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Direito Constitucional - Thiago Varella

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deve tratar de algo que não está na constituição, senão não haveria sentido em existir):
Forma federativa. (Proposta, por exemplo, sugerindo a arrecadação de impostos por parte apenas da união, vai de desencontro ao federalismo indiretamente, já que não diz que a federação será abolida, mas pode levar à abolição).
Voto direto, secreto, universal. (Pode-se, por exemplo, criar o voto facultativo. Uma eleição indireta não pode ser criada por emenda constitucional, mas ela existe em norma constitucional originária (como Art. 81§1º). Também vale para governadores e prefeitos a partir do princípio da simetria (federação), as organizações estaduais e municipais devem ser simétricas ao modelo federal). O segundo caso é o do veto ao presidente da república.
Separação dos poderes. (Vem da ideia de Montesquieu de que um poder deve controlar o outro para que o poder político (uno) possa existir). Pode um plebiscito tratar sobre uma mudança pra parlamentarismo. A cláusula pétrea trata de separação de poderes e não tripartição. Apesar de o parlamentarismo ter seu poder executivo dependente do parlamento, continua havendo separação de poderes. Então emenda constitucional pode transformar o Brasil em parlamentarista. Porém, atualmente, uma emenda assim não é possível pois desrespeitaria o plebiscito de 1993.
Direitos e garantias individuais. (por exemplo, uma proposta de pena de morte vai contra as garantias individuais. Ela pode ser impedida por mandato de segurança pedido por um dos deputados ou senadores, pedindo que a proposta seja acusada). Pode-se ter emenda sobre direitos individuais, o que é proibido é emenda tendente a aboli-lo (pode-se acrescentar, mudar etc). 
Pode uma emenda constitucional estabelecer que para determinado tributo não vale o Art. 150, III, b? Não, por causa do Art. 60, §4º, IV.
O que são direitos fundamentais: São todos os do título II da CF (Direitos do indivíduo, direitos coletivos, direitos sociais, direito à nacionalidade, direitos políticos). Se apresentam como cláusula pétrea qualquer direito fundamental que tenha expressão individualizada.
Mandado de segurança – ameaça ou algo que vá contra direito líquido (delimitação da extensão dele) e certo (não tem dúvidas a respeito da titularidade do direito) por ação de direito público. Por isso só se admite prova documental apresentada junto com a petição inicial.
Implícitas: Limitações ao poder constituinte derivado, ao poder de emenda. Não estão escritas em nenhum lugar, são óbvias.
Relativa ao titular do poder constituinte originário
Relativa ao titular do poder constituinte reformador
Relativa ao processo de emenda – uma emenda não pode flexibilizar o processo de emenda, sendo este cláusula pétrea. Também não pode dificultar, pois o constituinte considerou que é necessário alterar a constituição, já instituindo um quórum bastante elevado. Se o processo se tornar mais difícil, corre-se sério risco de tornar impossível o processo de emenda. Também é implícito que uma PEC não pode modificar o §4º do artigo 60 para instituir uma pena de morte (para assim revogar o art. 5º XLII e criar nova lei). Mas não se pode revogar cláusula pétrea. Sobre uma abolição da República, há duas opiniões: a de que não é cláusula pétrea (por não violar nenhuma limitação implícita, com um novo plebiscito seria possível de alterar. Não viola a federação, o poder continua emanando do povo (é monarquia constitucional), os poderes continuam separados, o voto continua com as mesmas características etc.) e a de que é cláusula pétrea implícita (pois toda a constituição é feita a partir do modelo de república). Também, para a doutrina, é proibido assembleia constituinte provisória para facilitar a emenda, por violar a 3ª cláusula pétrea implícita de Nelson Sampaio (sobre a emenda).
Formais – CF Art. 60 §2º, 3º e 5º (processo de votação).
Circunstanciais – CF Art. 60 §1º.
Temporais
Materiais
Poder constituinte recorrente
Poder Constituinte Derivado-recorrente é o poder que tem os Estados membros em uma federação de criarem e modificarem as suas constituições estaduais. Só existe em federações, por seus estados serem autônomos.
Normas Constitucionais
Quanto à aplicação (Rui Barbosa):
Autoaplicáveis – quando a constituição é promulgada se aplica imediatamente. Não precisa de norma reguladora que determine algo sobre ela. CF Art. 227 §6º - norma constitucional que proíbe discriminação de filhos – não é por existir norma sobre aquele assunto que uma norma é ou não autoaplicável. Deve-se saber se essa norma constitucional é suficiente para aplicação imediata ou não. Também art. 5º II, mesmo citando lei, é aplicável (princípio da legalidade), pois é um princípio que não precisa ser regulamentado.
Não autoaplicáveis – Quando a constituição é promulgada, não está apta a ter efeitos. Precisa de norma reguladora que defina sua incidência. EXE: Art. 5º inciso XLII, que define o racismo como crime inafiançável. Porém, a definição do que é racismo necessita de outra lei. O artigo 7º, XXI, fala sobre o aviso prévio proporcional, o que é contrário à CLT. Porém, vale a CLT, por o da constituição sem não aplicável. Também o art. 33.
Quanto à eficácia (José Afonso da Silva)
Normas de eficácia plena (solteira)– quando a constituição é promulgada está apta a produzir todos seus efeitos. Tem aplicabilidade direta e imediata, não precisa de norma regulamentadora, eficácia autoaplicável. Não é a mesma coisa. Eficácia plena é aplicação direta e imediata, autoaplicável é aplicada imediatamente. Portanto, toda norma autoaplicável é de eficácia plena, mas nem toda primeira é a segunda. A plena não admite restrição por parte de outra norma.
Normas de eficácia contida (carente)– quando a constituição é promulgada, está apta a produzir todos seus efeitos, mas admite, tolera que norma infraconstitucional venha restringir o seu âmbito de eficácia. EXE: Art. 5º §13 (casada)– qualquer um pode exercer qualquer profissão, contanto que tenha as qualificações necessárias em lei. O §12 também possibilita influência de outra lei para lhe dar outro efeito (lei 9296/96, que permitiu interceptação telefônica mediante autorização judicial).
Normas de eficácia limitada – é aquela que quando a constituição é promulgada não está apta a produzir todos os seus efeitos. Precisa de norma reguladora que defina seu âmbito de eficácia. Portanto é uma espécie de norma não autoaplicável. Admite subdivisão:
Institutivas – não estabelecem metas futuras e abstratas. Realmente instituem algo, só que a regulamentação disso fica a carga do Poder legislativo. Exe: art. 37 §7º, a constituição institui algo mas deixa sua regulamentação em lei ordinária.
Impositivas – a criação da norma reguladora é obrigatória
Facultativas – a criação é facultada.
Programáticas – Estabelecem programas, metas, direções ao Estado. São chamadas de normas programas, objetivo de ação do Estado que ele deve tentar alcançar. Soberania, território, povo e finalidade (elementos do Estado) – EXE: CF Art. 196, 215, 225
O exame da OAB é considerado constitucional pelo art. 5º§13. Os defensores da inconstitucionalidade do exame da OAB argumentam que o termo qualificação diz respeito apenas à formação acadêmica. Também defendem o princípio da isonomia, de que todos que estejam na mesma situação jurídica devem ser tratados da mesma forma. Logo, se alguém se forma, deve poder exercer sua profissão (já que o engenheiro se forma e é engenheiro, o médico se forma e é médico). Porém, pode-se olhar pelo lado de que há isonomia, já que todos que se forma em direito precisam fazer o exame.
Mandado de injunção(não cai na G1) – CF Art. 5º, 71 - Atua quando precisa de norma reguladora, mas não tem. A falta de norma regulamentadora torna impossível o respeito às normas e direitos constitucionais.
Hermenêutica Constitucional
Introdução: ler caderno da Lorena
Quando se há um choque de princípio, deve-se aplicar aquele que tem mais peso para aquela situação. Deve haver algum método de interpretação, um método de hermenêutica para saber isso.
MÉTODOS DE INTERPRETAÇÃO
JURÍDICA