Contabilidade-Financeira-e-Gerencial
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no preço das vendas diminui o ponto de equilíbrio das vendas;
 um aumento no custo variável aumenta o ponto de equilíbrio das vendas;
 um aumento no custo fi xo aumenta o ponto de equilíbrio das vendas.
Sabemos, obviamente, que o objetivo das empresas não é atingir o equilíbrio, mas sim o lucro. Dessa 
forma, é preciso considerar outros fatores além do equilíbrio, como as condições econômicas, o forneci-
mento e a procura, a repercussão a longo prazo e o relacionamento com os clientes.
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5.5 - MARGEM DE SEGURANÇA
A margem de segurança é um indicador de risco que aponta a quantidade a que as vendas podem cair 
antes de se ter prejuízo.
O cálculo da margem de segurança pode ser feito com a seguinte fórmula:
O indicador dessa equação que deve ser observado é: quanto menor a razão, maior o risco de se atin-
gir o ponto de equilíbrio.
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5.6 - ANÁLISE DAS RELAÇÕES CUSTO/VOLUME/LUCRO
A análise das relações custo/volume/lucro é um instrumento utilizado para projetar o lucro que seria 
obtido a diversos níveis possíveis de produção e vendas, bem como para analisar o impacto sobre o lucro 
de modificações no preço de venda, nos custos e em ambos.
Ela é baseada no custeio variável e, por meio dela, pode-se estabelecer qual a quantidade mínima que 
a empresa deverá produzir e vender para que não incorra em prejuízo.
Vamos utilizar um exemplo prático para entender isso melhor.
Suponhamos que, numa empresa, os custos fixos e variáveis sejam, na realidade, os \u201ccustos mais 
despesas fixas\u201d e os \u201ccustos mais despesas variáveis\u201d.
O preço unitário do produto fabricado nesta empresa fictícia é de $ 15,00.
O gráfico do custo total (CT) é representado pela expressão algébrica:
CT = 100 + 10 Q
onde:
custo fixo = 100
custo variável unitário = 10
Veja como ficariam esses dados no gráfico:
A receita total (RT) terá a expressão Q. Dessa forma, RT = 15Q, pois cada unidade vendida do produto 
tem o custo de $ 15,00. Assim, se a empresa vender 10 unidades, a receita total será de $ 150,00.
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Até se atingir Qe, a reta do custo total (CT) está acima da receita total (RT), como você pode observar 
no gráfico. Isso significa que a empresa está tendo prejuízo.
RT = 10 x 15 = 150
CT = 100 + (10 x 10) = 200
O prejuízo será de 50 
No ponto de equilíbrio (Qe), as retas de CT e RT se cruzam indicando que são iguais e, portanto, não 
há lucro nem prejuízo. Para determinarmos Qe, basta igualar RT com CT:
15Q = 100 + 10Q
15Q \u2013 10Q = 100
5Q = 100
Q = 20
O ponto de equilíbrio é a quantidade mínima que a empresa deve produzir para que não tenha prejuí-
zo. Fabricando mais de 20 unidades, ela terá um lucro que será tanto maior quanto maior for o volume de 
produção e vendas (Q).
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5.7 - ANÁLISE COMPARATIVA DO CUSTEIO POR ABSORÇÃO E VARIÁVEL
Veja a seguir como ficaria representado graficamente o Esquema de Custeio por Absorção:
Agora veja como ficaria representado graficamente o Esquema de Custeio Variável:
Depois de observar os dois esquemas de custeio, veja uma síntese das diferenças existentes entre 
eles:
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Para finalizar, vamos saber quais são os pontos negativos e positivos de cada tipo de custeio, segundo 
a opinião de alguns autores: 
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RESUMO
1. O custeio variável, ou custeio direto, é um tipo de custeamento que consiste em considerar 
como custo de produção do período apenas os custos variáveis incorridos, desprezando as 
despesas.
2. Nesse sistema, os gastos variáveis devem ser separados dos gastos fi xos, isto é, aqueles que 
oscilam proporcionalmente ao volume de produção e venda daqueles que se mantêm estáveis 
perante as oscilações dentro de certos limites.
3. O custeio direto é útil para a tomada de decisões gerenciais ligadas à fi xação de preços, 
decisão de compra ou fabricação, determinação do \u201cmix\u201d de produtos e, ainda, possibilita a de-
terminação imediata do comportamento dos lucros face às oscilações de vendas.
4. A margem de contribuição é outro instrumento que os gerentes usam para tomar decisões. 
Trata-se da diferença entre o preço de venda e a soma dos custos e despesas variáveis, que 
contribuirá para a absorção dos custos fi xos e para a formação do lucro.
5. O ponto de equilíbrio é utilizado para calcular o volume de vendas necessário para cobrir os 
custos da empresa, ou seja, é o nível de vendas em que não há lucro nem prejuízo.
6. A margem de segurança é um indicador de risco que aponta a quantidade a que as vendas 
podem cair antes de se ter prejuízo.
7. Os pontos positivos do custeio variável são: os custos dos produtos podem ser comparados 
em bases unitárias; facilita o tempo e o trabalho despendidos na apuração e na apresentação 
de informações; facilita o controle dos custos fi xos por se apresentarem separadamente nas 
demonstrações; facilita a elaboração e o controle de orçamentos e determinação e controle de 
padrões; fornece mais instrumentos de controle gerencial.
8. Os pontos negativos do custeio variável são: ele fere o princípio contábil da confrontação das 
receitas com os custos que contribuem para a sua obtenção; pode prejudicar a análise por parte 
dos credores no que se refere aos índices de liquidez e capital circulante líquido; não considera 
os custos fi xos na determinação do preço de venda; os custos fi xos não são completamente 
fi xos e tampouco os variáveis são completamente variáveis; no Brasil, não é aceito pelo Fisco.
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MÓDULO 6
CUSTEIO BASEADO EM ATIVIDADES \u2013 ABC
Neste módulo iremos comentar sobre um outro método de custeio: o ABC. Trata-se de um siste-
ma de custo baseado na análise das atividades que são signifi cativas para a empresa.
Além disso, iremos determinar e justifi car os direcionadores e as atividades do sistema, bem 
como mostrar um comparativo entre o método de custeio tradicional e o ABC.
6.1 - Conceito e gestão baseada em custo
6.2 - Alocação dos recursos para as atividades e das atividades para os objetos de custo
6.3 - Direcionadores e atividades
6.4 - Etapas para aplicação do ABC
6.5 - Comparativo entre o custeio tradicional e o custeio ABC
6.6 - Gestão baseada em atividades - ABM
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MÓDULO 6
CUSTEIO BASEADO EM ATIVIDADES \u2013 ABC
6.1 - CONCEITO E GESTÃO BASEADA EM CUSTO
O método ABC surgiu frente as constantes mudanças e desafios exigidos pelas empresas em relação 
à necessidade de aumento da qualidade, economia de tempo e redução de custos.
Ele reúne características e fundamentação suficientes para marcar uma nova fase na história dos 
métodos para a gestão dos custos das organizações empresariais. Trata-se de um sistema de custeio 
baseado na análise das atividades significativas da empresa, ou seja, parte-se da premissa de que são 
as atividades, e não os produtos, que provocam o consumo de recursos, e essas atividades, conforme 
requeridas, é que formarão os custos dos produtos.
O custeio ABC nasceu nos Estados Unidos em meados da década de 80 e foi desenvolvido por Devlin, 
Cooper e Kaplan. O objetivo principal é tentar reduzir sensivelmente as distorções provocadas pelo rateio 
dos custos indiretos, ou seja, aqueles que não estão ligados diretamente à fabricação dos produtos, feitos 
de forma desregrada.
Neste sistema, a apropriação dos custos é baseada na premissa de que os produtos ou serviços ela-
borados por uma empresa requerem a realização de atividades; e que estas, por sua vez, requerem
Igor
Igor fez um comentário
um determinados produto tem baixa elaaticidade
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