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Hermenêutica- Thiago Varella

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Hermenêutica
Segundo Dworkin, o direito é um conjunto de regras e princípios. Para o autor, a diferença entre regras e princípios é que a regra será aplicada ou não, não haverá ponderação. “It’s all or nothing”, ou seja, ou acontece a hipótese descrita pela regra e ela se aplica, ou não existe essa hipótese e ela não se aplica. Há também casos em que ocorre a hipótese, mas a regra não se aplica porque há uma regra de exceção. O princípio, por sua vez, pode ser ponderado. Ele tem uma força, mas é necessário que se conheça primeiro o caso concreto.
O pós-positivismo, porém, diz que a incidência ou não dos princípios ou das normas dependerá do caso concreto. Primeiramente, é necessário que se conheça a fundo o caso concreto para, em seguida, partir para a análise da lei. Não é possível dizer, por exemplo, o que prevalece entre a liberdade de expressão e o direito à intimidade. Ambos estão no art. 5º da Constituição, estando em mesmo grau de hierarquia, e podem entrar em conflito. A decisão será feita a partir do caso a caso.
Exemplos disso são os casos da Daniella Cicarelli e do Chico Buarque, que são semelhantes e tiveram desfechos diferentes. No primeiro, privilegiou-se a intimidade, no segundo, a liberdade de informação. Nesses casos, portanto, não há uma resposta certa. É necessário que se saiba argumentar e interpretar a norma. Nisso, Dnorkin se difere do pós-positivismo. Ele diz que há uma resposta correta.
Métodos de interpretação
Método jurídico (Clássico)
A lei e a constituição são ontologicamente idênticas, mas há uma diferenciação de nível hierárquico. Os submétodos são aqueles já conhecidos: gramatical, histórico, sistemático e teleológico.
Método científico-espiritual
É aquele método que leva em consideração valores. Entende que o direito é uma ciência social. Foi muito valorizado pelo pós-positivismo, já que este prezava pela valorização dos valores.
Método tópico-problemático
Raciocínio indutivo: parte-se da premissa menor para a premissa maior, ou seja, é necessário construir os pontos de vista sobre o caso, os topois. É o contrário do método clássico, que utiliza o raciocínio indutivo. Aqui, é necessário que conheçamos os diversos pontos de vista sobre um caso, já que há diversas maneiras de se enxergar uma mesma situação. Não podemos dizer que 100% dos advogados mentem, eles apenas têm pontos de vista divergentes. O bom juiz em casos com diversos pontos de vista é aquele que conhece todos eles. Segundo esse método, a solução ideal cabe ao auditório, que são aqueles que são os destinatários da decisão judicial. Porém, pode haver um problema. E se a solução ideal vai contra o ordenamento jurídico?