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Módulo de análises clínicas veterinaria

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Análises clínicas na 
veterinária
Vilma Pereira da Costa
Mestre em Bem Estar Animal
Um breve histórico da minha vida
 Graduada em Biologia em 2004
 Pós graduada em Análises Clínicas em 2012
 Graduada em medicina veterinária em 2013
 Mestre em Bem Estar Animal em 2018
 Coordenadora de pós graduação em Análises Clínicas Veterinária desde 2015
 Responsável Técnica no Diagclinvet
 Membro da Equipe Curavet desde 2014
POR QUE VETERINÁRIA?
 Por que as famílias mudaram
 A sociedade mudou
 As necessidades e prioridades são outras
QUEM RECEBE VISITA EM CASA?
Quem tem bolo de aniversário?
Tem até convite pra jantar no Japa
Paciente na sala de espera
Na casa do ferreiro o espeto é mesmo de 
pau
Na minha casa No meu consultório
Uma dúvida que atormenta a vida do 
clínico
 Devemos começar pela doença ou pelo paciente?
 Todos nós deveríamos ter nos apaixonado pela doença durante a graduação
 Infelizmente nos apaixonamos pelo paciente
 A emoção atrapalha os pensamentos
 Mas não posso negar que a emoção nos motiva
 A motivação deve ser para identificar e destruir o agente nocivo
 Preciso conhecer e muito bem as doenças antes de ter contato com o 
paciente
 Mas...
 Durante a graduação não dá tempo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Sabem por que não dá tempo?
 Porque temos que nos dedicar à todas as espécies animais
 À saúde pública
 Ter conhecimento sobre pastagem
 Piquete
 Abate
 Produção de alimentos de origem carnea
 Criação de animais de produção
 Nutrição de todas as espécies
 CHEGAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!
Ainda não é o bastante
 Temos que “fazer” as unhas do cavalo
 Fazer descorna dos cornos
 Rolamento de vacas
 Manejo de animais silvestres
 Fiscalização de tudo que possam imaginar
 Mas tudo o que nós queríamos era
 SER MÉDICO VETERINÁRO
Mais do que qualquer médico, nós 
precisamos do laboratório
 O laboratório de análises clínicas é nosso apoio
 Com quem nós falamos diariamente
 Por isso
 O profissional do laboratório veterinário
 Não é apenas um técnico
 Ele tem conhecimento suficiente para auxiliar o clínico a concluir o 
diagnóstico
 Além de realizar os exames e confeccionar um laudo
 Deve ser capaz de interpretar
Pra ter amostra tem que coletar
Acham que não pode piorar?
E tem aquele dia que tudo dá certo!
Depois de uma coleta bem tranquila
é hora de processar a amostra...
E agora?
 Contaminação?
 Corante?
 Cão de sangue azul?
 Se fosse um humano, como seria o laudo?
E quando isso acontece?
Análise bioquímica não é apenas apertar 
botões
É soro ou gel?
Fibrina 
 Paciente com leishmaniose
 Relação albumina/proteína baixa
 Paciente com DRC
E os valores de referência?
 Faixa de normalidade pode variar dependendo da metodologia utilizada
 O tipo de reagente pode determinar resultados bem diferentes de uma 
mesma amostra
 Vamos dar início à confusão
 Uréia em cães: 
 Kit biotécnica: 27,1 a 44,7 mg/dl
 Kit concorrente: 15 a 40 mg/dl
 Kaneko et al: 21 a 59,9 mg/dl
 Diagclinvet: 10 a 54 mg/dl
É preciso treinar os olhos
Somente as hemacias dos mamíferos não 
possuem núcleo!!!!!!!
 Eritropoiese:
 Intensa
 Controlada pelos níveis de eritropoetina produzida nos rins
 Sob estímulos do Oxigênio sanguíneo
 Níveis de estrógenos
 andrógenos
O que observamos no Esfregaço?
 Diferentes estágios de maturação dos eritrócitos
 Células mais jovens são mais esféricas:
 Citoplasma mais basófilo
 Núcleo arredondado
 Cromatina pouco compactada
 Com a maturação:
 Mais elípticas
 Aumenta a densidade nuclear
 Citoplasma mais vermelho
Eritroblasto basófilo e reticulo 
 Eritrócitos maduros apresentam retículo
 Diferente do reticulócito em mamíferos
 Retículo em mamíferos somente em eritrócitos imaturos
Heterófilos
 Célula arredondada
 Bi ou tri lobado
 Pouco corado
 Citoplasma claro
 Grânulos intensamente eosinófilos
 Grânulos em forma de bastão ou espiculada
 dependendo da espécie os grânulos podem ser mais ovais ou mais redondos
Função 
 Corresponde aos neutrófilos em mamíferos
 Envolvidos na resposta inflamatória
 Fagocitose, lise
 Não contem enzima mieloperoxidase
 Produzem radicais livres
 Atividade oxidativa menor que a dos neutrófilos em mamíferos
Eosinófilos 
 Granulócitos de morfologia semelhante aos heterofilos
 Diferenciação mais difícil 
 Núcleo lobulado e basófilo
 Grânulos eosinofílicos se coram com mais intensidade
 São mais arredondados
 Apresentam enzimas peroxidases
 Função nas aves não é clara
 Antígenos parasitários não induzem eosinofilia
 Resposta de hipersensibilidade tardia?
Eosinófilo a esquerda e heterofilo a 
direita
Basófilos 
 Coloração azul intensa
 Núcleo pode estar escondido pelos grânulos
 Núcleo não lobulado varia de redondo a oval
 Função desconhecida
 Grânulos contém histamina como nos mamíferos
 Podem estar associados nas reações de hipersensibilidade
Temos algo em comum:
Linfócitos 
 Células redondas
 Margens podem ser irregular ou não
 Núcleo central
 Cromatina densamente condensada
 Relação núcleo/citoplasma elevada (exceto nos linfócitos maiores)
 Citoplasma basófilo, homogêneo sem vacuolização e sem aparelho de Golgi
 Não contém grânulos citoplasmáticos
 Variedade de tamanho no mesmo indivíduo
 Os pequenos podem ser confundidos com trombócitos
 Os grandes podem ser confundidos com monócitos
Função dos Linfócitos
 A mesma que nos mamíferos
 B dependentes da Bursa de Fabrício
 Responsáveis pela imunidade humoral
 T timo dependente
 Atuam na imunidade celular
Monócitos 
 Semelhantes aos dos mamíferos
 Maiores que os leucócitos
 Citoplasma mais abundante e basófilo
 Cromatina menos condensada
 Forma arredondada ou amorfa
 Núcleo redondo, oval ou lobulado
 Citoplasma:
 Vacúolos
 Pequenos grânulos eosinofílicos
Trombócitos
 Células pequenas
 Forma oval a retangular
 Núcleo redondo
 Cromatina intensamente condensada
 Razão núcleo/citoplasma elevada
 Citoplasma incolor
 Aparelho de Golgi, retículo endoplasmático
 Sistema de vesículas conectado à membrana plasmática, vacúolos e às vezes 
corpos bipolares eosinofílicos
Função
 Hemostasia
 Produção de tromboplastina
 Realizam função fagocítica
 Resposta a infecções
Trombócitos e Linfócito
Feito tudo isso...
Agora é hora de Interpretar
 Valores de referência????????
 Variação em função:
 Da espécie
 Da população
 Fatores genéticos
 Do território
 Habitat
 Sexo
 Idade
 Estado fisiológico
 Estação 
 Laboratório
 técnica
Hemácias parasitadas por Plasmodium
Nossos melhores amigos
Corpúsculos de Lentz
 Inclusões citoplasmáticas virais
 Podem ser encontradas em:
 Neurônios
 Liquido cefalorraquidiano
 Linfócitos
 Monócitos
 Neutrófilos
 eritrócitos
Mórula de Erlichia
Ehrlichia canis 
 Transmitida pelo carrapato Rhipicephalus sanguineus
 Causa a erliquiose monocítica canina
 Sinais:
 Anemia
 Leucopenia
 hemorragia
Babesia
Hemoparasitose
 Transmitida pela Babesia Canis
 Protozoário que parasita eritrócitos
 Destruindo 
 Multiplicando se
 Causa trombocitopenia severa
 Anemia
 Conhecida como tristeza parasitária em equinos
2015
 Prontuário: 061
 Veterinária recém formada
 Diagnóstico: cinomose
 30 convulsões/dia
 2 indicações de eutanásia
 Tetraparesia
 Mas ele queria viver
Eu só queria ser dermato
 expectativa: nunca atender doença viral ou terminal
 Realidade: estudando madrugada a dentro pra salvar o cão
 Descobri que havia uma possibilidade
 Me inscrevi em um curso de capacitação em terapia celular
 No primeiro dia de curso, um animal estava recebendo o transplante
 Conheci o dr. Marcelo Nemer Xavier
O paciente não podia esperar
 O quadro se agravava
 Não havia tempo até que eu estivesse capacitada
 Entreguei meu paciente ao dr.

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