Contabilidade-Financeira-e-Gerencial
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Contabilidade-Financeira-e-Gerencial


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que o custo do produto GG, que está acima do 
preço de mercado, não é competitivo, devendo, portanto, ser eliminado da linha de produção. Em relação 
ao produto FF, concluiu que sua alta competitividade está mantendo as operações.
Antes da decisão final, a equipe da gerência decidiu analisar o problema por meio da metodologia 
proposta pelo ABC.
Mas, para isso, outras informações foram coletadas.
Informações adicionais:
a) Custos Diretos
 Produto FF = $ 100 por unidade
 Produto GG = $ 10 por unidade
b) Custos Indiretos
 $ 10.000,00 por ano.
 Medida de trabalho: 10.000 pedidos de compra.
 Ordens de compra requeridas por unidade do produto FF: 30 (número de ordens necessárias 
para produzir o produto).
 Ordens de compra requeridas por unidade do produto GG: 3.
c) Tabela de distribuição dos custos indiretos:
 Custeio Tradicional: $ 10.000,00 / 1.000 unidades = $ 10,00/unidade.
 Custeio ABC: $ 10.000,00 / 10.000 medidas de trabalho = $ 1,00/medida.
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d) Custo total por unidade produzida
Comparando os dois conjuntos de informações apresentadas para a gerência, a surpresa foi grande.
Os resultados do sistema ABC eram totalmente diferentes dos resultados do sistema tradicional. Quan-
do os custos foram rastreados para o total das atividades atualmente utilizadas, ao invés de alocados 
com base na produção realizada, o produto FF mostrou-se mais caro ($ 125,00) do que originalmente ($ 
110,00), tornandose não competitivo no mercado. Já o produto GG mostrou-se competitivo, devendo ser 
mantido na produção.
Este simples exemplo mostra que o método tradicional de custeio, que aplica diretamente os custos 
indiretos sobre a quantidade produzida, pode super ou subestimar os custos verdadeiros.
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6.5 - COMPARATIVO ENTRE O CUSTEIO TRADICIONAL E O CUSTEIO ABC
A tabela a seguir demonstra as principais diferenças existentes entre o custeio tradicional e o custeio 
ABC:
Os métodos tradicionais de custeio agrupam seus custos por departamentos, para depois rateá-los aos 
produtos.
O sistema ABC não está preso a essas fronteiras departamentais. Ele cruza esses limites para analisar 
as atividades e os processos originados por essas atividades e, desta forma, é considerado uma ótima 
ferramenta gerencial.
Sua metodologia permite a produção de relatórios gerenciais que possibilitam aos gestores uma visão 
empresarial dos processos da empresa, entendendo melhor as causas geradoras de custos e mostrando 
ineficiências, tais como: processos desnecessários, trabalho duplicado etc., além de analisar muito mais 
detalhadamente o produto que fabrica ou serviço que presta do que analisava com os relatórios produzi-
dos pela contabilidade baseada nos custeios tradicionais.
Com um mercado mais estável, competitivo e globalizado, não é mais possível aumentar os preços 
para cobrir custos. Portanto, é imprescindível para a sobrevivência das empresas a criação de estruturas 
de custos adequadas, buscando melhor qualidade com menor custo.
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6.6 - GESTÃO BASEADA EM ATIVIDADES \u2013 ABM
A gestão baseada em atividades é um processo administrativo que usa a informação fornecida por 
uma análise de custos baseada em atividades para melhorar a lucratividade da empresa.
O seu objetivo é eliminar certas atividades que não adicionam valor para os clientes e, com isso, dei-
xá-los mais satisfeitos. Além disso, esse tipo de gestão possibilita a redução da demanda por recursos 
organizacionais.
A metodologia ABM é baseada na visão do processo e na alocação de custos. Elas são suportadas 
pela identificação dos recursos utilizados pela empresa (mão-de-obra, materiais, máquinas etc.) e sua 
alocação às atividades que consomem estes recursos mediante geradores de custos primários.
Em seguida, devem ser identificados os relacionamentos entre as atividades e também entre as ativida-
des e os objetos de custos (cliente, produto, serviço etc.). Dessa forma, é implantada a visão de alocação 
de custos e, pela consolidação das atividades por processos empresariais, obtém-se a visão de proces-
sos.
Tendo implantado o sistema ABC, a empresa pode praticar o ABM. Para isso, é preciso classificar e 
analisar as atividades da seguinte forma:
1º. O primeiro passo é determinar quais atividades agregam valor para o negócio ou produto.
2º. Depois devem ser verifi cadas quais atividades podem ser eliminadas ou reduzidas em até 
75%, sem causar detrimento ao produto ou serviço fi nais.
Nesta divisão existem três níveis:
a) Alta infl uenciabilidade \u2013 relativamente fácil de ser eliminada ou reduzida em um período de 
até 18 meses.
b) Média infl uenciabilidade \u2013 nível de difi culdade médio para ser eliminada ou reduzida em um 
período entre 18 e 36 meses.
c) Baixa infl uenciabilidade \u2013 alta difi culdade para efetivamente ser eliminada ou reduzida em 
um período acima de 36 meses.
 Exemplo
Vamos tomar como exemplo um almoxarifado.
Trata-se de uma atividade que não agrega valor, pois o estoque geralmente é um problema para 
a empresa e o cliente não quer pagar mais por isso.
Quanto ao nível de infl uenciabilidade, podemos classifi cá-la como baixa, e eliminá-lo requer: 
 confi ança nos fornecedores; 
 muito tempo;
 investimento no desenvolvimento de fornecedores.
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Para o método ABM ser bem aproveitado, deve conter informações de custo traduzidas para a 
linguagem da produção, ou seja, é preciso uniformizar a linguagem entre as diversas áreas da 
empresa para que os resultados sejam precisos. Isso signifi ca apresentar os custos de cada 
uma das atividades dentro dos formados gerenciados na produção.
A ampliação da sua utilização nas empresas tem sido extremamente válida do ponto de vista da 
qualidade de informações para o suporte das operações industriais e empresariais.
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RESUMO
1. O método ABC é um sistema de custeio baseado na análise das atividades signifi cativas para 
a empresa. Ele parte da premissa de que são as atividades, e não os produtos, que provocam 
o consumo de recursos, e essas atividades, conforme requeridas, é que formarão os custos dos 
produtos.
2. O método ABC mede o custo e o desempenho de processos e produtos da seguinte forma: 
atribui custos às atividades com base no consumo de recursos; atribui custos a produtos ou 
serviços com base no consumo de atividades; reconhece os fatores que determinam os custos 
das atividades e o consumo destas pelos produtos ou outras atividades.
3. O sistema ABC demonstra a relação entre recursos consumidos (o que foi gasto), atividades 
executadas (onde foi gasto) e objetos de custo/produtos ou serviços (para que foi gasto).
4. O objetivo do método ABC é reduzir o custo por meio da eliminação de desperdícios, por meio 
do corte dos geradores de custos que não agreguem valor, ou seja, aqueles fatores causadores 
do consumo de atividades evitáveis ou desnecessárias.
5. A alocação dos recursos para as atividades e das atividades para os objetos de custos é feita 
por meio de cost drivers, ou direcionadores de custos, que são os fatores que causam mudan-
ças no desenvolvimento de uma atividade.
6. As etapas para aplicação do ABC são as seguintes: identifi cação das atividades relevantes; 
atribuição de custos às atividades; identifi cação e seleção dos direcionadores de custos; atribui-
ção de custos às atividades; atribuição dos custos das atividades aos produtos.
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MÓDULO 7
FORMAÇÃO DE PREÇOS
O objetivo deste módulo é fazê-lo refl etir sobre a importância de se identifi car e compreender 
que a formação do preço é um fator determinante para a sobrevivência
Igor
Igor fez um comentário
um determinados produto tem baixa elaaticidade
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