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Contabilidade-Financeira-e-Gerencial

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isso, o saldo dessas contas aumenta (positiva ou negativamente) sempre. Estão nesse caso 
as contas Receitas, que sempre serão creditadas, e as contas Despesas, que sempre serão 
debitadas.
 Bilaterais: As contas bilaterais são aquelas que sofrem variações nos dois sentidos, ou seja, 
seu saldo pode aumentar ou diminuir. Elas são divididas em três classes: contas do ativo, contas 
do passivo ou contas mistas.
 Dinâmicas: As contas dinâmicas são aquelas que atendem à rotina do processo contábil, sen-
do debitadas ou creditadas a cada passo. Exemplo: caixa, bancos, despesas gerais, duplicatas 
a receber.
 Estáticas: As contas estáticas são aquelas que se movimentam apenas em virtude de even-
tos específi cos e acidentais, como constituição da empresa, construções, constituição de reser-
vas, reforma de instalações e apuração de resultados. Exemplo: capital, prédios, reserva legal, 
gastos com instalação.
 Permanentes: As contas permanentes são aquelas que registram os fatos da administração 
econômica em seus movimentos usuais. Exemplo: mercadorias, capital, contas a receber, con-
tas a pagar.
 Transitórias: As contas transitórias são aquelas criadas para atender situações especiais e 
que perdem a razão de existir quando tais situações se extinguem. Exemplo: balanço de aber-
tura (usada para receber valores ativos e passivos de um inventário levantado ao iniciar-se um 
negócio. Ela deixa de existir quando estes valores são debitados nas contas de bens e de direi-
tos conforme o caso, e creditados nas contas de obrigações e de capital).
 Patrimoniais: As contas patrimoniais são aquelas que representam e expressam valores do
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patrimônio, ou seja, do ativo, do passivo e do patrimônio líquido. Exemplo: duplicatas a receber, 
fornecedores, empréstimos.
 Resultado: As contas de resultado são aquelas que representam e expressam valores das 
despesas e receitas. Exemplo: salários, juros, passivos, receitas fi nanceiras.
Para finalizar este tópico, o último grupo de contas é o de compensação.
Este grupo especial de contas serve para representar atos administrativos que não alteram o patrimô-
nio. Elas funcionam apenas como “lembretes” para o administrador do patrimônio. Representam desloca-
mentos momentâneos de bens ou direitos para outras entidades e compromissos firmados pelos gestores 
da massa patrimonial em nome da empresa.
Veja alguns exemplos deste grupo:
 empréstimo de um bem de uma entidade para outra;
 fi ança prestada em contratos;
 hipotecas imobiliárias;
 mercadorias compradas e vendidas em consignação;
 entrega de “Duplicatas a Receber” para cobrança.
As contas de compensação são lançadas “aos pares”, ou seja, a uma conta de compensação no débito 
contrapõe-se outra de compensação no crédito.
Por isso, uma conta de compensação jamais terá como contrapartida uma conta patrimonial. Desse 
modo, é fácil entender que o ativo de compensação soma o mesmo valor que o passivo de compensação, 
pois não há situação líquida nessa massa, como se dá com o patrimônio da entidade.
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2.5 - PLANO DE CONTAS
O plano de contas é o elo de comunicação da entidade com os diversos usuários da informação contá-
bil, como os administradores, os investidores, os agentes financeiros, os clientes, os fornecedores, o fisco 
etc.
Trata-se de um sistema metódico e organizado, em que os fatos contábeis devem ser classificados 
para que a contabilização seja feita de maneira uniforme.
Nele devem ser apresentados as contas, o título e a descrição de cada uma, bem como os regula-
mentos e convenções que regem o uso do plano e de suas contas integrantes do sistema contábil da 
empresa.
Um bom plano de contas deve ter os seguintes elementos básicos:
 elenco de contas: relação das contas que serão utilizadas segundo o planejamento contá-
bil;
 função atribuída a cada conta: o que cada título (conta) representa no patrimônio da em-
presa;
 funcionamento: quando deve ser debitada e quando deve ser creditada.
Ao elaborar um plano de contas, é necessário estudar a natureza da empresa a que ele vai pertencer, 
colhendo dados como forma jurídica (fundação, associação etc.), ramo de atividade (comércio, indústria 
etc.), sistema de operações (à vista, a prazo etc.), volume dos negócios (atacado ou varejo), exigências de 
ordem legal (autorização e/ou concessão de órgãos públicos).
De posse desses elementos, ou de outros que forem considerados como necessários, torna-se possí-
vel a confecção do plano de contas.
Apresentaremos a seguir a estrutura do plano de contas utilizada para o registro dos fatos contábeis 
de uma empresa.
É possível adotar as diretrizes estabelecidas na legislação comercial e fiscal, que se têm revelado bas-
tante úteis também para fins gerenciais.
Conheça a seguir a estrutura básica do plano de contas, com algumas contas dispostas, segundo a 
legislação comercial, Lei 6.404/76.
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ATIVO
 ATIVO CIRCULANTE
 DISPONIBILIDADES
 CAIXA
 BANCOS CONTA MOVIMENTO
 DIREITOS REALIZÁVEIS
 DUPLICATAS A RECEBER
 (-) DUPLICATAS DESCONTADAS
 (-) PROVISÃO P/ CRÉD. LIQ. DUVIDOSA
 ADIANTAMENTOS
 ESTOQUES
 MERCADORIAS
 DESPESAS ANTECIPADAS 
 SEGUROS A VENCER
 REALIZÁVEL A LONGO PRAZO
 CONTAS A RECEBER
 ATIVO PERMANENTE
 INVESTIMENTO
 IMOBILIZADO
 MÓVEIS E UTENSÍLIOS
 VEÍCULOS
 (-) DEPRECIAÇÃO ACUMULADA
 DIFERIDO 
 DESPESAS PRÉ-OPERACIONAIS
PASSIVO
 PASSIVO CIRCULANTE
 DUPLICATAS A PAGAR
 CONTRIBUIÇÃO A RECOLHER
 PASSIVO EXIGÍVEL A LONGO PRAZO
 CONTAS A PAGAR
 RESULTADO DE EXERCÍCIO FUTURO
 PATRIMÔNIO LÍQUIDO
 CAPITAL SOCIAL
 RESERVA DE CAPITAL
 RESERVAS DE REAVALIAÇÃO
 RESERVAS DE LUCROS
 LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS
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Contas de resultdado
DESPESAS OPERACIONAIS FINANCEIRAS
VENDAS COMISSÕES E DESPESAS BANCÁRIAS
SALÁRIOS JUROS
COMISSÕES DE VENDAS VARIAÇÃO CAMBIAL
PROPAGANDA E PUBLICIDADE CORREÇÃO MONETÁRIA
ALUGUÉIS RECEITAS FINANCEIRAS
IMPOSTOS E TAXAS DESCONTOS OBTIDOS MATERIAL DE ESCRITÓ 
RIO OUTRAS RECEITAS E DESPESAS
ÁGUA, LUZ E TELEFONE RECEITAS
SEGUROS VENDAS NO MERCADO NACIONAL
DESPESAS DIVERSAS VENDAS NO MERCADO EXTERNO
ADMINISTRATIVAS VENDAS À VISTA
HONORÁRIOS E PRÓ-LABORE VENDAS A PRAZO
SALÁRIOS VENDAS DE MERCADORIAS
GRATIFICAÇÕES A FUNCIONÁRIOS VENDAS DE PRODUTOS FABRICADOS
AVISO PRÉVIO E INDENIZAÇÕES RECEITA DE SERVIÇOS EXECUTADOS
PROVISÕES PARA FÉRIAS DESCONTOS OBTIDOS
PROVISÕES PARA 13º SALÁRIO RECEITAS DE JUROS 
ENCARGOS SOCIAIS RECEITAS DIVERSAS
ALUGUÉIS
ÁGUA, LUZ E TELEFONE
CORREIOS E MALOTES
REPRODUÇÃO
SEGUROS
DESPESAS DE VIAGENS
COPA E COZINHA
MANUTENÇÃO DO ESCRITÓRIO
SERVIÇOS DE TERCEIROS
ASSINATURAS E PUBLICAÇÕES
IMPOSTOS E TAXAS
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A correta classificação das contas é de fundamental importância para possibilitar estudos comparati-
vos, análises e quaisquer outros detalhamentos.
A quantificação apropriada das contas, realçando as que efetivamente representam fatos relevantes, é 
essencial ao planejamento e controle da contabilidade.
No plano de contas é possível estabelecer uma convenção numérica ou literal para identificar as contas 
e classificá-las nos respectivos grupos e subgrupos.
 Exemplo
Utilizamos Código 1 para Ativo e Código 2 para Passivo.
1. Ativo
1.1. Ativo Circulante
1.1.1. Disponibilidades
1.1.2. Direitos Realizáveis
1.1.3. Estoques
1.1.4. Despesas do Exercício Seguinte
1.2. Ativo Realizável a Longo Prazo
1.3. Ativo Permanente
1.3.1. Investimentos
1.3.2. Imobilizado
1.3.3.