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Anemia

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O tratamento padrão é a suplementação 
de ferro por via oral, na dose de 50-200 
mg/dia de ferro elementar para indivíduos 
adultos 
 Em caso de intolerância ao ferro oral ou 
confirmada má absorção, pode-se 
administrar ferro por via parenteral 
 A suplementação de ferro deve ser feita 
até a normalização da concentração de Hb 
e das reservas de ferro 
ANEMIA DA DOENÇA INFLAMATÓRIA 
 O tratamento da doença de base, que 
pode ser: 
 Doenças autoimunes (ex. artrite 
reumatoide) 
 Infecção crônica (ex. osteomielite, 
tuberculose) 
 Câncer (em geral avançado) 
 Doença renal crônica (a causa 
predominante é a ↓ da EPO) 
 Insuficiência cardíaca congestiva 
 Doença pulmonar crônica (ex. DPOC) 
 Obesidade 
 Anemia do idoso 
 Eventualmente, pode ser útil o uso da 
eritropoetina, especialmente em pacientes 
idosos e com comorbidade que torne mais 
difícil ao paciente mobilizar os mecanismos 
compensatórios da anemia 
 Entretanto, o uso da eritropoetina pode 
acarretar complicações como hipertensão 
arterial e levar a aumento do risco de 
trombose 
 
 
 
ANEMIA @FUTURA.DRA.MINGHE 
 
Hemácias 
PRODUÇÃO 
 Nas primeiras semanas da vida 
embrionária, hemácias nucleadas 
primitivas são produzidas no saco vitelino 
 Durante o segundo trimestre da 
gestação, o fígado passa a constituir o 
principal órgão de produção de hemácias, 
embora número razoável também seja 
produzido pelo baço e pelos linfonodos. 
 Posteriormente, durante o último mês 
de gestação e após o nascimento, as 
hemácias são produzidas exclusivamente 
na medula óssea. A medula óssea de quase 
todos os ossos produz hemácias até que a 
pessoa atinja a idade de 5 anos. A medula 
óssea dos ossos longos, exceto pelas porções 
proximais do úmero e da tíbia, fica muito 
gordurosa, deixando de produzir hemácias 
aproximadamente aos 20 anos de idade 
 Após essa idade, a maioria das hemácias 
continua a ser produzida na medula óssea 
dos ossos membranosos, como vértebras, 
esterno, costelas e íleo. Mesmo nesses ossos, 
a medula passa a ser menos produtiva com 
o avanço da idade. 
NUTRIENTES NECESSÁRIOS PARA A 
FORMAÇÃO DAS HEMÁCIAS 
 Ferro 
 Vitamina B12 
 Ácido Fólico 
 
OBS.: o ácido fólico e a B12 são essenciais 
para a síntese de DNA 
A falta desses compostos resulta numa 
quantidade reduzida de DNA, gerando falha 
na maturação e divisão nuclear, causando 
meia vida menor (metade a um terço do 
normal) 
PREJUDICA O TRANSPORTE DE O2 
 Em anemia, há o aumento do débito 
cardíaco, e consequente destruição de fluxo 
alterada 
 Com isso, observamos um aumento do 
plasma sanguíneo e eritropoietina, 
diminuindo a afinidade do eritrócito com 02 
 
Anemia na Doença Renal 
 A anemia está presente em 70% de 
pacientes com DRC e 98% em pacientes 
dialisados 
 A eritropoies deficiente, em decorrência 
da baixa produção de Eritropoetina (Epo) e 
diminuição da excreção renal (acúmulo de 
toxinas urêmicas) geram anemia 
 
POSSÍVEIS CAUSAS 
 Multifatorial 
 Diminuição da eritropoietina 
 Diminuição da resposta à 
eritropoietina 
 Diminuição da meia vida do eritrócito 
 Deficiência de Ferro 
 
ANEMIA EM PACIENTES COM DRC ESTÁ 
LIGADA À: 
 Dilatação cardíaca 
 Insuficiência cardíaca 
 Hipertrofia ventricular esquerda 
 Risco de doença coronariana 
 Progressão da doença renal 
 Mortalidade 
 
 
ANEMIA @FUTURA.DRA.MINGHE 
 
FISIOPATOLOGIA DA ANEMIA NA DRC 
 
 
 
 
 
 
 
 
 O subgrupo de pacientes com doença 
renal crônica (marcados como “Uremia”) 
apresenta níveis plasmáticos muito 
menores de eritropoietina do que aqueles 
com outros tipos de anemia 
TRATAMENTO 
 Eritropoetina 
 Início: se HT < 33% 
 Dose: 50 a 150 U / kg 
 
 Suplementação de Ferro 
 Causa + frequente de resposta 
insatisfatória à EPO 
 Via: VO nas fases iniciais IV / IM fases 
+ avançadas 
 Objetivo: sat transferrina > 20%; 
ferritina > 100ng/dl 
 
Mal de altitude 
 
 Também conhecido como “soroche” 
 Sofrimento físico causado pela 
dificuldade em se adaptar à menor pressão 
de oxigênio em altitudes elevadas 
 A maioria dos casos da doença de 
altitude é leve, mas alguns podem ser fatais 
 A partir dos 2.500 metros de altitude 
SINTOMAS DO MAL DA ALTITUDE 
 Dor de cabeça 
 Náuseas 
 Falta de ar 
 Incapacidade de se exercitar 
COMO PREVENIR E EVITAR? 
1) Aclimatização 
2) Descanse nos primeiros sintomas 
3) Hidratação: a desidratação piora os 
sintomas da doença 
4) Medicações: AINEs aliviam os 
sintomas, folha de coca 
5) Evitar etilismo e tabagismo 
6) Oxigenoterapia e descer a altitude 
menores 
 
Funções da Eritropoietina (EPO) 
 Eritropoetina ou EPO é um hormônio 
glicoproteico secretado pelos rins que 
controla a eritropoiese, ou seja, a produção 
de células vermelhas do 
sangue, estimulando a medula óssea a 
elevar a produção de células vermelhas do 
sangue 
 É uma citocina (molécula de sinalização 
de proteína) para eritrócitos (hemácias e 
glóbulos vermelhos) precursores da 
medula óssea 
 Eleva os níveis de eritrócitos sanguíneos, 
incrementando a troca de oxigênio 
 O uso desse hormônio consiste no 
tratamento terapêutico da anemia em 
pacientes com problemas renais 
 Em pessoas saudáveis, é utilizado para o 
aumento do rendimento muscular e da 
resistência à fadiga 
 
 
ANEMIA @FUTURA.DRA.MINGHE 
 
Anemia nas neoplasias malignas 
SINTOMAS 
 Fadiga 
 Perda da qualidade de vida 
 Aumento da mortalidade 
OBS.: prejudicam as atividades diárias do 
paciente, os cuidados pessoais e a 
capacidade de trabalho 
RELAÇÃO DO CÂNCER COM ANEMIA 
 Infecções 
 Radioterapia 
 Quimioterapia 
 Hemorragia 
 
Diminui a produção 
 Medicação 
 Quimioterapia mielosupressiva 
 Radioterapia 
 
 Infecção 
 Citomegalovírus 
 Parvovírus B19 
 
 Doença 
 Deficiência de Ferro 
 Tumores sólidos 
 DRC 
 
Aumenta a destruição 
 Medicação 
 Antibióticos (ex.: b-lactâmicos, 
Dapsone) 
 Quimioterapia (ex.: Gemcitabine) 
 
 Infecção 
 Vírus da Imunodeficiência Humana 
 
 Doença 
 Anemia Hemolítica Microangiopática 
(pode ter relação com medicações 
ou doenças) 
 Anemia Hemolítica Autoimune 
 
Perda maciça, oculta ou iatrogênica 
 Medicação 
 Anticoagulação, 
 Agentes Antiplaquetários 
 Antiinflamatórios não esteroidais 
 
 Infecção 
 Helicobacter Pylori 
 
 Doença 
 Tumor Gastrointestinal 
 Flebotomia frequente (coleta 
frequente de sangue) 
 Menstruação e Cirurgia 
 
TRATAMENTO 
 Garantir a oxigenação dos tecidos 
 Melhorar a qualidade de vida 
 Cognição 
 Fadiga 
 Tolerância ao exercício 
 
PRINCIPAIS ESTRATÉGIAS 
 Ferro 
 Transfusões 
 Terapia androgênica 
 Controlar as perdas

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