A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
117 pág.
Contabilidade-Financeira-e-Gerencial

Pré-visualização | Página 14 de 23

do custo.
Vamos ver agora como ficaria o rateio dos custos indiretos do departamento de controle de qualidade.
O rateio dos custos do controle de qualidade deve ser no valor de $ 95.000, ou seja, $ 60.000 mais $ 
35.000 decorrentes da distribuição dos custos da administração.
O rateio é feito à base do número de testes feitos para cada departamento:
Após estes rateios, temos todos os custos indiretos de fabricação atribuídos somente aos três departa-
mentos de produção. Dessa forma, teríamos o seguinte quadro:
Neste ponto, precisamos fazer a transferência dos CIFs para cada produto fabricado. Supondo que a 
empresa tenha produzido no período 1.000 unidades dos produtos A e B e que tenha feito apontamentos 
dos gastos de hora-máquina por produto, em cada departamento de produção. Temos, então, o seguinte 
quadro:
Modulo 4´
64
Contabilidade Financeira e Gerencial
Com base nas duas tabelas anteriores, podemos fazer a apropriação dos custos por hora-máquina e 
por departamento.
Para isso, basta dividir o total dos custos após o rateio dos departamentos de serviços pelo total de 
horas-máquina gastas por produto:
Agora o trabalho se reduz à montagem de um quadro final com todos os custos indiretos de fabricação 
distribuídos aos produtos A e B.
Produto A
Produto B
Evidentemente, esses custos unitários não incluem os custos diretos de fabricação. Representam ape-
nas os custos indiretos alocados a cada unidade produzida.
Para finalizar, vamos ver como determinar a taxa do CIF.
Como os CIFs diferem em níveis de operação, é necessário estabelecer os níveis de operação em 
relação aos quais os custos indiretos de fabricação devem ser pré determinados.
Esse nível de atividades é expresso em termos de um índice: h/MOD ou h/MO.
A taxa pré-determinada do CIF é obtida dividindo-se os custos estimados em relação ao nível estimado 
Modulo 4´
65
Contabilidade Financeira e Gerencial
das operações.
À medida em que ocorrer a produção real, a taxa do CIF será aplicada à produção, dando origem ao 
CIFA (Custo Indireto de Fabricação Aplicado).
CIF real > CIF aplicado = subavaliação, variação desfavorável
CIF real < CIF aplicado = superavaliação, variação favorável
 Exemplo
Vamos ver um exemplo para você entender melhor a determinação da taxa do CIF. Considere 
os seguintes dados previstos e reais:
Previsão
Dados reais
Toda a produção foi iniciada e acabada no período.
Os CIFs aplicados no período foram:
A apropriação deve ser feita da seguinte forma:
1. Apropriação do material direto à produção.
2. Apropriação da mão-de-obra direta à produção.
3. Apropriação do CIF aplicado à produção.
4. Transferência dos produtos completados para o estoque de produtos acabados.
5. Transferência dos produtos vendidos para o CPV – Custo do Produto Vendido.
6. Contabilização dos CIFs efetivos.
7. Encerramento da conta CIF aplicado e transferência para a conta Variação CIF.
8. Encerramento da conta CIF real e a transferência para a conta Variação CIF.
Modulo 4´
66
Contabilidade Financeira e Gerencial
9. Transferência do saldo devedor da conta Variação CIF para a conta EPA – Estoque dos Pro-
dutos Acabados e CPV.
Modulo 4´
67
Contabilidade Financeira e Gerencial
RESUMO
1. O sistema de custeio por absorção consiste na apropriação de todos os custos à produção 
do período, excluindo-se apenas os gastos não fabris. Trata-se de um método derivado da 
aplicação dos princípios fundamentais de contabilidade e, no Brasil, é adotado pela legislação 
comercial e fi scal.
2. O custeio consiste em quatro etapas: primeiro é preciso separar os custos do produto dos 
custos do período. Depois é preciso classifi car os custos diretos e indiretos. Depois, os custos 
diretos do produto são atribuídos aos produtos específi cos e os custos indiretos aos centros de 
custo. Por fi m, os custos indiretos são distribuídos do centro aos produtos, de acordo com o seu 
uso.
3. A departamentalização consiste em dividir a fábrica em segmentos, aos quais são debitados 
todos os custos de produção neles incorridos. Os departamentos podem ser divididos em dois 
grupos: produção e serviços.
4. Os departamentos de produção são aqueles que atuam sobre os produtos e têm seus custos 
apropriados diretamente a estes. Por exemplo: corte, aplainamento, montagem etc. Os departa-
mentos de serviços não atuam diretamente na produção e sua fi nalidade é prestar serviços aos 
departamentos de produção. Por exemplo: manutenção, almoxarifado, limpeza etc.
5. O objetivo da departamentalização é o melhor controle dos custos e a determinação mais 
precisa do custo dos produtos.
6. Para efetuar o rateio dos custos indiretos de fabricação, que são indiretos em relação aos de-
partamentos, e dos que representam custos comuns a todos eles, cada empresa deve estudar 
a situação específi ca para escolher critérios adequados que efetivamente refl itam a carga dos 
custos que devam ser descarregados em cada um deles.
7. A pré-determinação dos custos indiretos de fabricação consiste em se efetuar uma estimativa 
de qual será o valor destes num determinado período de produção e utilizar este gasto pré-esti-
mado para apurar o custo de produção do período, ao invés do gasto real. Para isso, é preciso 
estimar o volume de produção no período, estimar os CIFs variáveis, estimar os CIFs fi xos e 
calcular uma taxa predeterminada para aplicar à produção.
8. A taxa pré-determinada é obtida pela estimativa prévia dos custos de um período.
Modulo 5´
68
Contabilidade Financeira e Gerencial
MÓDULO 5
SISTEMA DE CUSTEIO VARIÁVEL
O objetivo deste módulo é ensiná-lo a calcular o custo de um produto por meio do sistema de 
custeio variável, identifi cando a margem de contribuição, o ponto de equilíbrio e a margem de 
segurança para fi ns decisórios e gerenciais.
Além disso, interpretaremos as relações custo/volume/lucro para a empresa e mostraremos al-
gumas comparações entre o sistema de custeio por absorção e o sistema de custeio variável.
5.1 - Conceito e sistema para tomadas de decisões administrativas
5.2 - Análise de custos
5.3 - Margem de contribuição
5.4 - Ponto de equilíbrio
5.5 - Margem de segurança
5.6 - Análise das relações custo/volume/lucro
5.7 - Análise comparativa do custeio por absorção e variável
Modulo 5´
69
Contabilidade Financeira e Gerencial
MÓDULO 5
SISTEMA DE CUSTEIO VARIÁVEL
5.1 - CONCEITO E SISTEMA PARA TOMADAS DE DECISÕES ADMINISTRATIVAS
Custeio variável
Conhecido também como custeio direto, é um tipo de custeamento que considera como custo de pro-
dução de um período apenas os custos variáveis incorridos, desprezando os custos fixos.
Vamos ver, então, quais custos devem ser considerados na produção de um produto químico se utili-
zarmos o custeio variável.
Os custos variáveis são aqueles que ocorrem de acordo com o volume de produção, ou seja, se a pro-
dução é aumentada, obviamente aumentam também os custos com mão-de-obra, já que o pessoal terá 
que trabalhar mais ou então serão contratados outros profissionais, bem como aumentará a compra de 
matéria-prima, de outros materiais necessários etc.
Já os custos fixos vão existir mesmo que não haja produção, por isso são consideradas as despesas. 
É o caso, por exemplo, do aluguel da fábrica, do salário da mão-de-obra indireta, dos seguros etc.
Dessa forma, o custo dos produtos vendidos e os estoques finais de produtos em elaboração e produ-
tos acabados só conterão os custos variáveis.
Partindo do princípio de que os custos da produção são, em geral, apurados mensalmente e de que os 
gastos imputados aos custos devem ser aqueles efetivamente incorridos e registrados contabilmente, este 
sistema de apuração de custos depende de um adequado suporte do sistema contábil.
A empresa deve ter um plano de contas que separe,