ex: heparina), já começando a usar um anticoagulante via oral (ex: warfarim), para que depois que se suspenda o anticoagulante parenteral, já se tenha o efeito do anticoagulante oral.
O warfarim tem uma grande semelhança com a vitamina K. No momento que os fatores II, VII, IX e X e a ptn C são sintetizados no fígado eles possuem resíduos de glutamato, que precisam ser carboxilados para que possam ter atividade na coagulação. Para que ocorra esta carboxilação vai ser necessário uma carboxilase, só que para a síntese dessa enzima carboxilase é preciso a vitamina K na sua forma reduzida. Logo, a vitamina K na sua forma reduzida é um cofator para a carboxilase, que vai fazer a carboxilação do ácido glutâmico presente em alguns fatores da coagulação.Toda vez que a carboxilase carboxilar um resíduo de ácido glutâmico, a vitamina K reduzida é oxidada. Para que a vitamina K oxidada funcione novamente como cofator das carboxilases ela precisa ser reduzida de novo por uma redutase. 
Mecanismo de ação
O warfarim fica junto com a vitamina K oxidada. A redutase, que é uma enzima que converte a vitamina K oxidada em vitamina K reduzida, se liga ao warfarim e não mais vai reduzir a vitamina K oxidada, e desta forma não se tem mais o cofator da carboxilase que iria carboxilar os demais fatores da cascata da coagulação.
Quando se administra o warfarim teremos a formação daqueles fatores de coagulação no fígado com os resíduos de ácido glutâmico não carboxilados, logo, esses fatores terão uma atividade muito baixa, não funcionando