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Psicologia social – Wikipédia  a enciclopédia livre

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Psicologia social
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
A psicologia social surgiu no século XX como uma área
de aplicação da psicologia para estabelecer uma ponte
entre a psicologia e as ciências sociais (sociologia,
antropologia, ciência política). Sua formação acompanhou
os movimentos ideológicos e conflitos do século, a
ascensão do nazi-fascismo, as grandes guerras, a luta do
capitalismo contra o socialismo, etc. O seu objeto de
estudo é o comportamento dos indivíduos quando estão
em interação, o que ainda hoje, é controverso e
aparentemente redundante pois como se diz desde muito:
o homem é um animal social.
Mesmo antes de estabelecer-se como psicologia social as
questões sobre o que é inato e o que é adquirido no
homem permeavam a filosofia mais especificamente como
questões sobre a relação entre o indivíduo e a sociedade,
(pré-científicas segundo alguns autores) avaliando como
as disposições psicológicas individuais produzem as
instituições sociais ou como as condições sociais influem o
comportamento dos indivíduos. Segundo Jean Piaget
(1970) é tarefa dessa disciplina conhecer o patrimônio
psicológico hereditário da espécie e investigar a natureza
e extensão das influencia sociais.
Enquanto área de aplicação distingue-se por tomar como
objetos as massas ou multidões associada à prática
jurídica de legislar sobre os processos fenômenos
coletivos como linchamento, racismo, homofobia,
fanatismo, terrorismo ou utilização por profissionais do
marketing e propaganda (inclusive política) e associada
aos especialistas em dinâmica de grupo e instituições
atuando nas empresas, coletividades ou mesmo na clínica (terapia de grupos). Nessa perspectiva poderemos
estabelecer uma sinonímia ou equivalência entre as diversas psicologias que nos apresentam como sociais:
comunitária, institucional, dos povos (etnopsicologia) das multidões, dos grupos, comparada (incluindo a
sociobiologia), etc.
Segundo Aroldo Rodrigues, um dos primeiros psicólogos brasileiros a escrever sobre o tema, a psicologia
social é uma ciência básica que tem como objeto o estudo das "manifestações comportamentais suscitadas pela
interação de uma pessoa com outras pessoas, ou pela mera expectativa de tal interação". A influência dos
fatores situacionais no comportamento do indivíduo frente aos estímulos sociais. (Rodrigues , 1981)
O que precisa ser esclarecido para entender a relação do “social” com a psicologia, quer concebida como
ciência da mente (psique) quer como ciência do comportamento é como esse “social” pode ser pensado e
compreendido desde o caráter assistencialista ou gestão racional da indigência na idade média até emergência
das concepções democráticas ciências humanas no século XX passando pela formulação das questões sociais
em especial os ideais de liberdade e igualdade no século das luzes e os direitos humanos.
Índice
1 Categorias fundamentais da Psicologia Social
2 Histórico
3 Psicologia Social no Brasil
4 Críticas à Psicologia Social
4.1 Uma nova Psicologia Social e Institucional
5 Ver também
6 Bibliografia
7 Leitura adicional
8 Ligações externas
Categorias fundamentais da Psicologia Social
A Psicologia Social - é a ciência que procura compreender os “como” e “porquês” do comportamento social.
A interação social, a interdependência entre os indivíduos e o encontro social. Seu campo de ação é portanto
o comportamento analisado em todos os contextos do processo de influência social. Uma pesquisa nos manuais
de ensino e ementas das diversas universidades nos remetem à:
- interacção pessoa/pessoa;
- interacção pessoa/grupo (os grupos sociais)
- interacção grupo/grupo. (enfoques nacionais, regionais e locais)
Estuda as relações interpessoais:
- influências;
- conflitos; comportamento divergente
- autoridade, hierarquias, poder;
- o pai, a mãe e a família em distintos períodos históricos e culturas
- a violência doméstica, contra o idoso, a mulher e a criança
Investiga os factores psicológicos da vida social:
- sistemas motivacionais (instinto);
- estatuto (status) social;
- liderança;
- estereótipos (estigma);
- alienação;
- Identidade, valores éticos;
Teoria das representações sociais, a Produção de Sentido, Hegemonia Dialética Exclusão /Inclusão Social
Analisa os factores sociais da Psicologia Humana
- motivação;
- o processo de socialização
- as atitudes, as mudanças de atitudes;
- opiniões / Ideologia, moral;
- preconceitos;
- papéis sociais
- estilo de vida (way of life - modo ou gênero de vida)
Naturalmente a subdivisão dos temas acima enumerados é apenas didática os mesmos estão intrinsecamente
relacionados. Observe-se também que muitos desses temas e conceitos foram desenvolvidos ou são também
abordados por outras disciplinas (e inter-disciplinas) científicas seja das ciências sociais ou biológicas, cabe ao
pesquisador na sua aproximação do problema ou delineamento da pesquisa estabelecer os limites e marco
teórico de sua interpretação de resultados. Pode-se ainda dar um destaque aos temas:
Agressão humana (violência)
Trabalho e Ação Social
Relações de Gênero, Raça e Idade
Psicologia das Classes Sociais – Relações de Poder
Psicanálise e questões sócio-políticas
Dinâmica dos Movimentos Sociais
Saúde mental e justiça: interfaces contemporâneas,
Efeitos dos diferentes tipos de liderança: Os diferentes tipos de liderança provocam diferentes efeitos, quer ao
nível da produtividade do grupo, quer ao nível da satisfação dos membros do grupo.
Histórico
Em 1895, o cientista social francês Gustave Le Bon (1841-1931) apresentou, em seu pioneiro trabalho sobre a
Psicologia das Multidões, a proposição básica para o entendimento de uma psicologia social: sejam quais
forem os indivíduos que compõem um grupo, por semelhantes ou dessemelhantes que sejam seus modos de
vida, suas ocupações, seu caráter ou sua inteligência, o fato de haverem sido transformados num grupo, coloca-
os na posse de uma espécie de mente coletiva que os fazem sentir, pensar e agir de maneira muito diferente
daquela pela qual cada membro dele, tomado individualmente, sentiria, pensaria e agiria, caso se encontrasse
em estado de isolamento [9: p. 18]. Essa proposição e os argumentos de Le Bon para justificá-la, serviu de
parâmetro para o estudo sobre Psicologia de Grupo publicado por Sigmund Freud em 1921.
A questão teórica de Le Bon, com quem Freud dialogou era "massa", não "grupo". Um problema de tradução
entre o alemão e o inglês fez com que surgisse o termo "grupo" em Freud, embora não haja evidências de que o
mesmo tenha se preocupado com esta questão. Contudo essa categoria de explicação é retomada em diversos
dissidentes da psicanálise como Carl Gustav Jung (1875-1961) que introduziu o conceito inconsciente coletivo
- o substrato ancestral e universal da psique humana, e surpreendeu o mundo com sua célebre interpretação do
fenômeno dos discos voadores como um mito moderno e Wilhelm Reich com sua análise da anomia (Escutas a
Zé Ninguém) e governos totalitários (Psicologia das Massas e do Fascismo). A psicanálise dos governantes ou
relação entre a psique individual e a cultura ou civilização por sua vez é um tema frequente na obra de Freud e
outros psicanalistas (E. Eriksom, E. Fromm etc.) que estudam a relação dessa ciência com a antropologia.
A relação entre a etnologia e psicologia é especialmente fecunda, inúmeros etnólogos investigaram e tomaram
como ponto de partida das suas pesquisas as teorias picanalíticas e psicológicas a exemplo de Ruth Benedict
Margaret Mead Malinowski Lévi-Strauss.
Por outro lado observa-se também que psicologia desenvolveu sua notoriedade como