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Contabilidade-Financeira-e-Gerencial

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e passivo
2.3 - Situação líquida e suas alterações
2.4 - Conceito de contas
2.5 - Plano de contas
2.6 - Determinação do débito e do crédito
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MÓDULO 2
PATRIMÔNIO
2.1 - CONCEITO DE PATRIMÔNIO
 Patrimônio: é o conjunto de bens, direitos e obrigações suscetíveis de avaliação em moeda e vincu-
lados a uma empresa ou pessoa física num determinado momento.
 Bens: são valores materiais de propriedade da organização; é irrelevante que eles estejam pagos ou 
não. Podemos citar como exemplos de bens: dinheiro no caixa, mercadorias, matérias-primas, máquinas, 
instalações, prédios, terrenos, veículos etc. 
Os bens podem ser classificados em quatro categorias diferentes:
 Imóveis - tudo quanto possa ser incorporado ao solo. Exemplos: prédios, galpões etc.
 Móveis - aqueles suscetíveis de movimento próprio ou de remoção por força alheia. Exemplos: equi-
pamentos, instalações etc.
 Fungíveis - os bens móveis que podem ser substituídos por outros da mesma espécie, qualidade e 
quantidade. Exemplos: uma saca de arroz, uma dúzia de canetas etc.
 Consumíveis - os bens móveis cujo uso importa destruição imediata da própria substância. Exem-
plos: sementes para uso na agricultura, alimentos em geral etc. 
É importante destacar que um ativo de uma empresa só pode constar como um bem patrimonial quan-
do ela tiver algum dos seguintes direitos sobre ele:
Se ele não se enquadrar em nenhum desses tipos de direitos, o bem não pode ser considerado um 
patrimônio da empresa.
O patrimônio inicial de uma empresa normalmente é formado pelo capital social, ou seja, o dinheiro 
ou os bens materiais que os sócios colocam à disposição da entidade para que ela possa funcionar. Este 
patrimônio, então, é diversificado em bens das mais variadas espécies.
Os direitos, elementos “positivos”, fazem parte do ativo da empresa, e as obrigações, elementos “ne-
gativos”, do passivo.
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 Patrimônio: é o conjunto ou fundo de valores econômicos negativos e positivos vinculados a certa 
entidade.
Os valores positivos do patrimônio são os bens e direitos e são considerados como ativo da empresa. 
Já os valores negativos são as obrigações e são considerados como passivo da empresa.
 Direitos: são bens que nos pertencem, mas que não estão em nosso poder. São os valores de pro-
priedade da empresa que estão em posse de terceiros, como dinheiro aplicado em banco, valores a rece-
ber por vendas a prazo de mercadorias, capital social a integralizar, adiantamento a fornecedores etc.
 Obrigações: são bens em nosso poder que pertencem a terceiros. São as dívidas que a empresa 
tem para com terceiros, como salários a pagar, empréstimos bancários, impostos a recolher, fornecedores 
de mercadorias, títulos a pagar etc.
Para concluir os conceitos relacionados ao patrimônio de uma empresa, vamos conhecer outras deno-
minações dadas aos seus componentes. São elas:
 Imobilizações técnicas: representam os valores que se encontram aplicados para a utilização na 
manutenção das atividades da empresa. São bens que vão sendo lentamente consumidos pelo uso. Exem-
plo: máquinas, veículos, prédios, utensílios, móveis, ferramentas e instalações aplicadas na produção.
 Bens de venda: representam este grupo os valores que se destinam a ser vendidos, quer no estado 
em que existem, quer transformados ou adaptados (caso da indústria). Exemplo: mercadorias, matérias-
primas, matérias auxiliares, produtos semi-acabados, produtos terminados, retalhos, resíduos etc.
 Bens de crédito: representam este grupo os valores que se destinam a produzir resultados pela pró-
pria natureza da aplicação. Geralmente são imobilizações financeiras. Exemplos: apólices, ações e cotas 
de outras empresas, debêntures de terceiros, imóveis alugados e arrendados etc.
 Créditos de funcionamento: representam este grupo os valores a receber oriundos das operações 
normais e técnicas dos negócios, geralmente de vendas a crédito a pequenos prazos. Exemplos: duplica-
tas a receber, letras de câmbio a receber, valores em conta corrente etc.
 Créditos de financiamento: representam este grupo os valores de créditos a receber oriundos de 
empréstimos de dinheiro feitos a terceiros, geralmente a longo prazo. Exemplos: notas promissórias a 
receber, valores em conta corrente a receber etc.
 Débitos de funcionamento: representam este grupo os valores a pagar, ou seja, as dívidas ou o 
capital de terceiros, que financiaram aplicações normais ou técnicas, oriundas geralmente de compras a 
prazo. Exemplos: duplicatas a pagar, letras de câmbio a pagar, valores em conta a pagar etc.
 Bens numerários: representam o dinheiro e os títulos que diretamente expressam a moeda. Exem-
plos: dinheiro em caixa e em banco, cheques, ordens de pagamento à vista etc.
 Rateios e antecipações ativas: representam os valores antecipados em pagamentos ou créditos em 
formação. Exemplos: antecipações a fornecedores, dividendos a pagar em outras empresas etc.
 Débitos de financiamento: representam este grupo os valores de dívidas oriundas de empréstimos 
de dinheiro feitos por terceiros, geralmente a maior prazo. Exemplos: notas promissórias a pagar, hipote-
cas, penhores, valores em conta a pagar etc.
 Rateios e antecipações passivas: representam os valores recebidos como antecipações ou dívidas 
em formação. Exemplos: antecipações de clientes, dividendos a pagar etc.
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2.2 - ATIVO E PASSIVO
Vimos no tópico anterior que o ativo de uma empresa é composto pelos direitos, enquanto o passivo 
é composto pelas obrigações. Dessa forma, se subtrairmos um pelo outro, teremos a situação líquida da 
empresa.
Na contabilidade, o ativo é sempre igual ao passivo. A razão desta igualdade será mais bem explicada 
quando tratarmos do método das partidas dobradas. Mas, em princípio, vamos tentar entender analisando 
alguns exemplos numéricos.
Capital é o aporte de recursos que os sócios colocam à disposição da empresa.
O contrato social fixa o valor do capital expresso em moeda nacional e pode ser alterado no decorrer da 
vida da empresa mediante integralização de lucros, reservas ou aportes de novos recursos externos.
Esse capital poderá ser formado com contribuições em dinheiro ou em qualquer espécie de bens sus-
cetíveis de avaliação em dinheiro. 
Conheça alguns conceitos de capital:
 Capital social ou nominal: é o valor constante dos atos constitutivos do capital da empresa.
 Capital subscrito: é o montante de recursos que os sócios subscreveram.
 Capital realizado: é o capital subscrito diminuído da parcela ainda a integralizar.
 Capital a integralizar: é o montante de recursos que os sócios ainda não entregaram para a 
empresa.
 Capital autorizado: é o limite máximo que o capital poderá atingir sem que haja alteração do 
estatuto.
 Capital próprio: é igual ao patrimônio líquido ou situação líquida. São os valores não exigí-
veis; são os recursos que os sócios investiram para exploração da atividade econômica.
 Capital (do ponto de vista econômico): é todo bem econômico passível de ser aplicado à 
produção.
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2.3 - SITUAÇÃO LÍQUIDA E SUAS ALTERAÇÕES
Agora que já entendemos um pouco mais sobre ativo e passivo, vamos fazer o mesmo com a situação 
líquida, já que vimos anteriormente que ela resulta da subtração do ativo pelo passivo.
O que você acha que é situação líquida de uma empresa?
Vimos anteriormente que o passivo de uma empresa é formado pelas obrigações. Estas obrigações da 
empresa são para com terceiros e também para com os seus sócios, uma vez que eles investiram capital 
para sua abertura.
Entra aqui o Princípio das Entidades: sócios, apesar de serem os donos da empresa, têm direitos em 
função do dinheiro