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Contabilidade-Financeira-e-Gerencial

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Diferido
2. Passivo
2.1. Passivo Circulante
2.2. Passivo Exigível de Longo Prazo
2.3. Resultados de Exercícios Futuros
2.4. Patrimônio Líquido
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2.6 - DETERMINAÇÃO DO DÉBITO E DO CRÉDITO
No estudo da contabilidade, a determinação do débito e do crédito é de fundamental importância, pois 
isso irá determinar todo o processo contábil.
O primeiro passo para determinar o débito ou o crédito de certa conta será saber a origem da mesma, 
ou seja, se ela é um bem ou direito (ativo), uma obrigação (passivo), ou se ela representa um elemento do 
patrimônio líquido positivo ou negativo. Dessa forma, temos:
 o ativo é composto por contas com saldo devedor;
 o passivo é composto por contas com saldo credor;
 o patrimônio líquido positivo é sempre creditado e seu saldo é credor;
 o patrimônio líquido negativo é sempre debitado e seu saldo é devedor.
Todas as contas têm um valor inicial, ou seja, o primeiro lançamento que se faz em determinada conta 
terá que ser de acordo com sua origem.
Vamos entender isso melhor.
a) Uma conta que representa um bem ou um direito da empresa, terá seu valor inicial sempre 
a débito.
b) Nas contas do patrimônio líquido, as despesas são debitadas.
c) As contas que representam obrigações da empresa terão seu valor inicial sempre a crédito.
d) Nas contas do patrimônio líquido, as receitas são creditadas:
d) Nas contas do patrimônio líquido, as receitas são creditadas.
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Contabilidade Financeira e Gerencial
Para melhor entendimento do quadro anterior, vamos decifrá-lo:
 as contas do Ativo têm o valor inicial a débito; aumentam seu saldo com os débitos e diminuem 
com os créditos;
 as contas do Passivo têm o valor inicial a crédito; aumentam com os créditos e diminuem com 
os débitos;
 as contas do Patrimônio Líquido Positivo têm seu valor inicial a crédito; serão sempre credita-
das e o seu saldo aumentará sempre;
 as contas do Patrimônio Líquido Negativo têm seu valor inicial a débito; serão sempre debita-
das e o saldo aumentará sempre.
Para concluir, o registro dos fatos contábeis fica muito mais fácil se forem seguidos alguns passos.
1º. Identifi car as contas envolvidas. 
2º. Identifi car a que grupo pertence a conta.
3º. Identifi car qual é o efeito do fato sobre cada conta.
4º. Efetuar o lançamento segundo o mecanismo de débito e crédito.
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RESUMO
1. O patrimônio de uma empresa é demonstrado pelo balanço patrimonial. Ele está ligado ao 
conceito de bem, ou seja, são valores materiais de propriedade da empresa.
2. O patrimônio é composto de bens, direitos e obrigações. Os direitos compõem o ativo da 
empresa, enquanto as obrigações compõem o passivo.
3. A situação líquida da empresa é obtida pela subtração do ativo pelo passivo. Ela provém dos 
investimentos iniciais, dos novos investimentos e dos lucros acumulados na empresa.
4. A situação líquida pode ser positiva, negativa ou nula. Ela será positiva quando a soma dos 
bens e direitos superar as obrigações para com terceiros; será negativa quando as obrigações 
para com terceiros superar a soma dos bens e direitos; e será nula quando os bens e direitos se 
igualarem com as obrigações para com terceiros.
5. Qualquer variação decorrente dos fatos administrativos dá margem a três tipos de alterações 
no patrimônio e, conseqüentemente, na situação líquida da empresa: fatos permutativos, fatos 
modifi cativos e fatos mistos.
6. Uma conta é um recurso contábil utilizado para reunir, sob um único item, todos os eventos e 
valores patrimoniais de mesma natureza.
7. O plano de contas é o conjunto de determinadas contas em função do ramo de atividade e do 
porte de uma empresa. Nele são apresentados as contas, o título, a descrição de cada uma e 
os regulamentos e convenções que regem o seu uso.
8. No plano de contas, as contas são lançadas a crédito ou a débito, dependendo da sua origem. 
Para classifi cá-las corretamente é necessário primeiramente identifi car as contas envolvidas; 
depois identifi car a que grupo pertencem, depois identifi car qual é o efeito do fato sobre cada 
conta e, por fi m, efetuar o lançamento segundo o mecanismo de débito e crédito.
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Contabilidade Financeira e Gerencial
MÓDULO 3
CONTROLE INTERNO E AVALIAÇÃO DE ESTOQUES
O objetivo deste módulo é justifi car a formulação de controles internos como formas de redução 
e reestruturação de custos e os aspectos estratégicos que determinam condições de minimizá-
los.
Além disso, discutiremos sobre os diversos métodos de avaliação de estoques e suas implica-
ções nos custos da empresa.
3.1 - Conceito e categorias de controles internos
3.2 - Limitações e importância do controle interno
3.3 - Centros de responsabilidades
3.4 - Métodos de avaliação de estoques
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MÓDULO 3
CONTROLE INTERNO E AVALIAÇÃO DE ESTOQUES
3.1 - CONCEITO E CATEGORIAS E CONTROLES INTERNOS
Você já reparou como o controle faz parte da nossa vida?
Estamos constantemente controlando nossos horários, nossas atitudes, nossos comportamentos, nos-
sos gastos.
Isso já faz parte da nossa rotina diária.
Nas empresas isso não é diferente. Mudam apenas os tipos de controles, que existem para outras 
finalidades. Vamos entender isso melhor.
As empresas também utilizam algumas formas de controle em sua rotina diária. Para que se mante-
nham ativas no mercado é necessário adotar esta política interna, pois só assim se manterão organizadas 
e produtivas.
Controle interno é o sistema adotado por uma empresa que compreende o plano de organização, os 
deveres, responsabilidades e todos os métodos e medidas adotadas, com a finalidade de:
 salvaguardar os ativos;
 verifi car a exatidão e fi delidade dos dados e relatórios contábeis e de outros dados operacio-
nais;
 desenvolver a efi ciência nas operações;
 comunicar e estimular o cumprimento das políticas, normas e procedimentos administrativos 
adotados.
Ao conceito de controle interno podemos agregar o conceito de sistema, que, na verdade, são comple-
mentares.
Todas as empresas são estruturadas para atingir um ou vários objetivos específicos. Vimos que, para 
isso, elas precisam adotar controles internos capazes de organizar todas as rotinas e procedimentos.
Podemos chamar essa organização de sistemas que, em última análise, representam o modo lógico 
por meio do qual se executa determinada tarefa.
Estes sistemas permitem à administração da empresa obter eficiência em suas tarefas, por meio da 
aplicação de funções específicas organizadas de modo lógico.
Obviamente, devemos imaginar que a alta administração de uma empresa não tem condições de con-
trolar todas as tarefas desenvolvidas por seus funcionários.
Por isso, para assegurar-se que tais funções estão sendo devidamente praticadas são definidos outros 
sistemas que têm por finalidade controlar o funcionamento do sistema anterior, ou seja, eles servem para 
fiscalizar se as rotinas estão sendo corretamente cumpridas pelos seus funcionários.
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Este novo sistema chamamos de sistema de controles internos.
Segundo suas finalidades, podemos desdobrá-lo em:
 Controles organizacionais
Este tipo de controle está relacionado à designação de responsabilidade e delegação de auto-
ridade aos funcionários.
Partindo do pressuposto de que é impossível para a alta administração controlar tudo e todos, 
é imprescindível que ela estabeleça uma estrutura organizacional adequada, que possa realizar 
as atividades de planejamento, execução e controle das operações.
No que tange à organização de funções e delegação de autoridade, é conveniente documentar 
a defi nição de linhas e instruções de