2-Atualização-Leg pen esp-Castelo Branco-2-3ed
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2.ª A mera alegação de imprecisão do teste do bafômetro pode excluir o crime de embriaguez ao 
volante? Não. Conforme orientação do Superior Tribunal de Justiça, \u201crealizado o teste do 
\u2018bafômetro\u2019 e verificada concentração alcoólica no ar dos pulmões que corresponde a 
concentração sanguínea superior ao que a lei proíbe, não se pode falar em ausência de justa 
causa para a persecução penal. A mera alegação de imprecisão no teste do bafômetro não pode 
sustentar a tese defensiva, mormente no caso, em que a quantidade de álcool no ar dos pulmões 
(1,02 mg/l) corresponde a aproximadamente 20 dg por litro de sangue, mais de três vezes a 
quantidade permitida, não se mostrando crível que o Paciente dirigia sóbrio\u201d.23 
 
3.ª O crime de embriaguez ao volante deve ser classifi cado como crime de perigo abstrato ou 
crime de perigo concreto? Perigo abstrato. Antes da nova redação determinada pela Lei 
11.705/2008 (Lei Seca), o crime era de perigo concreto. Contudo, como não há mais 
necessidade de comprovar o efetivo perigo de dano, trata-se atualmente de crime de perigo 
abstrato. É a recente orientação do Superior Tribunal de Justiça, no sentido de que basta a 
 
21 STJ, 5.ª Turma, HC 155.069/RS, DJe 26.04.2010, e HC 151.087/SP, DJe 26.04.2010. 
22 STJ, HC 166.377/SP, DJe 01.07.2010. 
23 STJ, 5.ª Turma, HC 140.074/DF, DJe 14.12.2009. 
constatação de que a concentração de álcool no sangue era maior do que a admitida pelo tipo 
penal. Em outras palavras, não haverá mais necessidade de demonstrar a potencialidade 
lesiva da ação. 
 
p. 123 \u2013 Substituir texto da \u201cQUESTÃO POTENCIAL DE PROVA! pelo exposto abaixo: 
 
QUESTÃO POTENCIAL DE PROVA! Em face do surgimento da antiga Lei 10.054/2000 
(Lei de Identificação Criminal), o Superior Tribunal de Justiça passou a decidir pela revogação 
do art. 5.º da Lei 9.034/1995: \u201cO art. 3.º, caput e incisos, da Lei n.º 10.054/2000, enumerou, de 
forma incisiva, os casos nos quais o civilmente identificado deve, necessariamente, sujeitar-se à 
identificação criminal, não constando, entre eles, a hipótese em que o acusado se envolve com a 
ação praticada por organizações criminosas. Com efeito, restou revogado o preceito contido no 
art. 5.º da Lei 9.034/1995, o qual exige que a identificação criminal de pessoas envolvidas com 
o crime organizado seja realizada independentemente da existência de identificação civil\u201d (STJ, 
RHC 12.968/DF, 5.ª Turma, j. 05.08.2004). Importante destacar que, com a edição da Lei 
12.037/2009 (atual Lei de Identificação Criminal), que revogou a Lei 10.054/2000 e passou a 
dispor integralmente sobre a identificação criminal, não ocorreu o restabelecimento da eficácia 
do art. 5.º da Lei 
9.034/1995, permanecendo este revogado. 
Atualmente, a Súmula 568 do STF (\u201ca identificação criminal não constitui constrangimento 
ilegal, ainda que o indiciado já tenha sido identificado civilmente\u201d) somente se aplica em 
relação às exceções legais. 
 
p. 133 \u2013 Acrescentar antes da transcrição do art. 7º, o texto que segue: 
 
QUESTÃO POTENCIAL DE PROVA! Apesar de o assunto ser bastante polêmico nos 
tribunais, o Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça entendem 
majoritariamente ser dispensável a degravação integral dos áudios captados em interceptação 
telefônica. É necessário apenas que se sejam degravadas as partes necessárias ao embasamento 
da denúncia oferecida.24 
 
p. 141 \u2013 Acrescentar antes do item 8.5 QUESTÕES CESPE/UNB, o texto que segue: 
 
 
NOTE! A jurisdição penal não está vinculada a eventual resultado do processo administrativo 
 
24 STJ, HC 152.092/RJ, DJe 28.06.2010 e STF, HC 91.207 MC/RJ, j. 11.06.2007. 
fiscal, o que somente se dá no âmbito dos crimes contra a ordem tributária, mas não na 
lavagem de dinheiro.25
 
QUESTÃO POTENCIAL DE PROVA! Nos crimes de evasão de divisas, sonegação de 
impostos e lavagem de dinheiro, competente para processar e julgar o feito é o Juízo Federal do 
local onde se realizaram as operações irregulares (regra). Entretanto, excepcionalmente 
(exceção), a Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça, \u201cdiante das peculiaridades \u2013 
número elevado de contas de depositantes domiciliados em diversos Estados da Federação \u2013, 
vem decidindo, em homenagem ao princípio da duração razoável do processo, pela competência 
do Juízo Federal do domicílio do investigado\u201d.26 
 
p. 146 \u2013 Acrescentar após o parágrafo \u201cÉ admissível o concurso de crimes, ...\u201d, o texto que 
segue: 
 
QUESTÃO POTENCIAL DE PROVA! O crime de sonegação fiscal pode existir em 
concurso com o crime de uso de documento falso? Conforme recente orientação do Superior 
Tribunal de Justiça, \u201co delito constante do art. 304 do CP somente é absorvido pelo crime de 
sonegação fiscal se teve como finalidade a sonegação, constituindo, em regra, meio necessário 
para a sua consumação. Na hipótese, o crime de uso de documento falso pode ser tido como 
crime autônomo, posto que praticado não para que fosse consumada a sonegação fiscal, mas sim 
para assegurar a isenção de eventual responsabilidade penal\u201d.27 Os delitos constantes dos arts. 
299 e 304, do Código Penal, somente são absorvidos pelo crime de sonegação fi scal, se o falso 
constituiu meio necessário para a sua consumação. 
 
p. 147 \u2013 Acrescentar após o parágrafo \u201cO crime é de conteúdo variado...\u201d, o texto que 
segue: 
 
QUESTÃO POTENCIAL DE PROVA! Qual a exata diferença entre os crimes de descaminho 
e de sonegação fiscal? O agente comete o crime de descaminho quando ilude o Estado (Fisco), 
no todo ou em parte, ou seja, quando, por conduta omissiva ou comissiva, deixa de recolher 
imposto devido pela entrada, saída ou pelo consumo de mercadoria. Por sua vez, \u201co crime de 
sonegação fiscal, apesar de também implicar supressão ou redução de tributo devido, não tem 
 
25 STJ, APn 458/SP, DJe 18.12.2009. 
26 STJ, CC 93.991/SP, DJe 17.06.2010. 
27 STJ, REsp 116.2691/MG, DJe 27.09.2010. 
por elementar objetiva a internalização ou externalização de mercadorias, tal qual o crime de 
descaminho\u201d.28 
 
p. 169 \u2013 Acrescentar após o parágrafo \u201cE se o agente delitivo incorrer numa...\u201d, o texto 
que segue: 
QUESTÃO POTENCIAL DE PROVA! A diferença entre os crimes de posse e porte ilegal de 
arma de fogo está no fato de que a tipificação do delito de posse irregular importa que a arma de 
fogo seja encontrada no interior da residência (ou em dependência desta) ou no local de trabalho 
do agente. Já o porte pressupõe que a arma de fogo esteja fora da residência ou do local de 
trabalho. O Superior Tribunal de Justiça apreciou, recentemente, se o fato de o agente ter sido 
flagrado, em sua moradia, com a arma de fogo no \u201cbolso de sua calça\u201d configuraria crime de 
posse ou de porte ilegal de arma de fogo, porque os núcleos do tipo penal do art. 12 (posse 
irregular de arma de fogo) seriam apenas \u201cpossuir\u201d ou \u201cmanter\u201d sob sua guarda, não se 
referindo ao verbo \u201cportar\u201d. 
 Por sinal, parcela da doutrina (posição minoritária) entende que o agente não pode estar 
portando a arma no interior da residência ou do local de trabalho, devendo estritamente possuí-
la ou mantê-la guardada. 
 Conforme recente decisão (posição majoritária), mostra-se irrelevante o fato de estar 
com a arma de fogo no \u201cbolso de sua calça\u201d, razão porque deve ser reconhecida que sua conduta 
se amolda perfeitamente à tipificação contida no art. 12 da Lei 10.826/2003.29 
 Em síntese, encontrada no interior da residência (ou em dependência desta) ou no local 
de trabalho do agente, não importa onde a arma de fogo se encontra, haverá crime de posse 
irregular de arma de fogo (art. 12 da Lei 10.826/2003). 
 
p. 173 \u2013 Substituir texto do parágrafo \u201cRecentemente no informativo 539, ...\u201d, pelo que 
segue: 
 
Recentemente, no Informativo 539, em decisão de 17.03.2009, no julgamento do HC 
96.922/RS,