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STF - COLETÂNEA DE JUSRISPRUDÊNCIA STF - PROF.RODRIGO MENEZES

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em 15-12-98, 2ª Turma, DJ de 7-5-99). No mesmo sentido: AI 384.050-AgR, Rel. Min. Carlos 
Velloso, julgamento em 9-9-03, 2ª Turma, DJ de 10-10-03; RE 194.952, Rel. Min. Ellen Gracie, julgamento 
em 11-9-01, 1ª Turma, DJ de 11-10-01. 
 
"O limite de idade para a inscrição em concurso público só se legitima em face do art. 7º, XXX, da 
Constituição, quando possa ser justificado pela natureza das atribuições do cargo a ser preenchido." 
(SÚM. 683) 
 
"Os pronunciamentos do Supremo são reiterados no sentido de não se poder erigir como critério de 
admissão não haver o candidato ultrapassado determinada idade, correndo à conta de exceção situações 
concretas em que o cargo a ser exercido engloba atividade a exigir a observância de certo limite — 
precedentes: Recursos Ordinários nos Mandados de Segurança n. 21.033-8/DF, Plenário, relator ministro 
Carlos Velloso, Diário da Justiça de 11 de outubro de 1991, e 21.046-0/ RJ, Plenário, relator ministro 
Sepúlveda Pertence, Diário da Justiça de 14 de novembro de 1991, e Recursos Extraordinários n. 
209.714-4/RS, Plenário, relator ministro Ilmar Galvão, Diário da Justiça de 20 de março de 1998, e 
217.226-1/RS, Segunda Turma, por mim relatado, Diário da Justiça de 27 de novembro de 1998. Mostra-
se pouco razoável a fixação, contida em edital, de idade máxima — 28 anos —, a alcançar ambos os 
sexos, para ingresso como soldado policial militar." (RE 345.598-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, julgamento 
em 29-6-05, 1ª Turma, DJ de 19-8-05). No mesmo sentido: AI 488.727-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 
julgamento em 5-8-08, 2ª Turma, DJE de 28-11-08. 
 
 
 
DIREITO CONSTITUCIONAL – PROF. RODRIGO MENEZES 
COLETÂNEA DE JURISPRUDÊNCIA DO STF – PARTE 01 – Art. 5º, caput ao inc. XII 
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“Concurso público — Critério de admissão — Sexo. A regra direciona no sentido da inconstitucionalidade 
da diferença de critério de admissão considerado o sexo — artigo 5º, inciso I, e § 2º do artigo 39 da Carta 
Federal. A exceção corre à conta das hipóteses aceitáveis, tendo em vista a ordem sócio-constitucional.” 
(RE 120.305, Rel. Min. Marco Aurélio, julgamento em 8-9-94, 2ª Turma, DJ de 9-6-95) 
 
“A igualdade, desde Platão e Aristóteles, consiste em tratar-se de modo desigual os desiguais. Prestigia-
se a igualdade, no sentido mencionado quando, no exame de prévia atividade jurídica em concurso 
público para ingresso no Ministério Público Federal, dá-se tratamento distinto àqueles que já integram o 
Ministério Público. Segurança concedida.” (MS 26.690, Rel. Min. Eros Grau, julgamento em 3-9-08, DJE 
de 19-12-08) 
 
PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA NÃO OFENDE A IGUALDADE 
 
“Execução fiscal — Insignificância da dívida ativa em cobrança — Ausência do interesse de agir — 
Extinção do processo (...). O Supremo Tribunal Federal firmou orientação no sentido de que as decisões, 
que, em sede de execução fiscal, julgam extinto o respectivo processo, por ausência do interesse de agir, 
revelada pela insignificância ou pela pequena expressão econômica do valor da dívida ativa em cobrança, 
não transgridem os postulados da igualdade (...) e da inafastabilidade do controle jurisdicional (...). 
Precedentes.” (AI 679.874-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, julgamento em 4-12-07, 2ª Turma, DJE de 1º-2-
08) 
 
IGUALDADE EM PRAZOS PROCESSUAIS 
 
"Processual penal. Intimação para sessão de julgamento. Anterioridade de três dias. Ilegalidade. Violação 
aos princípios da isonomia, razoabilidade e do ‘defensor natural’. Inocorrência. A existência de prazos 
distintos para a defesa e o Procurador- Geral, nos regimentos internos dos distintos Tribunais Superiores, 
justifica-se em razão dos vários papéis exercidos pelo Parquet, não tendo sido, ademais, demonstrado, no 
caso, que este foi favorecido com prazo superior ao da defesa." (HC 90.828, Rel. Min. Ricardo 
Lewandowski, julgamento em 23-10-07, 1ª Turma, DJ de 30-11-07) 
 
“O atentado à isonomia consiste em se tratar desigualmente situações iguais, ou em se tratar igualmente 
situações diferenciadas, de forma arbitrária e não fundamentada. É na busca da isonomia que se faz 
necessário tratamento diferenciado, em decorrência de situações que exigem tratamento distinto, como 
forma de realização da igualdade. É o caso do art. 188 do Código de Processo Civil, que dispõe: 
‘computar-se-á em quádruplo o prazo para contestar e em dobro para recorrer quando a parte for a 
Fazenda Pública ou o Ministério Público’. Razões de ordem jurídica podem impor o tratamento 
diferenciado. O Supremo Tribunal Federal admite esse tratamento, em favor da Fazenda Pública, 
enquanto prerrogativa excepcional”. (AI-AgR 349.477/PR — rel. Min. Celso de Mello, DJ- 28-2-2003.) 
 
IGUALDADE E A FAZENDA PÚBLICA 
 
“Discute-se a constitucionalidade do art. 1º-F da Lei n. 9.494, de 10 de setembro de 1997, o qual decorre 
da Medida Provisória n. 2.180-35, de 24 de agosto de 2001. A Lei n. 9.494, de 1997, em linhas gerais, 
disciplina a aplicação da tutela antecipada contra a Fazenda Pública. O núcleo da discussão deste 
Recurso Extraordinário centra-se no aludido art. 1º-F da Lei n. 9.494, de 1997, que dispõe: ‘os juros de 
mora, nas condenações impostas à Fazenda Pública para pagamento de verbas remuneratórias devidas a 
servidores e empregados públicos, não poderão ultrapassar o percentual de seis por cento ao ano’. (...)A 
análise da situação existente indica não haver qualquer tratamento discriminatório, no caso, entre os 
credores da Fazenda Pública, que acarretem prejuízo para servidores e empregados públicos.” (RE 
453.740, voto do Min. Gilmar Mendes, julgamento em 28-2-07, Plenário, DJ de 24-8-07) 
 
 
 
 
DIREITO CONSTITUCIONAL – PROF. RODRIGO MENEZES 
COLETÂNEA DE JURISPRUDÊNCIA DO STF – PARTE 01 – Art. 5º, caput ao inc. XII 
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IGUALDADE EM LICITAÇÕES 
 
"Licitação. Análise de proposta mais vantajosa. Consideração dos valores relativos aos impostos pagos à 
Fazenda Pública daquele Estado. Discriminação arbitrária. Licitação. Isonomia, princípio da igualdade. 
Distinção entre brasileiros. Afronta ao disposto nos artigos 5º, caput; 19, inciso III; 37, inciso XXI, e 175, da 
Constituição do Brasil. É inconstitucional o preceito, segundo o qual, na análise de licitações, serão 
considerados, para averiguação da proposta mais vantajosa, entre outros itens os valores relativos aos 
impostos pagos à Fazenda Pública daquele Estado-membro. Afronta ao princípio da isonomia, igualdade 
entre todos quantos pretendam acesso às contratações da Administração. (...) A lei pode, sem violação do 
princípio da igualdade, distinguir situações, a fim de conferir a uma tratamento diverso do que atribui a 
outra. Para que possa fazê-lo, contudo, sem que tal violação se manifeste, é necessário que a 
discriminação guarde compatibilidade com o conteúdo do princípio. A Constituição do Brasil exclui 
quaisquer exigências de qualificação técnica e econômica que não sejam indispensáveis à garantia do 
cumprimento das obrigações. A discriminação, no julgamento da concorrência, que exceda essa limitação 
é inadmissível. Ação direta julgada procedente para declarar inconstitucional o § 4º do artigo 111 da 
Constituição do Estado do Rio Grande do Norte." (ADI 2.716, Rel. Min. Eros Grau, julgamento em 29- 11-
07, Plenário, DJE de 7-3-08) 
 
IGUALDADE E TRATAMENTO JURISDICIONAL DIFERENCIADO 
 
"A concessão de habeas corpus a determinados co-réus, em situações processuais diversas, não implica 
violação ao princípio da isonomia". (HC 90.138, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgamento em 11-9-07, 
1ª Turma, DJ de 28-9-07) 
 
IGUALDADE E ELETIVIDADE 
 
"Ação direta de inconstitucionalidade. Artigo 77 da Lei federal n. 9.504/97. Proibição imposta aos candidatos 
a cargos do Poder Executivo referente à participação em inauguração de obras públicas nos três meses que 
precedem